Tecnopatias na infância

02 Maio, 2019
As tecnopatias na infância são realmente perigosas. O uso excessivo de celulares, tablets e televisores gera consequências negativas para a saúde de nossos filhos.

Cada vez vemos crianças mais jovens lidando perfeitamente com celulares, tablets ou controles remotos. Talvez a gente não se surpreenda mais ao vê-los procurando por vídeos ou tocando em uma tela pequena, mas sim quando falamos de tecnopatias na infância. Afinal, o que são? Neste artigo vamos contar tudo sobre o tema.

O que são as tecnopatias na infância?

Continuamente vêm aparecendo novas palavras, novas síndromes ou novos conceitos para caracterizar a sociedade atual. Muitas das doenças que sofremos hoje estão relacionadas ao uso excessivo de tecnologia, à falta de exercícios físicos ou a uma alimentação pouco saudável.

Nesse caso, vamos nos referir a tecnopatias na infância, um problema que pode parecer inofensivo, mas que tem suas consequências a curto, médio e longo prazo.

Os índices dessas “doenças” ou patologias estão aumentando e, embora ainda não tenham sido estudadas detalhadamente, a verdade é que ninguém pode negar que elas existem. O pior de tudo é que elas aparecem em crianças com idades muito jovens.

O que queremos dizer quando falamos de tecnopatias na infância? Basicamente, que existem problemas de saúde gerados pelo uso contínuo de aparelhos tecnológicos.

Acredite ou não, as crianças são os principais usuários de telefones celulares, tablets e videogames e vítimas das consequências que essa prática traz consigo. Entre as principais tecnopatias, podemos destacar:

1. Problemas de audição devido ao uso de fones de ouvido ou headphones

Os aparelhos de som, fones de ouvido ou headphones usados ​​continuamente e em volume muito alto podem causar problemas de audição, principalmente aqueles modelos que são colocados dentro do canal auditivo.

A tendência é ouvir música, vídeos ou o áudio dos jogos com um volume cada vez mais alto a fim de superar o som ambiente, que é bastante barulhento por si só. Muitos pais estão consultando o pediatra porque seus filhos não ouvem bem e isso pode ser devido ao uso de headphones.

Além disso, devemos ter em mente que esses aparelhos podem causar zumbido, um problema relacionado a danos na estrutura nervosa do canal auditivo.

2. Lesões por esforço repetitivo

Você acredita que há crianças de cinco ou seis anos com tendinite no punho ou com síndrome do túnel do carpo? Há mais casos do que você pensa e tudo isso se deve ao fato de passar horas segurando o telefone ou pressionando a tela durante o jogo.

E o que dizer da tendinite no polegar e indicador que afeta quem já envia mensagens! Esses dois dedos são os mais usados ​​para escrever no smartphone e também os mais afetados por dor, rigidez e cãibras ou formigamento.

3. Tensão ocular

Também conhecido como estresse visual, é uma das tecnopatias na infância que mais preocupa os médicos.

Passar horas olhando para uma tela (pequena, inclusive) faz com que a tensão na vista, também venha acompanhada por secura, sensibilidade à luz, lacrimejamento, vermelhidão, sensação de peso na leitura e, em casos mais graves, dor de cabeça e tonturas.

4. Insônia

É, sem dúvida, uma das tecnopatias que, comumente, relacionamos com a adolescência, mas que também pode aparecer mais cedo. Ficar conectado na internet até tarde da noite coloca o cérebro em alerta e não nos permite dormir apropriadamente.

“A tela tem uma luz azul que interfere nos níveis do hormônio melatonina (que induz o sono) e na regulação dos ciclos de vigília e repouso”.

5. Dores musculares

Sentir dor nas costas, no pescoço e nos ombros é comum atualmente devido ao uso de aparelhos tecnológicos. A má postura por horas enquanto assiste a um filme ou uma série, jogando ou assistindo a vídeos, pode gerar inclinação nas costas, mudanças posturais, contraturas e muito mais.

6. Vício em internet

O vício em internet é uma das tecnopatias infantis mais preocupantes, porque as crianças não querem fazer nada além de ficar no quarto ou na sala com uma tela na frente dos olhos.

Elas querem ter o celular ao lado durante o jantar, nas férias, em uma viagem de família (isto é, quando forçamos a saída de casa), na escola… a dependência é tamanha que elas dormem com o smartphone debaixo do travesseiro e, se por algum motivo se afastam dele por alguns minutos, sentem que estão nus.

O que fazer se meu filho tiver uma tecnopatia? Como primeiro passo, reduza o acesso à internet e o uso de aparelhos eletrônicos. Procure alternativas ao ar livre para as horas de lazer e não deixe que elas usem o smartphone no período de 2 horas antes de ir para a cama.

Se necessário, procure ajuda profissional conforme o caso: um médico, um psicólogo, um fisioterapeuta, etc.

  • López, A. (2014). Las tecnopatías: enfermedades causadas por las tecnologías del siglo XXI. EFESALUD.