A convulsão febril: como agir

26 de setembro de 2018
Infelizmente, quando somos mães, temos que enfrentar situações difíceis que afetam a saúde dos nossos bebês. Uma das mais temidas é a convulsão febril.

Durante a convulsão febril, o corpo da criança começa a tremer sem razões aparentes. Ou seja, a criança começa a convulsionar por um período determinado.

Mediante essas circunstâncias, é normal se preocupar pela integridade física do nosso filho. Mas, a boa notícia é que esse quadro clinico é considerado benigno.

É óbvio que não estamos preparadas para viver essa experiência. Por isso, o medo não demora a chegar. Contudo, é importante entender esse fenômeno para saber o que fazer caso aconteça com seu pequeno.

A convulsão febril é considerada benigna

Primeiro, vamos explicar o que realmente é uma convulsão. Essa complicação se trata de uma mudança repentina no organismo, causada por uma série de impulsos elétricos no cérebro que não têm explicação. 

Normalmente, ocorrem contrações dos membros do corpo com períodos breves de relaxamento. Ou, talvez, uma extrema rigidez ou relaxamento, que podem dar a impressão de uma paralisia.

As convulsões que mais assustam são aquelas que alteram o corpo todo. Mas também pode acontecer de as crianças ficarem com o olhar perdido por alguns segundos.

O que é a convulsão febril?

convulsão febril

Agora que já conhecemos bem o que são as convulsões e como acontecem, podemos entender melhor a convulsão febril. Nesse caso, o principal motivo que ocasiona esse problema é a febre que, geralmente, afeta de três ou quatro crianças em cada cem.

Esse episódio pode ocorrer enter os nove meses e os cinco anos. Após essa idade, não é muito comum acontecer. Estima-se que apenas 50% das crianças que já tiveram um episódio de convulsão febril nunca mais o terão ao longo da vida.

Mas o que exatamente acontece no organismo? A temperatura começa a subir de tal maneira que chega a ser alta demais para uma criança ou sobe de forma repentina que seu corpo não está preparado para suportar essa mudança.

Em relação ao último caso, não é preciso que chegue a níveis muito altos, apenas que aumente com rapidez.

A convulsão febril acontece a partir dos nove meses até os cinco anos

No entanto, temos que esclarecer que a intensidade das convulsões varia.

De modo que o bebê pode apenas virar olhos ou apresentar rigidez em alguns dos membros ou outros sintomas mais graves, como uma convulsão que afeta o corpo todo e o bebê se agita completamente.

Esse momento fica mais complicado quando vomitam, mordem a língua, param de respirar e mudam de cor. Nesse caso, o objetivo deve ser evitar que se machuquem com objetos ao redor e pegar a criança no colo para transmitir todo o teu amor.

Ligue imediatamente para seu pediatra e procure o hospital mais próximo.

Após esses episódios, a criança passará por um estado de sonolência conhecido como estado pós crítico, no qual fica esgotada e confusa.

convulsão febril

Como agir?

A impotência e a confusão nos deixam sem saber o que fazer enquanto olhamos como nosso anjinho se agita descontroladamente.

A má notícia é que não podemos fazer muitas coisas para evitar esse cenário. Nossa responsabilidade maior é evitar que se machuquem com outros elementos. Mesmo assim, você pode levar em consideração os seguintes conselhos:

  • Não deixe a criança sozinha nem um segundo.
  • Não tente impedir seus movimentos porque pode causar uma lesão.
  • Retire qualquer roupa que esteja apertando, especialmente no pescoço.
  • Retire qualquer móvel para ela não tropeçar.
  • Não coloque o dedo na boca da criança porque ela pode morder sem controle.
  • Não coloque nenhum objeto entre seus dentes para evitar que sufoque ou se morda porque aumenta o risco de outros perigos.
  • Se tiver vomitado, se estiver com saliva na boca ou se a língua dificultar a respiração, coloque a criança deitada de lado.
  • Se durar vários minutos, não hesite em ir ao hospital. Assim, será possível descobrir a causa da febre com exames específicos a fim de descartar outras doenças graves como a meningite.

Os pais nunca desejarão que aconteça nada de mau com seus bebês. Mas, nessas situações que fogem do nosso controle, o melhor que se pode fazer é ficar preparado e dar a eles todo o amor que necessitem.

Confie nos seus instintos e sempre proteja seu pequeno.