5 dicas para tirar a chupeta sem causar trauma

· 31 de agosto de 2018
A chupeta é o melhor amigo do seu bebê nos primeiros meses e anos de vida. Ela o acalma, proporciona consolo, alívio, ajuda a dormir, etc.

Mas quando se atinge uma determinada idade, você tem que tirar a chupeta da criança para evitar problemas futuros na arcada dentária e problemas de fonação. Para alcançar esse objetivo sem prejudicar a criança te damos 5 dicas para tirar a chupeta sem causar traumas.

Por que tirar a chupeta da criança?

A sucção está ligada à criança desde que ela é um feto. A partir do quinto mês de gestação, ele começa a chupar os dedos dentro do ventre materno. Quando nasce, sua forma de comer e de estar ligado à mãe é mediante a sucção, seja através da amamentação ou da mamadeira. Mais adiante será introduzida a chupeta, já que esse movimento ao succionar a relaxa e a ajuda a descansar.

Conforme o bebê for crescendo, pouco a pouco irá abandonando o hábito de succionar e adquirindo novos hábitos. De maneira que cada vez irá utilizar menos a chupeta, usando-a somente para dormir, e inclusive abandonando-a totalmente por si só.

Mas se o bebê não abandonar a chupeta sozinho, você deverá ajudá-lo. Uma vez que o uso continuado pode provocar malformações no palato, de modo que a parte inferior e a superior da mandíbula não coincidam ao se fechar, sobressaindo uma mais que outra. Além disso, também pode afetar a fala ou ao crescimento dos dentes.

tirar a chupeta

Por isso, o momento adequado para tirar a chupeta sem que ocasione problemas geralmente é a partir dos quinze meses até os dois anos. Embora isso dependa de cada criança, algumas a partir dos doze meses podem quase não utilizar a chupeta e outras querer usá-la até os três anos. Em todo caso, para evitar malformações, é preciso interromper seu uso antes dos cinco anos.

E qual é a melhor maneira para que o bebê não tenha dificuldade? A seguir, vamos te ajudar a responder essa pergunta.

5 dicas para tirar a chupeta sem traumas

Escolher o momento certo

Não se esqueça de que a chupeta é seu amigo, seu consolo, seu tranquilizante. Portanto, não há que marcar datas limites nem ficar obcecada com isso. Observe como cada vez mais a chupeta será deixada de lado e espere o momento adequado no qual a criança vai ignorá-la cada vez mais.

Tente que isso não coincida com alguma ocasião de mudança significativa para o bebê. Isso por si só já representa uma mudança enorme em sua vida. Por isso, é importante que o bebê esteja numa fase tranquila para que recorra à chupeta como consolo. Evite tentar se coincidir com a chegada de um novo bebê, uma mudança de creche, a transição para a escola, etc.

Transformar em algo atrativo para seu filho

Conte uma história que fale sobre o desaparecimento da chupeta, faça brincadeiras nos quais a chupeta desaparece, proponha que a dê a alguém de quem ele goste muito… Qualquer método que para ele pareça divertido fará com que tenha uma melhor predisposição para aceitar a mudança.

tirar a chupeta

À noite, quando o bebê for dormir, acompanhe-o

Esse momento talvez seja o mais difícil, sendo que é nele que a chupeta lhe oferece maior consolo e é mais relaxante. Aproveite para contar uma historinha, cantar uma canção de ninar e acompanhá-lo até que adormeça. Você também podem colocar a chupeta para dormir, por exemplo. Dessa forma, o bebê irá associando o momento de dormir com outras coisas que lhe proporcionem maior satisfação.

Explicar à criança o motivo pelo qual se abandona a chupeta

Coloque-se ao nível dela para conseguir que te compreenda. Uma forma é dizer que papai e mamãe não usam chupeta porque é coisa de bebês. O mesmo vale para crianças maiores. Os pequenos adoram imitar o que os adultos e as crianças maiores que elas fazem. Isso faz com que se sintam maiores e, portanto, importantes.

Oferecer uma recompensa

Premie sua conduta nas ocasiões em que não usar chupeta. Trata-se de reforçar sua conduta e reafirmá-la. Podemos aplaudir, dar um beijo, um abraço ou um brinquedo que a criança goste em troca da chupeta, etc.

Como sempre, lembre-se de que a paciência e o carinho são primordiais em qualquer experiência que representa uma mudança para seu bebê. Sem dúvida, esse é o melhor método para fazer do seu filho uma criança feliz.