O meu bebê tem os olhos lacrimejantes

09 Maio, 2017
 

Existem várias razões pelas quais o seu bebê pode ter os olhos lacrimejantes, mas dois casos são mais frequentes: ter nascido com o canal lacrimal obstruído ou sofrer de conjuntivite. Em ambos os casos o tratamento é simples e apenas é necessário ser rigoroso com a higiene.

Algumas crianças nascem com o canal lacrimal obstruído, isso produz o lacrimejar e, frequentemente, infecção persistente com secreção purulenta como na conjuntivite.

Essa situação geralmente melhora com o tempo, no entanto a Associação Espanhola de Pediatria recomenda que você faça uma massagem apertando o canal lacrimal para fora.

Se o problema persistir durante os 6-12 meses o oculista talvez tenha que desobstruir o canal com uma sonda muito fina.

Na maioria dos casos a conjuntivite se curará sozinha, mas é recomendado o tratamento para encurtar a sua duração e prevenir contágios e complicações.

Olhos Lacrimejantes

O que é a conjuntivite?

Os documentos da Associação Espanhola de pediatria explicam que a conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva.

A conjuntiva é a capa mais externa do olho que recobre a zona visível do globo ocular e a parte interior das pálpebras. A conjuntiva é quase transparente em condições normais.

 

Ela também afirma que a conjuntivite pode ser infecciosa (causada por bactérias ou vírus), alérgica (causada por uma reação alérgica), irritante (causada por um corpo estranho no olho) ou química (causada por uma substância química).

A informação talvez lhe deixe nervosa, mas na verdade você não precisa se preocupar, porque a maioria das conjuntivites são leves, apenas em raras ocasiões podem causar danos mais graves.

É preciso ter em mente que a conjuntivite infecciosa pode ser causada por bactérias ou vírus. 80% das conjuntivite infecciosas são causadas por bactérias que normalmente vivem no nariz ou na pele. O outros casos são virais.

A conjuntivite é a infecção ocular mais frequente nas crianças. Apesar das conjuntivites em sua maioria serem contagiosas, normalmente não causam dano nem ao olho nem à visão.

Sintomas da conjuntivite

O mais provável é que a sua criança se queixe de incômodos nos olhos, que não melhoram ao esfregá-los, inclusive passam a doer.

Depois disso a conjuntiva ficará avermelhada e um pouco inflamada, o que se conhece como olho vermelho. Com frequência sente-se como se tivesse metido algo no olho.

O bebê também pode apresentar secreção (remelas) branca, amarela ou esverdeada. Nas conjuntivites bacterianas essa secreção pode ser abundante e espessa, o que consequentemente faz com que o bebê amanheça com os olhos colados.

Ao contrário da conjuntivite vírica, afirma a Associação Espanhola de Pediatria, a secreção é geralmente menos importante.

 

Como o olho está interligado ao nariz pelo canal lacrimal e o nariz com o ouvido através da trompa de Eustáquio, algumas crianças, especialmente as menores, sofrem de otite ao mesmo tempo que de conjuntivite.

Por isso, se uma criança tem conjuntivite e se queixa do ouvido (ou se é um bebê e chora mais do que o normal), precisa ser examinado por seu médico.

Olhos Lacrimejantes

Como se prevenir da conjuntivite?

As crianças não devem tocar os olhos com as mãos sujas. Além disso, quando uma criança sofre de conjuntivite infecciosa, tanto ela quanto quem cuida devem lavar as mãos depois de tocar os seus olhos ou dos outros.

Isso é necessário na hora de aplicar colírio ou pomada.E saiba que as vezes é impossível prevenir a contaminação entre pessoas que convivem juntas. 

Como tratar dos olhos lacrimejantes?

A Associação Espanhola de Pediatria recomenda que para melhorar a situação podem ser administrados analgésicos ou compressas frias ou mornas.

As secreções e as casquinhas também devem ser limpas e as pálpebras devem ser descoladas com água morna fervida, soro fisiológico estéril ou um líquido farmacêutico adequado .

 

Os pediatras afirmam que o tratamento médico para a conjuntivite consiste na aplicação de umas gotas de colírio, pomada ou gel antibiótico.

Normalmente o tratamento dura uma semana, as gotas devem ser aplicadas frequentemente, entre quatro ou seis vezes ao dia e a pomada ou gel duas ou três vezes a cada 24 horas.

A pomada pode deixar o seu bebê com a vista turva por isso é melhor que seja aplicada durante a noite. O gel tem a vantagem que pode ser aplicada por menos vezes que o colírio (como a pomada), não turva a vista, mas só pode ser aplicado sozinho, restringindo as possibilidades de tratamento a apenas um antibiótico.

Geralmente as crianças toleram bem o tratamento, mas pode ser um verdadeiro desafio aplicar uma gota dentro do olho várias vezes ao dia e durante uma semana, numa criança que se debate.

Para lidar com essa situação, deite o seu filho com a cabeça inclinada para trás e olhando para cima; quando ele estiver com os olhos fechados, aplique uma gota no lado interno da pálpebra. O ideal é que você a abra e feche durante alguns segundos.

A conjuntivite dos recém nascidos as vezes é mais delicada. Por isso nas maternidades são aplicadas gotas nos olhos do bebê para prevenir contágios por germes procedentes das genitais maternas durante o parto.