O que é a conservação de células-tronco?

· 16 de maio de 2017

As células-tronco são um elemento contido dentro do sangue do cordão umbilical. É muito especial porque as células nelas contidas têm qualidades regenerativas que permitem a maturação permanente de sangue. O seu nome científico é ” célula hematopoiética pluripotente”, e elas têm a capacidade de dar origem a diferentes células do sangue, tais como plaquetas, glóbulos brancos e vermelhos

A conservação dessas células é um procedimento que tem como objetivo assegurar um conteúdo  de alto valor genético para futuras utilizações médicas. E assim,  elas são recuperadas no momento do nascimento e  são armazenadas para fins terapêuticos, já  que contêm material que é geneticamente  idêntico ao do bebê, e é de grande valor para futuros problemas de saúde.

É uma decisão que requer uma avaliação antes do momento do parto, que é o único dia onde você pode obter essas células, porque o cordão umbilical logo é descartado após o nascimento. Através de procedimentos avançados é possível coletar o sangue do cordão umbilical e preservá-lo com métodos inovadores sob  decisão dos pais.

Dependendo do grau  de compatibilidade do bebê com outros membros da família, essas células podem também ser utilizadas em procedimentos médicos com outras pessoas de filiação sanguínea. Do mesmo jeito, elas podem ser doadas para as pessoa que tenham compatibilidades de acordo com a necessidade terapêutica.

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Por que preservar as células-tronco?

A conservação das células-tronco no momento do nascimento é um processo que também tem causado alguma controvérsia, devido à natureza deste. A manipulação artificial deste elemento é aceita por muitos, mas rejeitada por outros.

Em ambos os casos, se pode estabelecer a necessidade de preservação da saúde e da vida,  o que é uma decisão dos pais que tem grande alcance. A transcendência desta ação merece que seja avaliada com cuidado, mas para quem não está  totalmente convencido desta questão, não existe obrigação nenhuma de proceder com isto.

Para aqueles pais que estão considerando esta opção ou querem se informar, vamos explicar quais são os benefícios da recuperação e conservação das células-tronco.

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• Umas das qualidades muito valiosas que possuem essas células é produzir e renovar outras que são especializadas; seu conteúdo é semelhante ao da medula óssea, o qual lhe confere  uma utilidade quase ilimitada. Da mesma forma, os elementos que podem ser renovados podem parar  sangramentos, regenerar o sistema imunológico e até  toda a medula óssea

A aplicação destes procedimentos podem ser realizados quando alguma doença  degenera o sistema,  também quando acontecem acidentes toxicológicos ou para tratamentos de quimioterapia e de radioterapia. De acordo com a descoberta de novas propriedades, as células tronco também podem regenerar células do pâncreas, coração, fígado, cérebro, etc…

• Como essas células têm absoluta compatibilidade com a criança, no futuro elas podem ser usadas sem risco de que haja alguma rejeição. Neste sentido, de alguma forma,  se garante uma infinidade  de tratamentos para combater doenças muito diferentes entre si.

• A conservação desta substância é uma decisão importante que os pais devem tomar com antecedência, pois torna-se um investimento na saúde de seus filhos para os anos posteriores. De qualquer forma, é uma determinação que cada família tem autonomia para decidir e até mesmo optar por recusar.

As principais doenças que podem ser tratadas com as células-tronco

O transplante de células-tronco tem sido bem sucedido em casos de pacientes com diferentes patologias. Além disso numerosos estudos têm revelado que são eficazes em tratamentos para os casos de osteoporose, leucemias, anemia, linfomas e muitos mais.

Do mesmo modo, elas têm sido úteis no tratamento de doenças autoimunes e hematológicas hereditárias. Outras doenças que são vulneráveis para a aplicação do presente processo são:

• Câncer de  mama, ovário, testículo, pulmão e da pele

• Infarto do miocárdio

 Parkinson

 Tumores cerebrais primários

• AIDS

• Alzheimer

Diabetes

• Artrite reumatoide

Elas são também eficazes na regeneração de tecidos e  terapias  genéticas. Embora até agora só se pode falar de casos comprovados; em investigações atuais se tem gerado grandes expectativas sobre  sua aplicação terapêutica em doenças que ainda não foram estudadas.

Da mesma forma, assegura-se que não há necessidade de investir grandes somas de dinheiro em células de um doador, o que também implica no risco de incompatibilidade.