Conheça a história do bebê mais prematuro do mundo

· 8 de outubro de 2018
A história dos primeiros dias de vida de Jett Morris fora do útero da sua mãe é uma lição de luta como poucas.

Já faz dois anos. Embora tenha alguns problemas pulmonares e um sopro no coração, a sua vida se desenvolve com a mesma normalidade de qualquer outra criança.

Trata-se de um bebê tão pequeno que poderia escorregar entre as mãos dos seus pais. A sua impressionante evolução mostra como a confiança, a fé e o amor fazem milagres.

Jett Morris é um milagre vivo. Ele veio ao mundo com apenas 25 semanas de gestação. Suas chances de morrer em poucos dias eram tantas que ele foi catalogado pelos médicoscomo um feto não viável.

Apesar de tudo isso, a história de luta, que protagonizou junto com os pais Mhairi e Paul Morris, tem um final feliz que te convidamos a conhecer.

Tudo começou na semana 20 da gravidez, quando a bolsa de Mhairi estourou.

Jett tinha ao redor de cinco semanas de gestação, quando sua mãe foi atendida pela primeira vez pelos especialistas do Hospital East Surrey.

Eles não pensaram que o bebê conseguiria chegar a nascer com vida. Portanto, recomendaram, sem pensar duas vezes, que finalizasse com a gravidez.

Contra todas as previsões

A pressão sobre os Morris por parte dos médicos para fazer um aborto era muito forte.

Eles baseavam essa recomendação nos conhecimentos teóricos, os quais indicavam que com essa idade o bebê não conseguiria respirar fora do útero, pois seus pulmões não estavam desenvolvidos.

As suas noções também lhes indicavam que nessas condições o cérebro do bebê sofreria danos.

Para piorar, a opinião dos médicos não poderia ser revista com experiências bem-sucedidas, pois não existiam casos anteriores ao nascimento do Jett que pudessem incentivar seu prognóstico.

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Os médicos não estavam preparados para tratar bebês que nasceram antes da semana 28. Mesmo assim, Jett nasceu no Hospital de Portsmouth.

Uma das coisas que a mãe do Jett lamenta quando lembra de estar no Hospital East Surrey é o fato de ter percebido de que muitas mulheres “tem sido forçadas a abortar quando seus filhos poderiam ter sido viáveis”.

“Os milagres acontecem diariamente”, afirma Mhairi convencida.

Uma história de luta

Mhairi, acompanhada e apoiada por seu marido Paul, conseguiu resistir aos diagnósticos de médicos e enfermeiros.

Toda a família suportou uma prolongada internação no hospital de Portmouth, a qual incluiu as cinco semanas nas quais o bebê permaneceu dentro do útero, mesmo com perda de líquido amniótico.

A determinação da família Morris foi a chave para que o milagre começasse a acontecer.

Os pais decidiram continuar com o plano, e a certeza de que a sua experiência era excepcional nunca os fez duvidar de suas convicções de que poderiam conseguir. Sempre souberam que deviam vencer as adversidades para seguir em frente.

A família Morris desconsiderou o diagnóstico médico. Assim, contra todo prognóstico, na semana 25 Jett nasceu no Hospital de Portsmouth, Reino Unido.

Naquele momento, era o bebê mais prematuro que já nasceu no mundo. E a sua história se transformou num caso único que não deixa de surpreender a humanidade.

Jett chegou ao mundo, em 6 de dezembro de 2013, com problemas respiratórios porque seus pulmões ainda não estavam desenvolvidos.

Em 5 de março de 2014, três meses após ter nascido, e de ter respirado com assistência de oxigênio até maio, conseguiu ir para casa.

O bebê mais prematuro do mundo continua crescendo

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Quando nasceu, pesava 624 gramas. Nesse momento o tamanho do seu corpinho era equivalente à palma da mão do seu pai.

E, apesar de já haver nascido, os médicos de Portsmouth achavam que não conseguiria viver pouco mais do que algumas horas ou talvez alguns dias.

Com certeza tinha nascido com problemas hepáticos e pulmonares, buracos no coração e alguns dos seus órgãos não tinham se desenvolvido completamente.

Mas, a cadeia de eventos que começou a ocorrer após o nascimento do Jett, é simplesmente surpreendente. Tanto que muitos a catalogam como um milagre.

O bebê conseguiu superar seus primeiros dias de vida. O melhor de tudo é que ia melhorando, pouco a pouco, na sua incubadora e graças à ajuda dos médicos.

Cada dia ele ficava mais e mais forte. E à medida que ia crescendo, seu corpo fazia as tarefas necessárias para corrigir a maior quantidade de problemas.

Os buracos no seu coração começaram a se fechar. Após alguns meses, ele começou a respirar sozinho. Com o passar dos meses, sua vida mudava para melhor.

Atualmente, Jett está saudável e será um adulto com vida normal. Seus pais contam a experiência como um milagre.

“Eu sei que os médicos devem ser realistas e apresentar o pior cenário. Mas não há duas pessoas iguais no mundo e nem sequer davam chances para o Jett”, diz a mamãe do bebê mais prematuro do mundo.