Asma na gravidez: sintomas e consequências

21 Maio, 2018
Quando a asma não é controlada, pode causar uma diminuição progressiva na quantidade de oxigênio que circula na corrente sanguínea da mãe. Essa deficiência pode fazer mal ao bebê, pois ele se beneficia do oxigênio no sangue da mãe. Assim, a asma na gravidez merece muita atenção.

A gravidez é uma das fases mais bonitas da vida de uma mulher. Apesar disso, você não está livre de riscos. Os problemas de saúde para ambos, tanto a mãe quanto o bebê, podem piorar se você não procurar assistência médica. Por isso, é importante tratar a tempo a asma na gravidez.

Essa condição é mais comum do que se imagina. Estima-se que quase 10% das grávidas tem asma como resultado de problemas respiratórios anteriores à gravidez, próprios da infância. Por isso é importante conhecer os sintomas e aprender a lidar com a asma na gravidez.

Sintomas da asma na gravidez

Primeiramente, podem ocorrer episódios de dificuldade para respirar, sensação de falta de ar ou sufocamento. A mulher grávida também pode sentir um chiado que se torna progressivamente mais agudo, tosse e pressão no peito.

Consequências gerais da asma na gravidez

Lembre-se de que a asma é uma doença que afeta as vias respiratórias, inflamando esses canais e obstaculizando o fluxo de ar, tanto para inalar quanto para exalar.

Se a asma não for controlada durante a gestação, vai desencadear problemas que podem colocar em perigo a vida da mãe e do bebê. A asma na gravidez é um problema que precisa de assistência médica, acompanhamento e tratamento.

Consequências para a mãe

Se você ignorar os sintomas da asma, pode ter uma crise muito forte de falta de ar ou deficiência constante para respirar. Assim, o risco de acontecer algo mais grave é muito maior. Por exemplo, a mãe pode precisar fazer um parto prematuro, ter episódios de insuficiência respiratória e apresentar pré-eclâmpsia. Todas essas situações precisam de assistência médica imediata.

Consequências para o bebê

Os níveis de oxigênio no sangue da mãe podem diminuir a tal ponto em que compromete seriamente a vida do bebê. Assim, o estado de saúde imediato e futuro do pequeno é afetado.

Portanto, os riscos para o bebê não podem ser desconsiderados. Ele pode ter uma morte súbita ou perinatal, atraso no processo de crescimento, nascimento prematuro ou baixo peso ao nascer.

No entanto, se a asma na gravidez for controlada e você não sofrer nenhuma crise, as consequências para o bebê se reduzem significativamente.

Por isso, é importante aprender a diferenciar as mudanças no seu corpo e identificar os sintomas da asma na gravidez. Você deve ter consciência de que os incômodos nem sempre são um sintoma de algo grave. Nesse sentido, não se esqueça de que você pode sentir incômodos devido ao peso do bebê e à pressão exercida sobre outros órgãos. Esses fatores também podem causar dificuldades de respiração em determinadas posições, principalmente ao se deitar.

4 conselhos para mães com asma na gravidez

É provável que essa condição da mãe seja causada por um fator hereditário. Por isso, é prudente tomar algumas medidas a fim de prevenir a ocorrência desses episódios durante a gestação. Por exemplo:

  1. Evite se expor a ambientes que podem desencadear um ataque de asma.
  2. Pratique exercício físico para regular e melhorar a respiração. E mesmo que os exercícios sejam benéficos, é importante consultar seu médico para que ele indique quais são mais adequados para você, pois determinados tipos de exercício podem provocar asma.
  3. Tome os medicamentos prescritos pelo médico.
  4. Você deve realizar exames, como a espirometria, para verificar sua capacidade pulmonar.

Tratamento para a asma na gravidez

Sua meta como mãe deve ser garantir da melhor forma possível a boa saúde do seu bebê. Por isso, é essencial manter um padrão de vida que permita viver a gestação tranquilamente. Para isso, existem algumas técnicas que podem ser usadas:

  • Terapias de relaxamento e respiração. São eficazes para manter sua capacidade pulmonar num nível normal ou o mais próximo possível.
  • Aprender a relaxar para controlar os sintomas de um ataque de asma.
  • Evitar excessos ou agitações desnecessárias nas suas atividades do dia a dia.

Se você acha que precisa, deve também consultar profissionais de áreas específicas, tais como alergistas ou imunologistas, por exemplo. Sempre, é claro, mantendo a comunicação com seu obstetra.

E lembre-se: o mais importante é controlar os fatores que desencadeiam os episódios de asma. Por exemplo, cheiros fortes, pólen ou pelos de animais. Além disso, você deve sempre ter seus medicamentos por perto.

A fase da gravidez pode ser muito prazerosa. No entanto, sempre haverá desafios e um deles pode ser a asma na gravidez.  Se você tem asma, é normal se preocupar. Mas se seguir os conselhos do seu médico, essa condição não vai necessariamente representar um risco maior para você ou para seu bebê.