As crianças precisam escrever mais à mão, e usar menos o teclado

28 de setembro de 2018
Mesmo que muitas pessoas considerem que a caligrafia é uma prática que em breve estará sem uso porque o modo de aprender e se comunicar mudou no mundo todo, as crianças precisam escrever à mão.

Antes de tudo, é preciso saber que escrever à mão não é apenas uma maneira de expressar informações  e conhecimentos, também é uma ferramenta que levou o homem à civilização.

A realidade atual: caligrafia vs teclado

As novas tecnologias da informatização e comunicação permitem ensinar à distância para dar e receber uma educação menos presencial e até, pode-se dizer, mais abrangente.

Na internet, podemos encontrar bibliografia multimídia atualizada e já não é mais necessário estar no mesmo local que o professor para aprender tudo o que ele pode ensinar. Nem sequer temos que ouvir seu discurso em tempo real.

O número de estudantes não está mais limitado à capacidade de uma sala de aula. Em um curso realizado na internet, por exemplo, todos os interessados podem ter uma vaga.

Para os amigos e os familiares, já não se manda mais cartas ou fotos pelo correio. Sem dúvida, os computadores e a internet revolucionaram o mundo.

No entanto, se aos adultos e os jovens de hoje fossem subitamente privados de novas tecnologias não ficaríamos completamente desprovidos.

Imediatamente nós usaríamos os livros, o lápis e o papel para continuar aprendendo e nos comunicando com nossos semelhantes.

Mas os recém-chegados, as crianças e os adolescentes que estão apenas começando a abrir os olhos, estão cada vez mais longe dos métodos alternativos de escrita que acompanharam o homem quase desde o seu nascimento.

Portanto, neste texto, decidimos te alertar e pedir que você ensine ao seu filho os benefícios de escrever à mão.

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Os benefícios de escrever à mão

O desenvolvimento psicomotor nas crianças está relacionado com a linguagem escrita. Apenas segurar um lápis de cor e fazer pequenas linhas no papel já é uma grande habilidade.

Quando uma criança em idade escolar começa a fazer seus primeiros traços e segura o lápis com suas mãozinhas, ela fortalece o controle muscular das mãos e o desenvolvimento da motricidade fina.

Tentar esboçar o traço que deseja, colocar todo seu esforço nessa ação e se concentrar na atividade, certamente, são atividades que transformam o cérebro da criança.

Acontece que, ao escrever, a área do cérebro relacionada com a leitura também é estimulada. Por isso, alguns especialistas acreditam que escrever à mão facilita a aprendizagem da leitura e a capacidade de memorizar e reter informações.

O ato de escrever à mão, dominar um instrumento musical e estudar música desenvolve o cérebro.

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As crianças precisam escrever mais à mão, e usar menos teclados

Embora alguns acreditem que a caligrafia em breve não será mais utilizada, aqui em Sou Mamãe pedimos que você não deixe de ensinar ao seu filho:

Em primeiro lugar, uma das maravilhas que o homem da antiguidade foi capaz de inventar.

E em segundo lugar, o fenômeno linguístico que nos transmitiu conhecimentos de geração em geração. Um fenômeno que foi a base para conhecermos a vida dos nossos antepassados.

Introduza seu filho no maravilhoso mundo da caligrafia. Ensine-o a formar letras, palavras e frases usando um lápis e os movimentos mão.

Conte para ele que ter uma escrita boa e legível também é uma arte.

Mamãe, cuide para que a caligrafia infantil não seja um assunto proibido. Pelo menos, não para o seu filho.

É claro que não estamos pedindo que você rejeite a evolução do ser humano. Evidentemente, não temos essa intenção.

Mas a questão é: a evolução significa privar os novos seres humanos de uma habilidade que seus pais possuem? Aqui, em Sou Mamãe, acreditamos que não se deve substituir um pelo outro.

Não tem problema que os nativos digitais (as crianças) façam uso do teclado para se comunicar e expressar suas ideias. Mas não tire deles a possibilidade de ter uma habilidade que só traz benefícios.

Portanto, não participe da extinção de uma tradição cultural que faz parte do mundo inteiro desde o início da civilização.