Tudo o que você precisa saber sobre as crianças autistas

O autismo é um transtorno infantil que afeta mais os meninos do que as meninas. As habilidades das crianças autistas podem ser altas ou baixas, tudo depende do nível de quociente de inteligência e da capacidade de comunicação que apresentam. Na verdade, algumas crianças com esse transtorno podem aprender a se comunicar bem, ao passo que outras podem ser mais fechadas e introvertidas.

Existem muitas teorias sobre a origem do autismo e, embora ainda não se saiba qual é a causa específica, foi comprovado que o autismo está presente desde o momento do nascimento, ou seja, não se desenvolve ou se adquire com o tempo. Vamos falar um pouco sobre algumas causas desse transtorno.

Causas do autismo

Como afirmamos anteriormente: não se desenvolve autismo, se nasce com esse transtorno. Algumas teorias afirmam que às vezes o autismo nas crianças pode estar relacionado com algumas atitudes ou ações dos pais, mas não é verdade. Portanto, o que pode causar o autismo nas crianças?

  • Anormalidades cognitivas e deficiências. Pode existir alguma base neurológica no desenvolvimento do transtorno, mas isso ainda não foi comprovado.
  • Processos bioquímicos básicos. Foi descoberto um excesso de liberação de serotonina nas plaquetas das crianças autistas.

Mundialmente, uma a cada 6.000 crianças pode desenvolver autismo. Por isso, os pesquisadores continuam trabalhando na busca das causas específicas desse transtorno.

crianças autistas

Como as crianças autistas agem?

As crianças autistas têm significativas dificuldades para se comunicar e socializar com as pessoas. Existem muitos sintomas que podem nos ajudar a determinar se uma criança apresenta ou não esse transtorno. Devemos levar em consideração que qualquer criança pode desenvolver essa doença, independentemente da etnia ou cultura. Entretanto, lembramos que é mais comum nos meninos do que nas meninas.

  1. É possível que a criança não nos olhe diretamente nos olhos.
  2. No lactente, é possível notar um balbucio tardio e a presença de dificuldades com o ambiente, assim como uma linguagem gestual.
  3. Quando interage pela primeira vez, a primeira coisa que se pode notar é que não acompanha a mãe nas suas tentativas de comunicação. A criança costuma se divertir com algum objeto.
  4. Ao começar sua fase pré-escolar, pode parecer estranho porque não se comunica com as outras crianças nem inicia nenhum tipo de conversa. Além disso, pode ser difícil para a criança se identificar com as outras. Também não é capaz de socializar nem de interagir com os outros de nenhuma forma.
  5. Algumas vezes podem apresentar comportamentos agressivos, inclusive em relação a si mesmas.
  6. É possível que realizem atividades de pouco alcance de maneira repetitiva, como dar voltas ou realizar movimentos rítmicos com o corpo.
  7. Podem reproduzir e repetir os anúncios publicitários que veem na televisão ou ter costumes estranhos na hora de dormir.
  8. Na adolescência, os especialistas afirmam que 1/3 dos autistas costumam sofrer ataques epilépticos, o que os fazem pensar que a causa dos ataques é de origem nervosa.

O que devo fazer se acho que meu filho é autista?

Se você acha que seu filho é autista, não fique na dúvida. O ideal é procurar imediatamente o pediatra e tirar suas dúvidas. Quanto mais cedo você tiver o diagnóstico, mais rápido pode começar a agir. O diagnóstico vai ser estabelecido com base no grau de comunicação da criança com os pais e com outras pessoas, assim como na observação do seu comportamento em diferentes atividades e situações.

É verdade que algumas crianças autistas não podem frequentar a escola como outras crianças da mesma idade, pois tudo depende do nível do transtorno. No entanto, muitas crianças podem ter essa oportunidade de aprender e crescer nesse meio.

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Tratamento do autismo na infância

Uma intervenção a tempo e um tratamento adequado melhora o prognóstico das crianças com autismo. Atualmente, existem vários programas educacionais e comportamentais para tratar as crianças autistas e melhorar suas capacidades de se relacionar e interagir. Apresentamos aqui algumas delas:

  • Terapia comportamental: São realizados treinamentos do comportamento através da psicologia comportamental. São estimuladas as ações desejáveis e são limitadas as não desejáveis. Para poder realizar esse tipo de terapia, tanto os pais quanto os educadores da criança devem ser treinados também.
  • Programa de educação especial: Favorece o desenvolvimento da linguagem comunicativa e da interação com outras pessoas. As escolas devem ter os materiais adequados e possuir uma equipe capacitada para ajudar a criança a melhorar a linguagem e a comunicação com as pessoas.
  • Farmacoterapia: Caso a criança não responda a nenhum tipo de tratamento, o médico poderá prescrever algum medicamento.

Embora a cura para o autismo não exista, a maioria das crianças melhora com o tratamento. Existem crianças que têm habilidades para realizar muitas atividades e se desenvolver adequadamente.

Os tratamentos e o apoio da família são essenciais para ajudar a criança a melhorar sua qualidade de vida. Isso também pode favorecer a adaptação à sociedade, a encontrar um trabalho e a se desenvolver plenamente.

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