De que alimentos a criança precisa em seus primeiros anos de vida?

· 23 de março de 2017

A primeira coisa que seu bebê precisa, logo que sai do seu ventre, é você. Seus seios guardam o alimento que ele precisa para crescer e desenvolver-se perfeitamente. Ele não necessita de nada mais do que o leite materno até os seis meses de idade. Não necessita de mais nada, nenhum tipo de alimento, nem mesmo água. No entanto, em seus primeiros anos de vida você terá que ir adicionando outros alimentos.

 “Se todas as crianças de 0 a 23 meses de idade tivessem sido bem amamentadas, a cada ano se poderia salvar a vida de mais de 800.000 crianças menores de 5 anos”; adverte a Organização Mundial de Saúde (OMS). Sabemos que muitas mães o sabem, mas não há livros suficientes nem artigos para explicar todos os benefícios do aleitamento materno, quando este se faz de maneira exclusiva.

As vantagens do aleitamento materno exclusivo, comparado ao aleitamento materno parcial, são conhecidas desde 1984 e tentaremos enumerar alguns dos benefícios:

  • Melhora o coeficiente intelectual do bebê
  • Proteção contra as infecções gastrointestinais
  • Reduz a mortalidade neonatal
  • É uma fonte importante de energia e nutrientes para as crianças de 6 a 23 meses

As crianças e adolescentes que foram amamentados têm menos probabilidades a terem sobrepeso ou obesidade.

Enumeramos somente cinco benefícios do aleitamento materno, mas poderíamos encher centenas de páginas.

 “O aleitamento materno exclusivo significa que o lactante recebe somente leite do peito de sua mãe ou de uma enfermeira, ou recebe leite materno extraída do peito ou não recebe nenhum tipo de líquidos ou sólidos, nem mesmo água”.

-Organização Mundial da Saúde-

 

 Alimentos complementares em seus primeiros anos de vida

A partir dos 6 meses de idade seu filho precisa comer algo mais que o leite materno, porque seu corpo está começando a explorar o mundo e requer de mais energia para fazê-lo.

É então quando começa a etapa da alimentação complementar, a qual é definida pela OMS como o processo que se inicia quando o leite materno não é suficiente para cobrir as necessidades nutricionais do lactante, portanto, outros alimentos e líquidos são necessários.

A faixa etária para a alimentação complementar, geralmente é considerada desde os 6 até os 23 meses de idade, apesar de que o aleitamento materno deveria continuar depois dos 2 anos de idade.

Nesta etapa é importante saber que os primeiros alimentos que se oferecem ao bebê devem ser de fácil deglutição, ou seja, de consistência macia tipo compota, papinha ou purê. Podem ser macerados, amassados ou cortados com um garfo, e o próprio bebê termina de amolecê-los ao pressioná-los com a língua contra o palato.

Lembre-se de que este é o primeiro experimento sensorial diferente ao sabor do leite e certamente o bebê consumirá pequenas porções que serão aumentadas progressivamente conforme o gosto do bebê pelos alimentos sólidos. Este é um momento muito divertido porque tanto ele como você estão descobrindo o que ele gosta. É uma etapa criativa para ambos e lhe permite mimá-lo de maneira agradável.

 

Alimentos saudáveis em seus primeiros anos de vida

Há um outro aspecto positivo e que você pode aproveitar para incutir hábitos saudáveis: desde que a criança receba alimentos sólidos pode-se oferecer água fervida, no caso de não ter água potável; sem adição de açúcar, mel, ou outro aromatizante ou adoçante.

O bebê pode beber de 20 a 50 ml de água umas duas ou três vezes ao dia além do leite. É um bom momento para estar ciente de que o bebê tome muita água e ajudá-lo a ter um hábito que servirá para toda sua vida. Manter-se hidratado é muito importante.

Quando a criança está começando a provar alimentos, estes devem ser preparados em casa, utilizando alimentos naturais, frescos ou cozidos. O ideal é que você evite os ingredientes processados, lembre-se que todos esses contêm substâncias químicas e seu filho é apenas um bebê, seu organismo não deveria processar substâncias químicas.

Alguns especialistas aconselham introduzir na dieta das crianças, a partir dos seis meses de vida, os cereais. Essa prática inclui também aqueles que contêm glúten, exceto as crianças com histórico familiar de primeiro grau (pai, mãe ou irmãos) da doença celíaca, nas quais se deve adiar sua introdução até 9 a 12 meses.

Recomenda-se a introdução progressiva dos legumes a partir dos 8 meses; uma porção de legumes substitui o purê de verduras com carne e recomenda-se ingerir uma ou duas vezes por semana, para em seguida ir aumentando sua ingestão progressivamente.

A introdução do peixe e do ovo é recomendada depois dos 10 meses em lactantes sem fatores de risco de reação alérgica e depois de um ano em crianças com fatores de risco- antecedentes de pais ou irmãos com alergia alimentar.

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