Os primeiros chutes do bebê: tudo o que você precisa saber

Os primeiros chutes do bebê representam o primeiro encontro sensorial entre mãe e filho. São muito importantes de várias maneiras e aqui vamos contar tudo sobre eles.
Os primeiros chutes do bebê: tudo o que você precisa saber

Última atualização: 16 fevereiro, 2022

Não há nada mais bonito na gravidez do que sentir os primeiros chutes do bebê. Esses movimentos estimulam que se estabeleça aquela conexão perfeita entre mãe e filho, o que permite uma comunicação além das palavras.

Além de se emocionar ao sentir o bebê mexer, a gestante pode ter certeza do bem-estar do seu pequeno. Bem, um bebê que se mexe com frequência é um bebê que está saudável, crescendo e se desenvolvendo. Mas quando esses chutes começam a ser sentidos e com que frequência devem ser percebidos? Contamos tudo a seguir.

Em que semana podemos notar os primeiros chutes do bebê?

Os primeiros movimentos do embrião aparecem por volta da 8ª semana de gravidez. Nessa fase, o bebê nada, faz movimentos involuntários e se move livremente dentro do líquido amniótico. No entanto, a mãe ainda não os percebe porque seu filho é muito pequeno.

Em geral, os primeiros chutes do bebê começam a ser sentidos por volta da 20ª semana de gestação. A essa altura, o feto já adquiriu um tamanho considerável e consegue empurrar com força as paredes do abdômen da mãe.

As mães de primeira viagem podem perceber esses movimentos um pouco mais tarde do que aquelas que já tiveram outros filhos. Da mesma forma, alguns fatores como a obesidade, a quantidade de líquido amniótico e a localização da placenta também podem afetar sua percepção.

O desenvolvimento dos óvulos começa muito cedo.

A intensidade dos movimentos fetais

No início, os movimentos fetais parecem um borbulhar suave dentro do útero, mas depois se tornam mais intensos e podem até causar desconforto.

A intensidade máxima dos movimentos do bebê ocorre por volta da 28ª semana de gestação. A partir de então, tende a diminuir, pois o espaço dentro do útero se reduz. Em geral, mais próximo da data do parto, esses chutes costumam ocorrer em horários precisos do dia e com uma força considerável.

Independentemente da frequência ou da intensidade, é importante ressaltar que os movimentos fetais devem estar sempre presentes até o final da gestação.

Cada mãe pode percebê-los de uma maneira particular, mas deve senti-los todos os dias. Esse é um dos aspectos que são avaliados no controle médico pré-natal para determinar a saúde e o bem-estar da criança.

Quantas vezes por dia devo sentir os chutes do bebê?

Outra das dúvidas comuns às gestantes é com que frequência elas devem sentir os chutes do bebê. Isso depende do trimestre da gravidez.

A partir da 20ª semana, os chutes estão presentes, mas são pouco sentidos, de modo que sua frequência diária não pode ser avaliada. Com o passar das semanas, os movimentos se tornam mais frequentes e é aí que a mãe pode determinar o padrão dos movimentos diários do bebê. O ideal é que isso seja registrado em um caderno para conhecer o ritmo diário da criança.

No terceiro trimestre, é normal que o bebê tenha pelo menos 10 movimentos diários. Se realizar menos do que isso ou se você perceber uma diminuição acentuada no ritmo habitual, é necessário consultar um especialista o mais rápido possível.

Em que momento do dia esses movimentos se tornam mais frequentes?

Existem alguns fatores que estão relacionados aos movimentos fetais, como a hora da alimentação da mãe e o tipo de alimento que ela ingere. Os alimentos doces aumentam a glicose no sangue, e isso gera um aumento na atividade do bebê.

Além desse fator, o feto percebe as emoções da mãe por meio dos hormônios que percorrem o sangue de ambos. Dessa forma, o bebê também “vive” essas emoções.

Se a mãe está estressada ou briga durante o dia, seu corpo libera cortisol e adrenalina. Ambos os hormônios atingem a circulação do seu filho e levam ao aumento dos chutes. De fato, vários estudos afirmam que isso pode trazer outras consequências ao organismo do bebê no futuro.

Por fim, outro importante fator condicionante para os movimentos fetais é o estado de sono e vigília. Em geral, o bebê costuma ficar mais ativo durante as primeiras horas do dia (entre 9h e 14h) e à noite (após 19h). O resto do tempo, ele dorme e reabastece as energias. Em geral, seus cochilos duram de 40 a 60 minutos e durante esses momentos o bebê não chuta nem se mexe.

Muitas mães relatam que seu bebê fica mais enérgico depois que elas se deitam. Na verdade, o que acontece é que durante o repouso o movimento do bebê é percebido mais do que durante a atividade. Por isso, a noite torna-se o momento de exclusividade para começar a “conversar” sem interrupções.

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Os benefícios dos chutes do bebê dentro do útero

Os movimentos fetais dentro do útero são benéficos para o desenvolvimento neuromuscular em geral. Eles permitem que o bebê fortaleça o tronco, os membros, a deglutição e também os músculos envolvidos na respiração. Além disso, esses exercícios favorecem a coordenação entre o cérebro e os demais órgãos.

Vale lembrar que mais do que contar os chutes diários do bebê, é fundamental ficar atenta ao ritmo e ao padrão dos seus movimentos. Pois bem, dessa forma é possível avaliar que tipo de atividade o bebê costuma fazer e começar a se familiarizar com seu ritmo de sono e vigília.

Caso perceba que esse padrão de atividade diminui ou se passaram mais de 24 horas sem sentir os movimentos do bebê, é indicado ir ao médico para verificar se está tudo bem com a gravidez.

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