5 dicas para uma convivência feliz com adolescentes

Todos nós sabemos que a adolescência pode ser difícil e que o bom relacionamento entre pais e filhos pode ser desafiador. Mas a paz em casa não é impossível de alcançar.
5 dicas para uma convivência feliz com adolescentes

Última atualização: 31 Outubro, 2021

Quando os filhos são pequenos, os pais ficam exaustos fisicamente: noites sem dormir, supervisão constante para que não se machuquem, entre outros problemas. Embora seja verdade que quando eles crescem, esse cansaço corporal acaba, passamos a enfrentar um cansaço mais complexo: o mental. E tentar ter uma convivência feliz com adolescentes às vezes se torna complicado.

Todos nós sabemos que os jovens passam por muitas mudanças nessa fase, o que pode fazer com que todos nos sintamos um tanto perdidos. Por isso, é importante manter uma comunicação fluida com nossos filhos, baseada na confiança e na paciência.

A seguir, vamos dar algumas dicas para que a convivência feliz não seja uma utopia. Não perca!

Uma convivência feliz com os adolescentes é possível?

A maioria dos pais teme a chegada da adolescência, seja porque sabem com o que vão lidar ou porque ouviram exemplos de outros pais. Então, é possível ter uma convivência feliz com um filho adolescente? Claro, mas temos que levar alguns aspectos em consideração.

Em primeiro lugar, é necessário estabelecer uma comunicação baseada na confiança e no respeito desde a infância, com limites e regras suficientemente claros. Os estilos parentais são fundamentais para determinar o comportamento do adolescente.

Em segundo lugar, devemos levar em conta a seguinte série de dicas úteis para melhorar a convivência com nossos filhos adolescentes.

1. Incentivar o adolescente a compartilhar mais tempo em família

Nosso filho adolescente pode passar a maior parte do dia trancado em seu quarto, e isso é completamente normal. No entanto, não deve nos impedir de motivá-lo a sair de vez em quando para explorar o mundo.

É importante que você dê a ele a liberdade e as ferramentas de que precisa para lidar com as adversidades. Além disso, é necessário deixar que seu filho cometa erros e mostrar que ele pode contar conosco sempre que precisar.

Diante disso, podemos organizar atividades em família para passar mais tempo juntos. E para isso é fundamental escolher planos que nosso filho adolescente goste. Por exemplo, planejar uma excursão na natureza, visitar um museu ou jogar uma partida de tênis.

2. Dar mesada ou não?

Essa dúvida é muito frequente entre os pais. Porém, dar mesada ou não vai depender das regras e do estilo de vida de cada família.

Se decidirmos dar mesada, o valor tem que estar de acordo com o nível econômico da família. E sempre que estabelecermos uma mesada, devemos começar com um valor baixo, pois é mais fácil aumentar do que reduzir depois.

Havendo mesada ou não, é necessário levar em consideração três questões para atuar corretamente nesse sentido:

  • Manter nossa decisão ao longo do tempo e não modificá-la de acordo com nossa conveniência.
  • Introduzir o jovem na educação financeira de forma gradativa, para que, na hora de se tornar independente, ele saiba administrar seu dinheiro. Se aprender a administrar a partir de agora, será mais fácil depois quando adulto.
  • Saber em que ele gasta o dinheiro, para evitar que use para comprar substâncias tóxicas ou em jogos de azar.

3. Usar consequências em vez de punições

Ameaçar a limitar a saída de casa é uma frase que sempre está presente em casas com adolescentes. Mas é esse o tipo de educação que queremos dar aos nossos filhos?

Se o que queremos é modificar um determinado comportamento, é melhor recorrer à antecipação em vez de optar pelo castigo. Uma maneira de fazer isso é explicar com antecedência as consequências do mau comportamento e as recompensas por atingir certos objetivos.

4. Sempre respeitar a privacidade

Quando damos liberdade a nossos filhos, é provável que sintamos alguns medos, como o de que ele possa ficar em apuros. Mas ler seu celular, seu diário ou fuçar em suas gavetas não é a solução. De um lado, isso piora o relacionamento e, de outro, gera uma perda de confiança nos pais.

Não podemos esquecer que nessa fase de tantas mudanças, a relação de confiança mútua é a essencial para manter uma convivência feliz. Então, vamos cultivar isso.



5. Ensinar os filhos a se divertirem de maneira saudável

Se nosso filho vive grudado em telas, como pais, temos a responsabilidade de orientá-lo e acompanhá-lo para que ele se divirta de outra forma. Para isso, podemos oferecer alternativas, como jogar jogos de tabuleiro juntos, assistir filmes ou fazer excursões.

Amigos jogando jogos de tabuleiro.

Sobre como ter uma convivência feliz com adolescentes

Promover uma convivência feliz com os adolescentes não é impossível. Só temos que aprender a lidar com certas situações.

A educação na fase infantil também é um determinante do comportamento dos futuros adolescentes. Como já dissemos, nessa fase a confiança desempenha um papel muito importante e, graças a ela, as crianças poderão nos contar seus problemas quando quiserem.

Se mantivermos uma comunicação fluida com os adolescentes, baseada no respeito e na confiança, é possível que essa fase passe de forma mais agradável.

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  • Melgosa, J. (1997). Para adolescentes y padres. Editorial Safeliz.
  • Oliva, A. (2006). Relaciones familiares y desarrollo adolescente. Anuario de psicología, 37(3), 209-223.
  • Pérez Ramos, M., & Alvarado Martínez, C. (2015). Los estilos parentales: su relación en la negociación y el conflicto entre padres y adolescentes. Acta de investigación psicológica, 5(2), 1972-1983. Disponible en: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S200747191530017X