Meu filho não gosta de futebol

26 de julho de 2019
Quando uma criança não gosta de futebol, ela pode ter que enfrentar situações desagradáveis na escola. Para aliviar essa situação, a atitude dos pais e também a dos professores é muito importante.

Antes de declarar com preocupação “meu filho não gosta de futebol”, o ideal seria perguntar: de quais coisas você gosta? De fato, nem todas as crianças são amantes dos esportes e das atividades físicas. Por isso, é necessário investigar se a criança não gosta de esportes em geral ou apenas do futebol em particular.

Se ela não gosta de futebol especificamente, talvez haja outro esporte que seja do seu agrado: natação, basquete, tênis, beisebol ou qualquer outro.

O mais importante é que a criança pratique alguma atividade física regularmente. Entre outros motivos, pelos efeitos benéficos para a saúde integral que proporcionam às crianças.

É uma ideia culturalmente aceita que as crianças devem, necessariamente, jogar futebol ou praticar esportes. Atualmente, uma criança que não joga futebol é considerada estranha pelos seus colegas e pelo ambiente em geral.

Os pais geralmente têm medo de mencionar para o filho o que o torna diferente dos outros. Na maioria dos casos, a questão é abordada indiretamente, ao tentar incentivá-lo a praticar outros esportes.

Se a criança for forçada a praticar esportes de que não gosta, isso levará a fracassos contínuos e sucessivos. Também pode acontecer que as crianças tentem descobrir os seus verdadeiros interesses por conta própria. Elas podem até mesmo enfrentar ambientes sociais, acadêmicos, recreativos e familiares às vezes difíceis.

Na escola sem jogar futebol

Se o nosso filho não gosta de futebol nem de qualquer outro esporte, pode ser difícil enfrentar o dia a dia na escola. Ele vai se sentir isolado e deprimido, e estará sujeito até mesmo ao bullying por parte dos seus colegas em muitas ocasiões. Isso invariavelmente terá um efeito negativo na sua personalidade, comportamento e desempenho acadêmico.

Todos os seres humanos precisam se integrar para sentir que pertencem a algo, seja um grupo ou uma comunidade. Isso é especialmente importante no caso das crianças. Ter amigos na escola com quem compartilhar interesses e atividades vai desenvolver habilidades de socialização e adaptação.

Na escola sem jogar futebol

Certamente, há outras crianças com quem ele compartilha interesses. Com elas, ele pode brincar de outras coisas e, assim, passar o tempo no recreio.

Por isso, os professores têm um papel muito importante na promoção de jogos e atividades além do futebol na escola. Certamente, é uma maneira inteligente de integrar as crianças e minimizar as diferenças entre elas que ocorrem por causa das suas preferências esportivas e recreativas.

“Se não gostar de futebol especificamente, talvez haja outro esporte que seja do agrado da criança: natação, basquete, tênis, beisebol ou qualquer outro.”

Meu filho não gosta de futebol: como ajudá-lo?

Para ajudar a integrar uma criança que não gosta de futebol, é possível seguir algumas dicas:

  • Não devemos obrigá-la, questioná-la ou criticá-la.
  • Primeiramente, devemos investigar se o descontentamento tem as seguintes causas: não entende como funciona, não conhece as regras básicas, acha entediante ou outras razões.
  • Descartaremos que ela tenha sofrido uma experiência negativa no passado, na qual se sentiu estressada ou pressionada.
  • Mostraremos que nem todas as pessoas têm as mesmas habilidades. Gostos, preferências e habilidades variam de criança para criança. Algumas são ágeis, outras são fortes, outras têm uma excelente pontaria.
  • É necessário ajudá-la a descobrir suas próprias habilidades físicas. Talvez ela não goste de esportes coletivos porque prefere esportes individuais. Descobrir isso faz parte do trabalho dos pais.
  • Natação, mergulho, corrida, patinação, ginástica, golfe, tênis, artes marciais… todos estes são esportes individuais que manterão a criança ativa.

Por outro lado, é necessário considerar que existem muitas atividades que ela pode fazer e que podem ajudá-la a evitar o sedentarismo, beneficiando assim a sua saúde. Por exemplo, brincar no pátio da escola, dançar, pular, brincar de esconde-esconde, etc.

Então, devemos analisar com ela a possibilidade de fazer atividades fora da escola que não tenham a ver com o futebol. Isso permitirá que ela desenvolva as suas habilidades e capacidades além do esporte. Além disso, em outros ambientes, a criança encontrará novos amigos com interesses semelhantes, tais como música, pintura ou teatro.

Dicas para os pais

Dicas para os pais

Não são só as crianças que terão que enfrentar o desafio de não ceder à “pressão” do ambiente. Os mais velhos também podem senti-la. Nesses casos, é conveniente:

  1. Não ceder à pressão dos outros pais e ignorar os comentários feitos porque o nosso filho não joga futebol.
  2. Reconhecer que é normal que o nosso filho não goste de futebol ou até mesmo de nenhum outro esporte.
  3. Os pais são responsáveis por reforçar constantemente a autoestima, a confiança e o respeito dos seus filhos por si mesmos.
  4. O futebol é apenas um esporte. A criança pode ter muitas habilidades e capacidades, por isso é necessário ajudá-la a descobri-las e fortalecê-las.

Por fim, é uma boa ideia descobrir juntos uma nova atividade para compartilhar e se divertir com a família. Afinal, se seu filho tiver o seu apoio, será muito mais fácil para ele afirmar a sua posição e os seus direitos sem nenhum tipo de problema.