Avós versus pediatras. Quem ganha?

25 de abril de 2017

As avós têm um remédio para todos os males do bebê, também têm uma opinião, e sem dúvidas, uma reclamação sobre as recomendações do pediatra. Elas tendem a ter como referência aqueles tempos onde isso não se fazia, ou aquilo era o que funcionava; embora pareça fora de lógica, as mães podem acabar aceitando o os conselhos da avó no lugar do conselho do pediatra.

Na maioria dos casos, os problemas de saúde infantil tendem a se resolver com o pediatra; mas, se fosse pelas avós, talvez eles não existissem. Com frequência fazemos alusão aos “remédios da vovó”, que são aquelas soluções caseiras para as doenças comuns nas crianças; mas nem sempre tem a aceitação dos pediatras.

Sabemos que as alternativas caseiras podem ser muito eficientes, por isso passam de geração em geração com muita reputação; no entanto, há casos em que o mais recomendável é consultar um médico. Nesse sentido, o principal é estar consciente de que apesar da experiência das avós, o pediatra pode ter a última palavra.

No entanto, o que acontece quando as avós negam a maioria das afirmações dos especialistas? Assim como recebemos conselhos que não pedimos, talvez nos vejamos a necessidade de tomar uma decisão a respeito disso. As avós têm um papel muito importante na educação de seus netos, mas os pais têm a palavra final nestes casos.

Quando os pediatras erram

Apesar dos avanços na área da saúde, ainda temos um obstáculo quanto ao diagnóstico e tratamento, pois os resultados continuam ficando para a interpretação humana. É por essa razão que às vezes os médicos poderiam errar em suas conclusões sobre uma doença; também pode haver erros na indicação do tratamento.

Os erros dos pediatras são a razão para que as avós desconfiem deles na maioria das vezes; no entanto, o fato de os pais reconhecerem o erro, não dá a vitória para a avó. Conselhos sobre a veracidade dos resultados ou a eficácia de tal medicamento é um procedimento padrão nas avós, quem ganha essa batalha?

Diariamente ficamos sabendo de erros médicos que podem ter comprometido a saúde das crianças; por exemplo, quando erroneamente se indica ibuprofeno em caso de catapora. Algum tempo atrás foi contraindicado o uso de aspirinas em crianças menores de 12 anos, mas até esse momento era o remédio mais usado em caso de febre ou dor nas crianças.

Os remédios das avós e dos pediatras podem conviver juntos

Os especialistas sabem que não é surpresa encontrar em suas consultas com casos já tratados em casa. Sobre esta questão particular, reconhecem que com frequência as doenças das crianças aparecem de madrugada quando não é possível ir ao pediatra prontamente; se você tem febre ou dor abdominal é preciso identificar a causa, mas para aliviar pode usar a receita da avó.

No caso dos pais de primeira viagem a doença da criança representa uma angústia maior, assim a experiência da avó continua sendo a principal ajuda. Para os especialistas, muitos remédios caseiros são eficazes para aliviar certos sintomas; especialmente quando o médico não está disponível; no entanto, recomendam que somente se proceda desta forma em períodos intermediários até consultar um especialista.

Os pediatras afirmam que nunca é demais ter em consideração as recomendações das avós, especialmente nos casos de emergência. Segundo os especialistas, a maioria dos remédios caseiros acabam sendo seguros para as crianças, mas advertem sobre seu uso prolongado e a falta de revisão médica.

Outra opinião profissional sugere que somente se considere como alternativa a receita caseira quando o médico fez um diagnóstico previamente, isto para evitar possíveis complicações. Por exemplo, para baixar a febre é muito eficaz dar um banho; mas, se não conhecemos a causa deste sintoma poderíamos prejudicar a criança no caso de doenças pulmonares.

Assim, os remédios da avó podem ser aplicados para aliviar doenças, sempre e quando a criança tenha sido examinada pelo pediatra e tenhamos um diagnóstico. Você também pode aceitar o tratamento sintomático em caso de emergência antes de ir ao médico, mas somente enquanto espera o momento da consulta médica.