As consequências da carência afetiva na infância

29 de dezembro de 2017

Afeto, carinho, amor e cuidado são os alimentos mais importantes para dar às crianças em seus primeiros anos de vida. Inclusive nos primeiros meses são essenciais para a sobrevivência. Mas o que acontece quando faltam esses alimentos para a alma e para o normal desenvolvimento da criança? Quais são as consequências da carência afetiva na infância?

A carência afetiva é a privação do amor, carinho, e cuidado dos pais, mas especialmente da mãe para os filhos. Manifesta-se por vários fatores que podem ser desde a ausência física dos pais por maltrato, negligência, rejeição ou abandono, por desintegração da família, ausências inesperadas ou até mesmo morte dos pais ou por situações ondes os pais ficam ausentes por longos períodos de tempo, por exemplo a hospitalização da mãe.

O amor é importante tanto como a alimentação e a educação para o desenvolvimento físico, mental e emocional da criança. Quem na sua infância tenha carecido do calor do lar e do amor infinito dos pais ou que tenha percebido mesmo estando com eles, que não foi amado o suficiente, pode desenvolver padrões de apego pouco saudáveis ou inclusive ser mais propensos a ter um comportamento autodestrutivo.

A privação de carinho por um longo período de tempo por parte dos pais ou de seus responsáveis pode desencadear a carência afetiva definida como a privação do relacionamento, desde o amor e carinho da mãe com o filho. E isto é uma grave falta de estimulação afetiva que atrapalha a maturidade cognitiva, física, emocional e social da criança e causa distúrbios do comportamento e sociais.

consequências da carência afetiva na infância

As consequências da carência afetiva na infância

Os pais devem estar bem conscientes da importância de seu papel formador e do suporte que eles têm que ter com seus filhos.  Os pais que são egocêntricos, egoístas e centrados em si mesmos e seus assuntos, geralmente são aqueles que não cumprem plenamente com a cota de afeto que seus filhos precisam.

O amor não se implora nem se exige, mas se trouxemos uma vida ao mundo, um ente vulnerável que precisa de nós e do mais puro sentimento, o amor, então a pergunta é, por que não fornecer o que nossos filhos precisam?

Uma criança submetida à carência de afeto, na idade adulta tende a apresentar imaturidade emocional, será uma pessoa egoísta, sem empatia, irá ter dependência emocional, insegurança em seus relacionamentos, transtornos depressivos, fobias e será uma pessoa egocêntrica e propensa aos vícios. Na verdade, são incontáveis os males que são causados por não ter tido uma criação afetuosa.

 A permanente busca afetiva

A criança que cresce com a falta de amor de seus pais ou responsáveis buscará o afeto em outros lugares. Elas tenderão a buscar o reconhecimento, aceitação e carinho em outras pessoas e até pensarão que seu valor como pessoa estará dado pela opinião que os outros tenham dela.

 Distúrbios da linguagem e da aprendizagem

As crianças com síndrome de carência afetiva, segundo os psicólogos, apresentam problemas de linguagem e baixo rendimento escolar. Além disso, demoram para desenvolver a linguagem e têm poucas habilidades sociais. Normalmente elas veem de forma negativa uma expressão de afeto, e é por isso justamente que elas não são muito carinhosas com aqueles que as rodeiam.  Também censuram suas emoções.

Vários estudos têm mostrado que as crianças com carência afetiva são mais propensas às doenças.

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Desconfiança generalizada, medo de abandono

As crianças com uma carência afetiva profunda que não são tratadas terapeuticamente ou superadas, crescem com uma sensação de vazio e desconfiança que mina as suas relações. O medo do abandono faz parte dos padrões que têm adquirido e dos quais serão ser difíceis de superar. A dependência emocional, a baixa autoestima e o isolamento são vestígios da falta de amor na infância.

Como evitar a carência afetiva na infância

Para evitar a carência afetiva na infância é importante que os pais fiquem atentos ao mundo de seus filhos e aos interesses deles.

Não se devem converter em pais de helicóptero, mas sim em pais que se envolvem em relacionamentos saudáveis com seus filhos. Não é suficiente só estar fisicamente, deve-se estar presente também mentalmente e emocionalmente é dar o melhor de si mesmo à sua família e filhos.

● Além disso deve-se manter uma boa comunicação com seus filhos. Seja um bom ouvinte e atenda às suas necessidades. Veja suas expressões e valorize suas opiniões.

● Passe tempo de qualidade com seu filho, brinque, realizem viagens juntos, etc…

● Não economize em demonstrações de afeto. Faça com que seu filho se sinta seguro e amado sempre que você estiver ao seu lado.