O que caracteriza uma boa criação?

23 de maio de 2017

Geralmente os pais se esforçam para dar aos seus filhos uma boa criação, mas nem sempre paramos para avaliar se realmente estamos nos saindo bem, e também não sabemos como isso pode ser percebido a partir do exterior. Como saber se educamos bem? Em quais aspectos devemos nos fixar?

A criação é um tarefa bastante complicada que todo pai quer fazer bem. No entanto, às vezes o amor se entrelaça com a nossa maneira de lidar com a educação dos nossos filhos. Nesse sentido, chegamos a ser bastante permissivos ou pouco exigentes, um terreno propicio para o surgimento das chamadas crianças “malcriadas”. No entanto, ouvimos falar dos malcriados, mas não dos “bem criados”, tudo pelo fato de que as coisas más são as primeiras a serem notadas. Nós mesmos como pais, em certos casos, cometemos o erro de ver os defeitos das crianças e dar ênfase a elas, sem perceber que seus acertos são maiores que os seus erros.

De maneira que, para aproveitar melhor o nosso trabalho é preciso refletir naqueles aspectos que nos fazem  sentir orgulhosos da forma como criamos os nossos filhos. É possível que encontremos mais motivos para comemorar do que para nos preocupar, mas é recomendável saber que somos responsáveis pelos seus maus hábitos mais do que eles.

O que caracteriza uma boa infância?

Elementos que fazem distinguir uma boa infância

É mais provável que outros percebam melhor os aspectos que fazem os nossos filhos serem bons, o que sem dúvida é produto do esforço que fizemos. Com frequência renegamos os acertos que tivemos para formá-los porque não apreciamos as coisas boas que eles fazem, e os criticamos demais. 

Por outro lado, outras vezes nos dedicamos a culpar as crianças pelos seus erros, quando na verdade somos os responsáveis por eles estarem agindo dessa forma. Se uma criança é malcriada, é nosso dever corrigir esse comportamento errado, o que conseguimos avaliando os métodos de educação que utilizamos até o momento.

Esse assunto é importante porque se reflete moralmente sobre todo o grupo familiar; falamos de uma ação errada que tem consequências diretas sobre os filhos. Assim como avaliamos os filhos, também avaliamos os pais, porque não se pode julgar ou elogiar um sem o outro.

Por exemplo, poderíamos falar que provemos uma boa criação, se estamos de acordo com as seguintes afirmações.

. Meu filho é seguro de si mesmo, notei que tem uma autoestima alta, faz amigos com facilidade e nunca recebi queixas dos seus professores.

. Entre meu filho e eu existe uma excelente comunicação, somos amigos. Ele sempre me conta suas coisas e me pede ajuda para resolver seus problemas.

. Minha família convida meu filho para a sua casa porque ele é bem educado, não fala palavrão e é muito obediente. No geral, os adultos que o conhecem tem uma boa opinião sobre ele.

O que caracteriza uma boa infância?

. Ainda que às vezes meu filho se irrite e seja um pouco hiperativo, é capaz de responder efetivamente a disciplina que imponho e pode se autocontrolar com facilidade.

. Confio no meu filho para que seja responsável pelos seus estudos, pela  organização do seu quarto, e pelo cuidado das suas coisas. Posso orgulhar-me por ele não estragar os móveis nem os objetos da casa, além disso é tolerante com seus irmãos.

. As necessidades de afeto não são um problema que existe na minha família, pois as crianças tiveram a atenção que mereciam, sem razão para birras ou ações para atrair a atenção.

. Notei que meu filho é agradecido e me aceita como sou, sempre com muito respeito e reconhecimento pelo que faço. Além disso, se preocupa comigo quando adoeço ou tenho algum problema.

. Meu filho demonstra seu carinho e aceita o que dou sem nenhuma ressalva.