Ser mãe: a felicidade também vive no sacrifício

12 Agosto, 2018
Quem se sacrifica sabe amar e se entregar completamente, sem se importar com o quanto isso pode lhe custar.

Só se sacrifica quem entende o que significa sentir, pensar, agir e viver para outra pessoa tendo como premissa o bem-estar dela. Mas o sacrifício, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não causa problemas ou mal-estar. Quando é verdadeiro, traz paz espiritual, bem-estar e êxtase. A felicidade também vive no sacrifício. As mães sabem disso.

O que é o sacrifício das mães?

O sacrifício é uma qualidade humana que só se encaixa no coração de poucas pessoas. Nem todas conseguem entender a grandeza de se sacrificar por outro ser humano com um sorriso nos lábios, como se estivesse prestes a receber um grande prêmio. É isso que são os filhos para as boas mães: um prêmio. Mas como nem todos são bons pais e boas mães, alguns são imunes a sentir um sentimento assim, o que lhes resulta impossível entender.

vive no sacrifício

Diz-se que a abnegação e o sacrifício voluntário, só podem ser concebidos por pessoas que entendem de altruísmo, desinteresse, nobreza e amor. É por isso que as mães, as boas mães de verdade, são abnegadas. Quando uma mulher fica grávida e traz um bebê ao mundo, imediatamente ela se transforma numa nova mulher, cheia de força, vida, alegria e esperança. Se antes o sacrifício era desconhecido para ela, cada vez que dá à luz todos esses bons sentimentos reflorescem.

O sacrifício das mães não tem limites. Muitas vezes elas renunciam a alguns interesses, desejos, crenças e necessidades. Mas elas o fazem sem hesitar. As mães são seres especiais que superam os obstáculos mais difíceis. Não há circunstâncias extremas quando se trata de criar, dar amor, proteger, educar…

Se o futuro for ruim, regular ou péssimo, para elas não haverá diferença. Seja como for o destino e se seu filho estiver envolvido, elas saberão como criar coragem e seguir em frente. Mesmo quando ao seu redor tudo seja complicado e as pessoas sejam pessimistas.

A felicidade das mães

A felicidade é praticamente uma qualidade inata das mães. Ninguém sabe mais do que elas sobre felicidade.

Há muitas pessoas que passam a vida sendo infelizes e só alcançam a felicidade em algum momento. Para as mães isso é bem diferente. Elas acham a felicidade mais facilmente. Alcançam esse estado emocional bastando apenas olhar seu pequeno mexendo-se no berço, levantado a cabecinha, virando de lado, sorrindo, chorando, chupando a chupeta, balbuciando, piscando os olhinhos, segurando seus brinquedos, alimentando-se, brincando, correndo, sentando-se, engatinhando, caminhando, segurando uma colher, aprendendo a beber no copo, aprendendo a falar, a dizer mãe!

Tudo o que um filho faz para as mães é a felicidade em sua forma mais pura. O fato de poder colocá-lo no berço, carregá-lo, acariciá-lo, cantar, sorrir, falar com ele, dar de mamar, trocar as fraldas, vestir… Tudo o que tem a ver com o bebê é mel para a alma e o coração das mães.

vive no sacrifício

A felicidade também vive no sacrifício

Imediatamente após o nascimento, ou mesmo muito antes, quando a mulher fica grávida, a atividade neural no cérebro feminino começa a funcionar para essa nova criatura. Talvez o que era muito importante para a mulher, com a gravidez, passe para um segundo plano.

Logo chega o parto e nasce uma linda menina ou menino. A insônia, a fadiga física, a dor nas mamas, o desconforto na cicatriz da cesariana e a preocupação que nunca para geram, por outro lado, um bem-estar e uma placidez tão intensas que chegam a ofuscar muitos dos desconfortos que a mãe possa estar sentindo nesse momento.

As aspirações profissionais e pessoais são postergadas como se fossem apenas atividades insignificantes que podem ser deixadas  para outro dia. Porque hoje o bebê é o que importa. Hoje, para a mãe, só existe uma prioridade: o bebê. Só ela sabe o que é parar e deixar outras questões da vida de lado por um tempo para poder se dedicar por completo ao bem-estar do seu filho.

Deve-se ter um coração muito grande e sentir um amor muito profundo para dormir e descansar pouco, ao mesmo tempo em que é preciso ficar sempre atenta às necessidades de outra pessoa.

A felicidade também vive no sacrifício. Porque, para uma mãe, até mesmo os momentos de sacrifícios são momentos felizes.

  • Bowlby, J. (1986). Vínculos afectivos: formación, desarrollo y pérdida. Madrid: Morata.
  • Bowlby, J. (1995). Teoría del apego. Lebovici, Weil-HalpernF.
  • Garrido-Rojas, L. (2006). Apego, emoción y regulación emocional. Implicaciones para la salud. Revista latinoamericana de psicología, 38(3), 493-507. https://www.redalyc.org/pdf/805/80538304.pdf
  • Marrone, M., Diamond, N., Juri, L., & Bleichmar, H. (2001). La teoría del apego: un enfoque actual. Madrid: Psimática.
  • Moneta, M. (2003). El Apego. Aspectos clínicos y psicobiológicos de la díada madre-hijo. Santiago: Cuatro Vientos.