O abuso psicológico na infância e suas consequências

· 6 de fevereiro de 2019
O abuso psicológico na infância provoca atrasos no desenvolvimento das funções cerebrais, juntamente com múltiplos problemas para a criança se desenvolver socialmente. Por que é necessário reparar nesses relacionamentos prejudiciais às crianças?

O abuso psicológico na infância pode ocorrer quando os pais ou cuidadores têm atos que geram estresse, medo ou sensação de abandono na criança. Certamente, tudo isso influencia negativamente o bem-estar emocional dos pequenos.

Sem dúvida, muitas vezes, o abuso psicológico na infância gera consequências graves, que afetam o desenvolvimento de múltiplas habilidades nas crianças. Por isso, em todos os países do mundo, existem leis voltadas para a proteção das crianças, que tentam garantir a sua proteção e bem-estar.

Por isso, como pais, é necessário sempre estar atento aos sinais que as crianças mostram e à sua resposta à interação social, tanto na escola quanto em casa. É essencial evitar que aconteça, por omissão ou ignorância, um abuso psicológico que afete o seu desenvolvimento integral como indivíduo.

O abuso psicológico na infância e suas consequências

Entende-se como abuso psicológico na infância um ato cruel praticado pelos pais ou pessoas próximas às crianças. Dessa forma, surgem sentimentos de abandono, temor, vergonha, medo, discriminação, humilhação e ridicularização.

Isso ocorre por meio de insultos, gritos e maus-tratos. Ou também através da omissão das boas maneiras de se dirigir às crianças.

Um dos aspectos mais devastadores do abuso psicológico na infância é que esse tipo de violência familiar, na maioria dos casos, ocorre como uma repetição de um padrão do qual os próprios pais também foram vítimas.

No entanto, o abuso psicológico na infância não está inteiramente nas mãos dos pais. Por exemplo, há casos como o chamado bullying escolar, nas idades entre os 8 e os 12 anos, nos quais as crianças relatam sofrer assédio por parte dos seus colegas, tais como a ridicularização e a rejeição.

Além disso, é importante destacar que os pais podem se reeducar para quebrar as correntes do abuso e empregar as formas corretas de educar as crianças. Com uma orientação psicológica adequada ou procurando ajuda em organizações que trabalham com o bem-estar dos grupos familiares, isso é possível.

O abuso psicológico na infância e suas consequências

Manifestações do abuso psicológico na infância

O abuso psicológico na infância pode se tornar visível de várias maneiras. Algumas das manifestações mais óbvias são:

  • Ser retraído na escola ou se recusar a ir para as aulas se o abuso vier dos colegas de classe.
  • Mau comportamento que resulta em rebeldia, recusando-se a cumprir suas obrigações.
  • Fazer birra ou ter ataques de raiva.
  • Expressar que não ama os pais ou que não sente um vínculo afetivo com eles.
  • Demonstrar medo na presença de adultos.
  • Timidez excessiva.
  • Ansiedade, pesadelos ou choro constante.
  • Ter uma atitude superprotetora com outras crianças.
  • Mostrar atitudes excessivamente infantis.

“O abuso psicológico na infância gera consequências graves. De fato, a maioria delas afetam o desenvolvimento de múltiplas habilidades nas crianças”

Ferramentas para combater o abuso psicológico na infância

Existem ações muito simples que podem servir para reduzir o abuso psicológico na infância. Elas também reforçam a tranquilidade emocional e a autoestima. As primeiras dicas dizem respeito à autoavaliação da forma como nos comunicamos com as crianças.

É importante considerar o nosso nível de paciência na hora de educá-las e como é a retroalimentação na comunicação. Inegavelmente, deve-se partir do princípio de que tudo que não gostamos que façam conosco, como por exemplo gritar ou desprezar, também não deve ser feito com as crianças.

Ferramentas para combater o abuso psicológico na infância

Ações a serem evitadas

  • Ignorar a criança ou fazê-la se sentir diminuída ou sem importância para o núcleo familiar, por exemplo.
  • Tirar sarro das crianças quando choram ou quando expressam seus sentimentos.
  • Gritar.
  • Usar apelidos depreciativos, tais como ‘burro’, ‘feio’, ‘malvado’ ou ‘bobo’.
  • Humilhar em público.
  • Aterrorizar em excesso ou ameaçar abandoná-la se ela não se comportar bem.
  • Usar castigos que as façam sofrer.
  • Não reconhecer suas conquistas e progressos.

Além disso, é importante fortalecermos o amor, a compreensão e a solidariedade nas crianças desde a mais tenra idade.

Certamente, usar vitaminas emocionais e expressões de apoio constante, incentivando valores relacionados ao respeito pelos outros, ao valor das diferenças e da compaixão pelas pessoas que sofrem, vai servir como uma base sólida para reforçar o amor-próprio. Sem dúvida, tudo isso também vai se estender aos outros.

  • la O Beatriz C. Romero, B. (2017). Association between child maltreatment, psychopathology and familiar violence and/or couple violence in women. [Spanish]. [References]. Psiquis. https://doi.org/” “