5 características de pais ausentes

13 de julho de 2018
A presença dos pais é fundamental para o bem-estar dos filhos. O amor, o apoio, a autoridade e o exemplo dos pais são insubstituíveis.

Por tudo isso e muito mais, a falta de alguma destas figuras gera vazios e feridas que permanecem ainda na vida adulta e afetam as relações, personalidade e autoestima das pessoas.

Foi dado ao pai, erroneamente, um papel secundário ou antagonista na família e na criação dos filhos. Esse papel em que simplesmente basta fornecer suporte financeiro. No entanto, essa forma de ver o pai deve mudar.

Um estudo da Iniciativa Nacional da Paternidade (National Fatherhood Iniative) esboça os contras da ausência do pai para os filhos: emocionais, de relação, sociais, econômicos e até mesmo de saúde física e mental. A organização enfrenta isso como um problema de interesse público, que causa ao país um custo anual de US$ 100 bilhões de dólares em programas sociais e educativos para amenizar os danos da ausência paterna.

Tem que se levar em conta que às vezes os pais são ausentes não porque não querem, mas porque são impedidos, têm relações ruins com suas ex-esposas ou por exemplo, sendo militares ou médicos, devem estar ao serviço dos outros e viajar com frequência para longe de casa.

As mães e a sociedade devem dar ao pai o papel que lhe corresponde na criação dos filhos. Dessa forma, estaremos promovendo a paternidade com responsabilidade e compromisso. É importante que o pai comece a se ver como indispensável na vida de seus filhos, porque ele é; Assim, evite estas cinco características de pais ausentes.

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5 características de pais ausentes

Viciado em trabalho

Eles estão, mas não estão. Esses pais se doam ao trabalho até 12 horas por dia e só veem seus filhos poucos minutos: pela manhã quando se despedem deles para deixá-los na escola e à noite quando eles já estão dormindo.

Esse tipo de ausência é muito comum hoje em dia. A demanda material e a necessidade de se desenvolver profissionalmente colocam em risco a família e o vínculo com os filhos.

Nesse caso, o equilíbrio é a chave. A qualidade do tempo compartilhado pode compensar a escassez de momentos. Se você se identifica com essa característica trate de compensar suas ausências com presenças virtuais como ligações, e-mails, grupos familiares de mensagens instantâneas, redes sociais.

Assim, você poderá ter uma interação com sua família. Nos finais de semana ou no tempo em que você passar em casa, trate de se desligar do trabalho, celular, emails. Dedique-se 100% aos seus filhos.

Falta de empatia

Sim. Um pai ausente física ou emocionalmente é aquele que não sente empatia ou tem pouca conexão emocional com seus filhos e pessoas que o rodeiam. É hedonista e mantém relações superficiais, sem profundidade.

Esses pais geralmente não estão perto de seus filhos porque eles não querem. A paternidade lhe é estranha e a pessoa foge dos compromissos. Ele não age considerando os demais nem faz o saudável exercício de se colocar no lugar dos outros (cônjuge ou filhos).

Esse tipo de pessoa em geral foge da responsabilidade que envolve ser pai ou mantém laços afetivos fracos com seus filhos, deixando o peso da criação com a mãe.

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Imaturidade emocional

Esta característica relacionada com a falta de empatia é uma outra razão para que um homem se ausente e não assuma com amor o compromisso de ser pai. Para as pessoas emocionalmente imaturas, é difícil se relacionar. Elas fogem ou têm medo de compromissos e estabelecem relacionamentos tóxicos.

Pode ser que a imaturidade emocional aconteça por algum trauma de infância ou adolescência ou que se repitam papéis prejudiciais como o do pai desinteressado no cuidado de seus filhos.

A maturidade emocional, assim como a física, pode ser alcançada. Trata-se de um estado em que se pode ser feliz e ter plenitude, estabelecer relações saudáveis e equilibradas. A pessoa sem essa qualidade tem medo de crescer e vive como se fosse um adolescente. Ela não sabe expressar efetivamente suas emoções.

Irresponsabilidade

É o pai que não contribui com a manutenção de seu filho, não está disponível para seu filho em momentos de problemas de saúde e também não o acompanha durante suas realizações. Simplesmente não está presente. O pai irresponsável é uma máquina de filhos órfãos. Ele é o homem que inclusive decide desconhecer a paternidade e se esquiva da responsabilidade compartilhada na criação de uma criança.

Egoísmo

O pai egoísta esquece que deve se doar, em certa medida, para seus filhos. Ele faz planos de vida sem considerar a opinião de seus filhos ou coloca acima de sua família outras prioridades, como compartilhar momentos com os amigos ou atender assuntos de trabalho que poderiam muito bem esperar.

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