A décima semana de gravidez

· 27 de novembro de 2017

Na décima semana de gravidez, a mãe já começa a perceber o crescimento da barriga. Isso acontece porque o bebê já tem de 3 a 4 centímetros de comprimento. Além disso, é normal que a mãe ganhe de 1 a 1,5 kg durante essa fase da gravidez. No caso de uma gestação de gêmeos, é possível que ela engorde até 2 quilos.

Nessa semana de gravidez, todos os órgãos do futuro bebê se encontram já formados. No entanto, ainda faltam algumas semanas para que cada órgão funcione de maneira correta.

Formação do embrião durante a décima semana de gravidez

Mudanças externas

Durante a décima semana de gravidez todos os órgãos sexuais do feto começam a se desenvolver. No entanto, ainda é muito cedo fazer uma ultrassonografia. Por isso, você vai ter que esperar mais um pouco para saber o sexo do bebê. Além disso, começa a funcionar a placenta, que vai ser o apoio do bebê até o término da gravidez. A placenta se encontra ligada ao feto por meio do já formado cordão umbilical.

Nesse momento, a cabeça do feto se encontra um pouco separada do peito, o que possibilita a formação do pescoço e da mandíbula. Portanto, dá início à formação do palato, da língua e dos próximos “dentes de leite” que estarão localizados no interior das gengivas.

ultrassom do bebê na décima semana de gravidez

Além disso, o rosto do feto começa a ter um formato mais arredondado, e já é possível observar as mãos e os pés melhor formados, começando a adquirir movimento em cada um dos dedinhos.

Mudanças internas

Por dentro, o sistema nervoso do feto começa a se conectar com o restante do corpo. Além disso, os intestinos começam a se constituir. Eles se apresentam, nesse momento, como um pequeno nódulo unido ao cordão umbilical.

Os ossos começam a deixar de ser cartilagens e ocorre o processo de mineralização. Em especial, ocorre a calcificação do crânio. Além disso, os músculos e as articulações continuam em processo de desenvolvimento até alcançar sua formação completa.

Ultrassonografia

A partir da décima semana de gravidez, aproxima-se o momento em que vai ser possível fazer a ultrassonografia. Por meio dela vai ser possível visualizar nitidamente os braços e as pernas do feto. No entanto, as mãos e os pés ainda são muito pequenos para poderem ser distinguidos uns dos outros.

Você vai ser capaz de ouvir, através da ultrassonografia, o coração do bebê. Vai perceber que seus batimentos são muito rápidos, atingindo 120 ou 160 batidas por minuto. Isso acontece porque ele está bombeando o sangue por todo o corpo. Além disso, vai ser possível diferenciar o sistema circulatório da mãe e do feto.

Biópsia coriônica

É possível que se for observada uma anomalia durante a ultrassonografia, a mãe deva se submeter à biópsia coriônica. Esse exame complementar de diagnóstico consiste em coletar a vilosidade coriônica da mãe para analisá-la.

Através desse exame, é possível saber se o bebê sofre de alguma doença genética hereditária ou ligada ao sexo do bebê. Além disso, é aconselhável que se submetam a esse exame as mães que tiveram filhos com alguma doença, como, por exemplo, crianças com Síndrome de Down.

Apesar de apresentar baixo risco de aborto, que gira ao redor de 1-2%, é aconselhável que a mãe fique de repouso. Esse repouso deve durar no mínimo 48 horas, para evitar mais riscos do que o já previsto. É um exame que se faz normalmente sem problema, nem para a mãe nem para o feto.

décima semana de gravidez

Como o corpo muda?

É normal que a partir da décima semana de gravidez a mãe comece a ganhar peso rapidamente. Além disso, o útero aumentou de tamanho e já ocupa quase toda a pélvis, o que pode ser sentido apalpando o púbis.

O bebê em gestação vai começar a se mexer de forma brusca no útero. No entanto, o mais provável é que a mãe ainda não sinta esses movimentos. Entre outras coisas, porque seus músculos e articulações não se encontram suficientemente formados. Geralmente, os chutes que as mães costumam sentir, começam a aparecer no terceiro mês de gravidez.

Por fim, é recomendável que a mãe controle adequadamente a alimentação, já que ela vai ganhar peso com facilidade. No entanto, isso não significa que ela tenha que seguir uma dieta restritiva, mas sim uma dieta equilibrada. Para isso, você deverá se consultar com o seu obstetra e seguir os conselhos dele. Mesmo assim, não é recomendável que a mãe abafe seus “desejos“, pois isso pode afetá-la emocionalmente devido à sensibilidade causada pelas alterações hormonais.