O que fazer para o segundo filho também se sentir importante?

· 30 de março de 2017

Quando chega um novo bebê em casa sabemos que a maior parte do nosso tempo será dedicada à ele. Nesse post vamos explicar como fazer para que o segundo filho não se sinta menos importante.
O primogênito é um filho muito especial, pois a mamãe e o papai o receberam com muitas ilusões e o encheram de atenção e demonstrações constantes de um amor incondicional. Realmente o primeiro filho recebe a melhor parte dos seus pais.

Com o primeiro filho nós nos formamos como pais, pois assumimos um papel que nunca tínhamos vivido antes. Isso quer dizer que, quando um novo bebê chega, as experiências se repetem, mas tudo será diferente, pois teremos um pouco mais de experiência e maturidade. Por outro lado, também temos que dar uma atenção especial ao nosso primogênito que irá precisar disso, mais do que nunca.

É normal que seu filho mais velho sinta um pouco de ciúmes. Isso deve ser totalmente aceitável, pois as atenções agora serão divididas, e o novo neném vai precisar de um pouco de atenção e dedicação.

É por esse motivo que devemos envolver nosso primeiro filho desde o momento em que sabemos que estamos grávidas. Além de explicar a ele que, depois que seu irmãozinho nascer ele vai precisar de muitos cuidados e atenções. Devemos dizer que ele poderá colaborar nessa deliciosa tarefa. Dessa maneira, começarão a ser criados laços de amizade.

Como conseguir que o segundo filho aceite seu irmão?

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Muitos pensamentos podem causar confusão: meu filho mais velho é minha vida, mas o segundo também é. Será que meu primeiro filho está acostumado a ter seus pais somente para ele? Mas meu segundo filho também precisa, e definitivamente, não tem como o pai ser de um e a mãe de outro.

A falta de igualdade e uma fraca união familiar podem desencadear graves problemas psicológicos em nosso filho. Isso pode fazer com que ele fique indiferente e, se não resolvermos isso à tempo, consertar no futuro pode ser muito difícil.

Assim, fique por dentro das seguintes recomendações para fazer com que seu segundo filho não se sinta menos importante:

  • Equilíbrio. Não devemos cometer o erro de dar mais atenção ao filho mais velho porque acreditamos que ele se sentirá mais atingido com a chegada do seu irmãozinho. Sem dúvidas o irmão mais velho pode sentir certo nível de ciúmes. Mas não pode ganhar toda a sua atenção por esse motivo.
  • Equidade. Ambos precisam aprender e entender que são irmãos e, portanto, devem ser amados igualmente.
  • Oportunidade. Assim que recebemos a notícia de que seremos pais novamente, é extremamente necessário conversar com nosso filho mais velho sobre a chegada do seu irmão. Também sobre o amor que eles devem ter um pelo outro e o amor que os pais têm pelos dois. A ideia com isso é fazer com que eles se sintam queridos sem se importar com quem nasceu antes ou depois.
  • Diálogo. Tudo precisa de diálogo. Mesmo quando ainda são muito pequenos, eles têm a capacidade de entender e compreender tudo de acordo com suas fases. Explique o que está acontecendo.
  • Diga não à comparação. Um erro comum nos pais é a “comparação”. Não é saudável para nenhuma das crianças se sentir comparadas ou escutar frases como: “Seu irmão mais velho faz isso melhor”, mesmo quando conhecemos os pontos fortes e fracos de cada um.
  • Prestar atenção ao vocabulário. Devemos prestar atenção nas palavras que usamos, já que nosso filhos poderiam tirar conclusões incorretas. Fale com responsabilidade, evitando fazê-los se sentir culpados e inferiores.
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Coisas que você deve saber

Talvez tudo seja mais complicado com dois bebês. Dois filhos de idades diferentes, refeições em casa, mais responsabilidades, tudo duplicado. Mas você não deve fazer seu segundo filho se sentir mal por isso. Se você o fizer, estará enviando indiretamente uma mensagem inadequada.

Quando são filhos do mesmo sexo e têm aproximadamente a mesma idade, tudo que o filho mais velho não usa mais (brinquedos ou roupas) passa para o menor. Cuidado com isso! Economicamente é útil, mas a verdadeira questão é evitar que sua cabecinha pense que ele não tem direito à coisas novas que o agradem. Evite fazê-lo se sentir desse jeito.

Nós pais não temos um manual para ser perfeitos. Mas temos consciência suficiente para não criar em nossos lares dois filhos padronizados. Cada um dos nossos filhos é único e sem igual. Cada nascimento também é. Equilibrar, amar e não comparar, é a chave.