Barriga dura durante a gravidez: a que se deve?

Uma barriga dura durante a gravidez geralmente é um sintoma comum. Mas quando é necessário consultar o médico? A gente vai contar tudo aqui.
Barriga dura durante a gravidez: a que se deve?

Última atualização: 10 abril, 2022

A gravidez é uma fase que vem acompanhada de mudanças físicas e sintomas próprios, que podem ser bastante incômodos e causar preocupação na mãe. Uma dessas sensações é a barriga dura. Você sabe a que se deve? Descubra neste artigo as causas desse fenômeno e quando você deve ir ao médico.

O que representa a barriga dura durante a gravidez?

Ao longo da gravidez, podemos notar que a barriga fica tensa e dura e às vezes sentimos dores estranhas na região abdominal. Isso causa alguma preocupação e pode sugerir que algo está errado com o bebê ou que o trabalho de parto começou mais cedo.

No entanto, embora seja incômodo, é um sintoma bastante comum e normal da gravidez, que responde às adaptações físicas que o útero deve fazer para acomodar o feto. E, posteriormente, também se relaciona com as modificações necessárias para o parto.

O mais comum é sentir a barriga dura à noite, quando os músculos estão mais relaxados e nosso cérebro mais “livre de estímulos” para perceber isso. Antes de tudo, você deve saber que a intensidade do desconforto está intimamente relacionada à causa que o gera.

Barriga de grávida com linha alba
O útero em crescimento resiste ao alongamento e isso causa o endurecimento momentâneo da barriga.

Por que a barriga fica dura durante a gravidez?

Como antecipamos, as causas que justificam uma barriga dura variam de acordo com o estágio da gravidez, vamos vê-las em detalhes trimestre a trimestre.

Primeiro trimestre

Desde o início da gravidez, a mãe pode notar que em determinados momentos sua barriga fica tensa. Isso é esperado, pois o útero inicia sua função e deve começar a alongar seus tecidos.

No entanto, nessa fase, é importante avaliar os sintomas que acompanham essa sensação, a fim de esclarecer sua causa. Dentre eles, destacam-se:

  • Alongamento do músculo uterino: a partir do primeiro trimestre o útero começa sua transformação. Seu tamanho muda, suas paredes se esticam, assim como os ligamentos que a sustentam. Como você pode imaginar, seus músculos são bastante fortes e oferecem alguma resistência ao alongamento, o que justifica o endurecimento da barriga. A intensidade desse desconforto pode variar de uma mulher para outra, mas, em geral, ocorre em curtos períodos de tempo.
  • Desconforto gastrointestinal: a ação hormonal no sistema digestivo provoca uma desaceleração no trânsito. Consequentemente, prisão de ventre, peso abdominal e gases são experimentados. Todos esses fenômenos distendem as paredes da barriga e favorecem o endurecimento momentâneo.
  • Aborto espontâneo: as primeiras 12 semanas de gestação são as mais delicadas, pois o maior número de abortos espontâneos ocorre nesse período. Um dos sintomas que os caracterizam é o endurecimento da barriga, mas, além disso, há dores muito intensas na região inferior e perda de sangue. Em caso de se sentir dessa forma, você deve se dirigir ao pronto-socorro.

Segundo trimestre

No segundo trimestre, a mãe começa a sentir os movimentos do bebê e, além disso, a barriga cresce consideravelmente. Isso dá origem ao aparecimento de falsas contrações, que geralmente acompanham o endurecimento da barriga. Vamos ver esse aspecto em detalhes.

  • Movimentos do bebê: a partir da 20ª semana você começa a sentir os movimentos do bebê dentro do útero. No início, eles são percebidos como borboletas e cócegas, mas à medida que o bebê cresce, tornam-se mais abruptos. Isso geralmente faz com que a barriga fique dura e mude de formato, subindo ou mudando para os lados.
  • Contrações de Braxton Hicks: são chamadas de “contrações falsas” e aparecem por volta da semana 28 em mães de primeira viagem. O objetivo é preparar o útero para o momento do parto e, embora possam ser um pouco incômodas, são breves e indolores. Além disso, ocorrem esporadicamente e sem padrão rítmico.

Terceiro trimestre

No final da gravidez, os movimentos do bebê também justificam o endurecimento do útero.

No terceiro trimestre esse sintoma se torna ainda mais frequente e está especialmente relacionado com as contrações uterinas. Nesse sentido, as falsas contrações se tornam mais repetitivas, embora ainda sejam irregulares e sem ritmo. Sua função nessa fase é suavizar o colo do útero e acomodar o bebê na posição correta.

Não devemos deixar de lado o fato de que o bebê já ganhou tamanho e peso consideráveis e que seus movimentos estão se tornando mais fortes e bruscos. Isso também justifica o aperto da barriga da mãe quando ela os realiza.

Por fim, a partir da semana 37 é necessário prestar atenção ao momento em que a barriga aperta, pois se for acompanhada de contrações frequentes e dolorosas ou perda de líquido amniótico, podem indicar o início do trabalho de parto.

Quando ir ao médico?

Antes de tudo, é importante sempre avaliar os sintomas que acompanham o endurecimento da barriga. Embora seja um sintoma esperado, também pode sugerir alguma complicação gestacional.

É aconselhável procurar a avaliação do especialista quando ocorrer qualquer um dos seguintes cenários:

  • O endurecimento é acompanhado por dor abdominal e sangramento vaginal.
  • Quando essa sensação é percebida várias vezes ao dia e com dor.
  • Se a barriga endurecer e movimentos fetais não forem percebidos.
  • Quando acompanhada de contrações frequentes (cerca de 4 em 1 hora) e dor.
  • Se esse sintoma responder ao início do trabalho de parto.

Em geral, se essa sensação se tornar incômoda e lhe causar preocupação, o ideal é conversar com seu médico ou sua parteira. Após o exame físico e ultrassonográfico, os especialistas poderão avaliar se é de fato uma manifestação comum dessa fase ou se responde a uma alteração na gravidez.

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