5 segredos da motivação escolar

· 7 de fevereiro de 2018
Frequentemente vemos crianças e jovens que vão para a escola contra a própria vontade. Não se preocupe, elas não são um caso perdido. Reconhecer a causa dessa desmotivação e colocar em prática certas recomendações vai ajudar você a transformar esse comportamento.

A motivação escolar é uma aresta fundamental do processo educativo. Se a criança não estiver motivada para encarar um processo de aprendizagem produtivo, é o momento de pais e professores entrarem em ação para dar um pequeno impulso. Como fazer isso? Veremos algumas técnicas a seguir.

A motivação está ligada ao interesse, ao entusiasmo e à energia que uma pessoa emprega ao realizar determinada ação. Ela está frequentemente presente em muitos âmbitos: no esporte, no trabalho, na escola ou na universidade.

É a esse último campo que devemos nos voltar com o objetivo de analisar a motivação escolar. Podemos concluir, com base no que foi exposto anteriormente, que a motivação escolar é composta pelo empenho e pela vontade que uma criança ou um jovem emprega no seu processo educativo.

Pode acontecer, entretanto, de essa motivação não ser a indicada em muitas situações. Por diferentes motivos, um aluno pode sentir desinteresse ou até repúdio pela escola e tudo que estiver envolvido com esse âmbito. É nesse momento em que devem aparecer as pessoas mais velhas com quem a criança convive para orientá-la na jornada educacional.

Por que a falta de motivação escolar pode aparecer?

O desinteresse pelos estudos pode ter origem em vários fatores. Primeiro, poderíamos enumerar os fatores que tem a ver propriamente com o estudante. Se a criança ou o jovem considerar inúteis os temas abordados em sala de aula ou se os achar entediantes, é muito provável que seu entusiasmo pelo aprendizado diminua.

Ao mesmo tempo, sofrer de algum transtorno da aprendizagem vai provocar o mesmo efeito. Nesse caso, pode fazer a criança ou o jovem pensar que tudo é difícil e sentir que seus esforços são em vão.

motivação escolar

Por outro lado, também podemos citar elementos externos ao aluno que também repercutem na sua vontade de enfrentar as obrigações escolares. O principal é a própria casa. Se ele não recebe por parte dos pais a atenção de que precisa ou se, pelo contrário, as exigências forem muito altas, o rendimento com certeza vai ser afetado.

Da mesma maneira, se a criança não for incentivada em casa, se ela viver com regras rígidas ou se o estilo de criação dos pais for autoritário, elas podem sentir vontade de violar esses mandamentos e se voltar às suas próprias preferências e decisões.

5 segredos para motivar uma criança a estudar

1.- Incentive em casa

Você pode recorrer a histórias de pessoas importantes, como presidentes ou cientistas famosos. Assim, a criança verá que seus esforços podem ter uma recompensa importante no futuro. E não vai sentir que tudo o que lê, pratica e aprende não terá utilidade dentro de alguns anos.

Muitos jovens, por não terem sido persuadidos em casa a direcionar seus esforços aos estudos, acham que isso não vai ser importante no futuro. Por isso, se você quiser que seu filho se dê bem na escola, o melhor que você pode fazer é se envolver, ajudar e conhecer as preocupações dele.

2.- Objetivos realistas e valorização dos resultados

Nem todos os alunos são capacitados a se destacar em todas as matérias. Como consequências, seria ilógico que todos os pais esperassem isso dos seus filhos.

É importante que você reconheça as capacidades do seu filho e estabeleça objetivos que respeitem essas capacidades. Isso não significa que você não deve incentivar seu filho a superar a si mesmo nem, muito menos, que você pode subestimá-lo. Simplesmente quer dizer que você deve valorizar seus esforços, mesmo que ele não seja o melhor da sala. Trata-se de dar o melhor de si.

“Se a criança não recebe em casa a atenção de que precisa por parte dos pais ou se, pelo contrário, as exigências forem muito altas, o rendimento com certeza vai ser afetado”

3.- Ambiente adequado para a aprendizagem

Essa é uma tarefa própria do educador. Conseguir que cada um dos alunos se sinta participante e ouvido, principalmente em relação às dúvidas e incertezas. É imprescindível para a motivação escolar.

Além disso, é preciso incorporar ferramentas educacionais (que podem ou não ser tecnológicas) que facilitem atividades lúdicas e participativas. Assim, igualmente, vai ser fomentado um ambiente de companheirismo e colaboração entre as crianças.

 

4.- Estar ciente das particularidades de cada criança

Nós não somos iguais. Muito menos as crianças. Algumas serão boas em ler, outras em desenhar e outras em fazer contas. Da mesma maneira, algumas vão preferir trabalhar em grupo, ao passo que outras o farão melhor sozinhas.

O professor, portanto, deve saber a maneira de motivar cada um dos seus alunos da forma mais adequada. Dessa maneira, poderá reforçar também as habilidades inatas de cada um.

5.- Estar aberto e receptivo

Nunca é demais consultar os próprios alunos sobre a maneira como gostariam de abordar determinado tema, quais lugares gostariam de visitar ou quais atividades acham mais produtivas.

Afinal de contas, são elas os principais atores do processo educativo. Além de seguir um modelo que escapa às responsabilidades do aluno, ninguém melhor do que eles mesmos para fazer correções que sirvam para melhorar o resultado final.

“Conseguir que cada um dos alunos se sinta participante e ouvido, principalmente em relação às dúvidas e incertezas, é imprescindível para a motivação escolar”

Se essas recomendações forem levadas em consideração e colocadas em prática, a criança vai enxergar a escola como um lugar de reforço das qualidades em vez de um mero cumprimento de obrigações impostas. Isso é essencial: quem faz o que gosta em um ambiente propício, sem dúvidas vai trabalhar melhor e com mais motivação.