As regras mnemônicas para o aprendizado na escola

· 14 de junho de 2018
O principal objetivo das regras mnemônicas é o uso de frases curtas, imagens e até jogos de palavras para que as crianças memorizem conceitos e ideias. Brincando com a mente, a associação de ideias é um poderoso recurso intelectual.

As regras mnemônicas são um excelente recurso para o estudo em todos os níveis. Crianças, jovens e adultos podem usá-las para memorizar conhecimentos e na realização de testes ou exames acadêmicos.

Até mesmo os mais jovens podem se beneficiar delas. Para isso, os pais devem ser guias e encorajar as crianças a recorrer a essas ferramentas intelectuais.

A complexidade dessas técnicas pode ser difícil de entender. No entanto, existem alguns exercícios práticos baseados nas regras mnemônicas que podemos ensinar para as crianças.

Em que consistem as regras mnemônicas?

Resumidamente, o objetivo é usar frases curtas e imagens para memorizar conceitos. A associação mental será o recurso intelectual a ser exercitado e usado para alcançar um aprendizado mais simples.

O resultado é facilitar a memorização e melhorar a capacidade de memorização com técnicas baseadas na maneira como a mente humana funciona. No final, um jogo de palavras ou uma rotina de aprendizado podem facilitar as coisas e atrair o interesse de nossos filhos.

Essas regras são um recurso mais útil do que memorizar de maneira desordenada e entediante. Somado a isso, os pais ficarão surpresos ao entender que podem tornar o estudo algo muito divertido. Vejamos alguns exercícios que serão úteis para organizar o estudo de nossos filhos.

as regras mnemônicas

Crie acrósticos divertidos com conceitos ocultos

Acrósticos são palavras simples criadas a partir das abreviações ou iniciais de outras palavras. A ideia aqui é que, se nosso filho precisar aprender dois ou mais conceitos, os coloque nessa palavra-chave.

Isso pode ser útil, por exemplo, quando ensinamos as propriedades das somas. Sabemos que duas delas são a associativa e a comutativa; desta forma, se pegarmos as sílabas iniciais, elas seriam “As” e “Co”.

Se quisermos que a criança as aprenda, podemos fazer com que se lembre delas com a palavra “asco”. Desta forma, a criança, ao pronunciá-la, a associará aos dois conceitos relacionados. Ela também distinguirá facilmente o significado de cada propriedade da soma.

“O objetivo das técnicas mnemônicas é usar frases curtas e imagens para memorizar conceitos”

Crie uma música com algum tema

Essa é a técnica mais usada em sistemas educacionais de sucesso, como os da Finlândia ou da Estônia. Os professores desses países usam essa técnica desde que as crianças têm quatro anos de idade. Esta é uma das regras mnemônicas mais eficazes que existem.

A ideia é transmitir conceitos, abstrações e qualquer tipo de aprendizado através de uma música. Em vez de ter que aprender um significado chato, a criança aprende a música porque gosta dela e ela é divertida. Com isso, acaba memorizando quase involuntariamente.

Nós, adultos, também no passado também fomos ensinados de maneira semelhante; o exemplo mais lembrado é a música do alfabeto. Atualmente, essa técnica pode ser usada para todos os tipos de conteúdo.

Associar os conteúdos a uma imagem

Assim como os computadores armazenam todas as informações em dígitos, aprendemos mais rapidamente com a ajuda de imagens. Não há dúvida de que os sentidos e a associação desempenham um papel fundamental no cérebro humano; isso pode ser útil para os mais jovens.

Na prática, há conteúdos que aprendemos através do uso de imagens desde muito pequenos. Sem ir longe demais, isso é o que necessariamente fazemos para aprender as diferentes cores. As crianças também usam as imagens para memorizar os animais.

Essa técnica tem algumas limitações; em geral, são truques úteis para aprender conceitos simples. No entanto, a realização de mapas mentais e conceituais tem muito a ver com esse recurso. As imagens permitem que processos complexos sejam simplificados.

use a tecnologia a seu favor

Regras mnemônicas: use a tecnologia a seu favor

Por que repetir várias vezes alguma coisa se um dispositivo digital pode fazê-lo? Desta forma, a repetição é externa, enquanto as crianças apenas aprendem e associam. A gravação é um ótimo recurso de aprendizagem.

Os jovens universitários a usam muito para seus estudos. Mas os pais de crianças do ensino fundamental e médio não estão acostumados a recorrer a essa técnica.

Se tivermos filhos pequenos, podemos preparar gravações para ajudá-los a memorizar conceitos; é possível escolher e planejar um conteúdo divertido e pedagógico para que a criança não fique entediada.

Existem muitas outras técnicas úteis, complexas e divertidas. Quase todo tipo de conhecimento pode ser memorizado e internalizado por essas regras. O truque: adaptarmos o nosso próprio cérebro e os das crianças.