Quais são os riscos do prolapso do cordão umbilical?

26 de outubro de 2017

A maioria das gravidezes ocorre sem complicações. No entanto existem muitos riscos durante o longo processo de gestação. Uma das complicações que o feto pode sofrer no útero é o prolapso do cordão umbilical.

Em termos gerais, pode-se dizer que a maioria dos problemas que surgem na gravidez podem ser resolvidos ao longo do processo. As consultas pré-natais são muito importantes durante todas as fases da gravidez.

O médico se preocupa em descartar um possível prolapso do cordão umbilical, que pode acontecer na gravidez ou durante o parto. Esse tipo de complicação é mais frequente durante o parto, e a maioria deles é leve e não tem consequências graves. Estima-se que, pelo menos, um entre dez partos pode apresentar prolapso do cordão umbilical.

O que causa o prolapso do cordão umbilical?

Embora seja mais comum no parto, o prolapso do cordão umbilical também pode ocorrer durante as últimas semanas de gravidez. Quanto mais forte for o movimento do bebê, maiores possibilidades de que o cordão umbilical se comprima. Em alguns casos pode ocorrer a compressão temporária do cordão, e é de fato, inofensiva. Outros casos de compressão por períodos maiores de tempo também podem não apresentar nenhum tipo de perigo.

O cordão umbilical passa pelo processo de compressão e alongamento, muitas vezes durante o crescimento do feto. Este movimento ou o do bebê, nem sempre provocam o prolapso do cordão umbilical, mas pode acontecer. É mais comum que o alongamento e a compressão resultem no prolapso do cordão umbilical durante o parto.

Nascimento de um bebê com prolapso do cordão umbilical

Raramente a atividade do bebê no útero pode fazer com que o cordão se comprima. Em contrapartida, a ruptura prematura de membranas tende a ser uma das principais causas. Isso geralmente acontece em um estágio próximo ao parto. Quando ocorre antes da 32ª semana, a frequência de compressão aumenta em até 76% dos casos.

O cordão umbilical também costuma ser comprimido, quando desce para o canal de parto antes do bebê. É por isso que é mais comum que a compressão ocorra com mais frequência neste momento da gravidez.

Quais são os riscos do prolapso do cordão umbilical?

O cordão umbilical faz parte do sistema vital do bebê no ventre materno. Este órgão é responsável por levar nutrientes e oxigênio da placenta para o feto. Portanto, quando acontece uma compressão por um longo período pode ocasionar em uma diminuição no fluxo sanguíneo e na falta de oxigênio.

Outros riscos são os seguintes:

  • Alteração da frequência cardíaca do feto, especialmente relacionada com a desaceleração variável. Isso significa que a frequência cardíaca do bebê cai para menos de 115 batidas por minuto, por um período maior que 10 minutos. Esta desaceleração é normal se dura somente alguns minutos, mas não mais do que 10.
  • Mudanças na pressão arterial do bebê
  • Presença e acumulação de dióxido de carbono no sangue, o que pode levar a um processo de acidose respiratória
  • Risco de danos cerebrais, dependendo de quanto tempo se prolongue a falta de oxigênio
  • Outras complicações de saúde ocasionadas por possíveis episódios de hipoxia fetal, enquanto ocorre a compressão do cordão prolapsado
  • Falecimento do feto

Os danos à saúde do feto devido ao prolapso do cordão umbilical depende de quanto tempo dura.

A maior parte do risco corresponde à falta de oxigênio na qual pode até levar à morte do bebê. Na verdade, essas possíveis complicações são raras pois geralmente os médicos são capazes de controlar a situação.

Diagnóstico e tratamento

Bebê no ventre materno com prolapso do cordão umbilical

O médico poderá realizar alguns exames para conseguir diagnosticar uma possível compreensão do cordão umbilical antes do parto. Este poderá ser identificado por meio de um doppler fetal ou ultrassom. Sem esses testes é impossível identificar possíveis sinais de que uma compressão está ocorrendo.

Uma vez detectada a situação, o principal tratamento é fazer uma amnioinfusão, que é a introdução de soro no útero. A solução deve estar em temperatura ambiente para aliviar a pressão sobre o cordão. Este procedimento só é aplicável quando o prolapso ocorre durante o trabalho de parto.

Quando se trata de uma compressão menor em outro momento da gravidez, é feita uma tentativa para aumentar a quantidade de oxigênio. Neste caso a mãe recebe oxigênio para que o fluxo sanguíneo aumente no cordão. Se o caso for mais grave será necessário um monitoramento mais próximo dos sinais vitais do bebê.

Se for identificado que o bebê mostra sinais de sofrimento ou se há diminuição da sua frequência cardíaca, provavelmente serão necessárias medidas mais drásticas. Dependendo do estágio da gravidez deverá ser feita uma cesariana para salvar a vida do bebê.

  • Moldenhauer, J. Prolapso del cordón umbilical. Manual MSD- Versión para profesionales. [En línea].
  • Sayed Ahmed, Waleed & Ahmed Hamdy, Mostafa. (2018). Optimal management of umbilical cord prolapse. International Journal of Women’s Health. Volume 10. 459-465. 10.2147/IJWH.S130879
  • Valenti, Eduardo A. Guía de procidencia de cordón. Revista del Hospital Materno Infantil Ramón Sardá. 2008, 27. [En línea] Disponible en:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=91211281005ISSN 1514-9838