Como lidar com a deficiência intelectual de um filho?

21 de setembro de 2019
Assumir que uma criança tem deficiência intelectual pode trazer muito estresse e maus momentos. A seguir, vamos explicar como se pode enfrentar essa situação.

Mães e pais, quando estão esperando pela chegada de um bebê, geralmente criam uma série de expectativas em torno de sua aparência, personalidade, qualidades etc. Mas, quando a criança nasce com uma deficiência, esses pensamentos colapsam e a nova situação deve ser assimilada.

É por essa razão que preparamos este artigo sobre como lidar com a deficiência intelectual de um filho.

A educação em casa é essencial para alcançar um bom prognóstico e desenvolvimento maturacional dessas crianças. É importante tratá-las de forma igualitária e levar em conta as suas limitações, mas sem superprotegê-las.

“Ter um filho especial é se tornar uma professora para educá-lo e uma médica para atendê-lo, ser a sua advogada para representá-lo e uma leoa para defendê-lo.”

– Flavia Pascual –

O que a deficiência intelectual implica?

Atualmente, a deficiência intelectual é entendida como a existência de um nível de desenvolvimento significativamente inferior ao esperado para a idade cronológica da pessoa em duas áreas:

Além disso, essas crianças também são geralmente caracterizadas por apresentar:

  • Problemas na execução de habilidades motoras grossas e finas.
  • Hipotonia muscular.
  • Dificuldades para se relacionar com o ambiente físico.
  • Problemas ao estabelecer interações sociais e comunicativas. 
  • Dificuldades para desenvolver a sua independência pessoal e autonomia.
a deficiência intelectual e as crianças

Como lidar com a deficiência intelectual de um filho?

Assimilar que o filho tem uma deficiência intelectual às vezes é complicado. Pode até mesmo haver um período de luto.

Portanto, nesses casos, é essencial contar com a ajuda de profissionais especializados no assunto. Isso é benéfico tanto para a criança quanto para os pais, já que eles precisam de conselhos para assumir a realidade que precisam viver.

Nesse sentido, a compreensão do diagnóstico é muito importante, de tal forma que profissionais e associações devem ser contatados com a intenção de que atuem como uma fonte de apoio. Assim, mães e pais podem:

  • Aprender estratégias de observação e intervenção.
  • Adquirir habilidades de estimulação e criação.
  • Desenvolver habilidades para a educação e a interpretação dos comportamentos da criança.
  • Receber informações sobre deficiência intelectual.
  • Entrar em contato com outras famílias que estejam na mesma situação.

Todo esse conhecimento é necessário para alcançar um progresso adequado em todos os aspectos da vida da criança com deficiência intelectual. Mas, além disso, é especialmente necessário que os pais não exerçam superproteção ao lidar com o filho. E também não devem subestimar as capacidades que ele tem.

Da mesma forma, é importante buscar aconselhamento quanto a aspectos relacionados ao relacionamento do casal, uma vez que ele pode se deteriorar devido a constantes conflitos e desentendimentos ao educar a criança, ou porque uma das partes do casal se sente sobrecarregada pela situação.

Além disso, é necessário saber como cuidar dos vínculos estabelecidos com os outros filhos e com a família extensa (avós, tios, primos etc.) para que todos possam entender a criança e compreender os seus comportamentos.

“O que tenho de especial são os meus pais e um ambiente que eles lutaram para que fosse o mais autônomo possível.”

– Pablo Pineda –

Como lidar com a deficiência intelectual de um filho

Deficiência: um caminho diferente

Sem dúvida, o nascimento de um filho é um momento de mudança na vida de qualquer pessoa, no qual o caminho da maternidade ou paternidade começa.

Entretanto, se o bebê apresenta dificuldade intelectual, isso é percebido como um evento extraordinário e inesperado. Assim, o caminho se torna um caminho diferente, no qual é necessário aprender a responder às necessidades específicas dessa criança.

Assim, mães e pais de crianças com deficiência intelectual precisam de orientação para melhorar a qualidade de vida de seus filhos, deles mesmos e de suas famílias.

Por fim, vale a pena mencionar a frase do professor Pablo Pineda, o primeiro europeu com Síndrome de Down a concluir um curso universitário e que tem provado ser um exemplo de superação:

“Não há pessoas com deficiências, mas sim com habilidades diferentes”.

– Pablo Pineda –

Certamente, essa frase deveria estar gravada nas mentes de todas as mães e pais de crianças com deficiências intelectuais para que confiem nas qualidades e habilidades de seus filhos e as estimulem.

  • Asociación Americana de Discapacidades Intelectuales y del Desarrollo-AAIDD. (2010). Discapacidad intelectual: Definición, clasificación y sistemas de apoyo. Madrid: Alianza.
  • Candel-Gil, I. (2005). Elaboración de un programa de atención temprana. Electronic Journal of Research in Educational Psychology3(7), 151-192.
  • Guevara Benítez, Y. y Soto, E. G. (2012). Las familias ante la discapacidad. Revista electrónica de psicología Iztacala15(3), 1023-1050.
  • Tamarit, J. (2009). Atención Temprana: avanzando hacia un modelo inclusivo orientado a la calidad de vida familiar y al desarrollo de competencias personales significativas tanto en los niños y niñas como en sus familias. Madrid: FEAPS.