As crianças também ficam de coração partido

20 Julho, 2018
Do mesmo jeito que nós, adultos, ficamos de coração partido, as crianças também ficam assim, e talvez com mais frequência do que pensamos.

É provável que as razões que afetam nós, adultos, dessa maneira não sejam as mesmas que afetam os pequenos. Entretanto, há grande possibilidade de que sejamos nós quem causamos essa situação.

Muitas vezes tratamos as crianças como se elas não entendessem nada do que se passa ao redor delas, ou pensamos que devido a sua pouca experiência não sabem interpretar algumas coisas. Outra razão que as leva a ficar de coração partido sem nós percebermos, é acreditar que não se lembrarão disso.

Sem necessariamente se tratar de situações amorosas, ficar de coração partido é um sentimento que afeta as pessoas por causa das expectativas que nós temos sobre algo ou alguém. Quando deixamos uma criança esperando plantada ou mostramos preferência por outra, é provável que causemos mais mal do que achamos.

No entanto, algo triste para uma mãe é ver seu filho ficar de coração partido sem poder fazer muito para ajudá-lo. Conforme o caso, essa dor pode ser muito profunda, difícil se superar e, às vezes, impossível de esquecer; por isso é importante conhecer nossos filhos para que possamos dar a eles consolo.

Parte o coração ver um filho de coração partido

Dói ver que outra pessoa deixou o seu filho de coração partido, mas sempre o mais importante é ser respeitoso e dar valor aos sentimentos dele. Caso se trate de um coração partido devido a uma decepção amorosa, é recomendável não cometer ações que o façam se sentir menosprezado; não é conveniente rir do sofrimento alheio ou achar que não é importante.

coração partido

Quando uma criança experimenta esse sentimento pela primeira vez, é normal que não saiba como lidar; talvez ela se afaste um pouco, fique abatida e melancólica. Contudo, também é possível que fique um tanto irritadiça, expresse esse sentimento com violência e se mostre evidentemente incomodada.

Mas quando sabemos que a dor está causando certas mostras de frustração, nossa intervenção deve ser muito suave e cuidadosa. Dói ver que seu filho sofre, sobretudo quando é uma criança que sofre por amor. Se ele rejeita nossa ajuda, isso nos afeta. Mas não demorará muito para se dar conta de que ele é quem mais necessita dela.

Devemos deixar que nosso filho procure por nosso auxílio quando se sentir pronto para isso. Devemos evitar pressionar e deixar que as emoções tomem conta de nós. Existem muitas maneiras de ajudá-lo, mas sempre levando em consideração que é sério e importante o que está acontecendo.

Como ajudar uma criança que ficou de coração partido?

Nossos conselhos podem chegar a deixar muito calados os pequenos que estão desconsolados, pois em grande medida sua dor pode aumentar pela falta de experiência deles em superá-la. Ajudá-los a canalizar suas emoções de maneira correta, faz parte da nossa responsabilidade e pode ser até muito eficaz.

É também um momento adequado para ensinar a reconhecer e praticar muitos valores, como o respeito, a tolerância, a autoestima e a paciência. Além disso, é oportuno para ensinar as crianças a serem fortes. O coração partido de uma criança pode se curar por completo desde que tratado a tempo e de maneira correta.

coração partido

Outras recomendações para favorecer a superação desse sofrimento são as seguintes:

  • Aconselhe seu filho a falar com você sobre o que acontece. Isso o ajudará a perceber que tem importância e que há pessoas dispostas a atender suas aflições.
  • Se a criança tiver acesso a telefones ou dispositivos conectados à Internet, é possível que tente expressar seus sentimentos através de mensagens ou nas redes sociais. Nesse caso, é conveniente orientá-lo para que não comente seus problemas por meio desse canal, pois depois que passar seu sofrimento não será mais necessário isso.
  • Devemos ensinar nosso filho a ser seguro de si mesmo e a confiar no seu valor. Assim, precisamos elevar sua autoestima e ajudar a agir com dignidade.
  • É conveniente que a notícia de sua decepção não saia do círculo familiar, pois se se tornar pública, a criança poderia chegar a sofrer certo assédio e se ver bombardeada por perguntas que não quer responder.
  • Devemos respeitar seu silêncio, espaço e tempo para se curar. Se soubermos o que acontece, podemos esperar que tenha seu momento de depressão como queira levá-lo; mas sem deixar de vigiá-lo.
  • É recomendável mantê-lo distraído para que seu ânimo não se reduza significativamente. Podemos aproveitar para convidá-lo a fazer alguma coisa que o divirta.
  • Se notarmos que está deprimido, que sua recuperação não evolui ou que ele mudou seu comportamento de maneira violenta, é preciso consultar um especialista.