6 dicas para conversar com um adolescente

· 11 de fevereiro de 2019
É normal que os jovens sejam mais fechados e até se recusem a conversar com os pais sobre certas coisas. No entanto, é preciso estar sempre aberta a suas perguntas e disposta a ajudar.

A adolescência é uma idade complicada. É uma etapa de mudanças que afetam não apenas o aspecto visual de um jovem, mas também o aspecto emocional. Conversar com um adolescente pode se tornar muito difícil nessa fase de suas vidas.

Os pais de jovens entre 12 e 20 anos podem enfrentar um grande desafio quando se trata de se comunicar com os filhos.

Nessa idade, geralmente o interesse do adolescente fica centrado em si mesmo e em sua independência. Os pais, por sua vez, frequentemente representam uma fonte de conflito, discussão e repressão da liberdade.

No entanto, todos nós sabemos que o objetivo absoluto dos pais é proporcionar felicidade aos filhos. Para isso, o diálogo é uma questão essencial, embora possa ser extremamente desafiador e complexo estabelecer um relacionamento calmo e confiante com um jovem dessa idade.

Para saber como lidar com isso, apresentamos algumas dicas para conversar com um adolescente que podem ser muito úteis.

6 dicas para conversar com um adolescente

Apesar das dificuldades que possam existir na hora de conversar com um adolescente, os pais devem ser pacientes e não desistir.

Afinal, a conversa é a melhor ferramenta para se conectar e construir um vínculo com seus filhos. Então, estas recomendações podem ser úteis para conseguir fazer isso:

1. Não force a situação

A conversa não deve acontecer simplesmente quando os pais quiserem. Pelo contrário, deve acontecer quando os jovens precisarem. Não pressione seu filho para se sentar, conversar e contar os seus problemas.

O melhor que você pode fazer é se mostrar aberta, compreensiva e disponível. A empatia também será de grande ajuda. Sem incomodar, diga que você também passou por situações semelhantes e que a sua experiência pode ser útil.

conversar com um adolescente

2. Ouça atentamente

Curiosamente, a segunda dica para conversar com um adolescente tem a ver com escutar em vez de falar.

Muitas vezes, conversar com um adolescente termina em monólogos ou sermões dos pais que são irrelevantes para os jovens. Na verdade, assim não se chegará a lugar nenhum, somente criará mais repulsa.

A missão dos pais é exatamente o oposto. Atenda às suas preocupações e, se o jovem pedir, comente a sua opinião. Procure agir praticamente como gostaria que um amigo fizesse, mas claro, sem deixar o papel de mãe ou pai. Se em algum momento for preciso colocar limites, não hesite.

3. Construa uma relação de confiança

Juntamente com a confidencialidade que o jovem possa pedir, ele vai ver em você alguém em quem pode confiar. Por exemplo, se ele contar sobre um problema sério que está tendo, é melhor consolar primeiro e ajudar a resolver depois.

Uma vez feito isso, você pode advertir, punir ou apontar o que fez de errado. Pense: qual seria o resultado se você fizesse isso na ordem contrária? Certamente seu filho nunca mais contaria os problemas para você.

4. Pergunte de novo

Uma tática de comunicação muito eficaz é fazer a pergunta novamente. Por exemplo, dizendo: “Você quer dizer que o que acontece é que …?”. No entanto, tenha cuidado: não faça as perguntas com censura ou desconfiança, mas sim, com total honestidade.

Além de demonstrar atenção e interesse, essa tática é uma maneira de aliviar as tensões e dar algum tempo para pensar as coisas de outra perspectiva. Inclusive você pode até transmitir um pouco de tranquilidade para ele se sentir mais à vontade e contar um pouco mais dos seus problemas.

“Nessa idade, o interesse dos adolescentes está focado neles mesmos e em sua independência. Os pais, por sua vez, frequentemente representam uma fonte de conflito, discussão e repressão da liberdade”

5. Procure trazer serenidade à conversa

Nada de bom pode sair de uma conversa em que os gritos e o tom elevado prevalecem. Portanto, sempre tente trazer calma e razão para o diálogo. Provavelmente o jovem já estará movido pelos impulsos e pela emoção.

6. A resposta

Nós já vimos as recomendações de como ouvir. No entanto, como devemos responder? A primeira coisa que devemos ter em mente é que, por mais que queiramos ganhar a confiança do jovem, também precisamos indicar o melhor caminho e educar.

Portanto, considere negociar certas coisas e permanecer firme em outras. As coisas menos importantes, por sua vez, podem ser ignoradas. Causar problemas para tudo não vai trazer nenhum benefício a esse relacionamento.

As mães devem aconselhar suas filhas com base em suas experiências de vida.

Além disso, tente procurar o lado positivo de cada acontecimento. Lembre-se de que nessa idade a pessoa tende a ser dramática e negativa. Portanto, não se assuste se você perceber o seu filho um pouco fechado, ele apenas está aprendendo a construir sua identidade.

Por fim, tenha sempre em mente que sua mentalidade não é a mesma que a dele. Procure se colocar no lugar dele e também pense em como é difícil se abrir e contar coisas para a mãe ou para o pai. Não perca a oportunidade de ajudá-lo!

  • Wagner, A., Falcke, D., Silveira, L. M. B. de O., & Mosmann, C. P. (2002). A comunicação em famílias com filhos adolescentes. Psicologia Em Estudo. https://doi.org/10.1590/S1413-73722002000100010