O cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê

· 22 de janeiro de 2019
Segundo as estatísticas, uma em cada três crianças nasce com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Certamente, você deve estar se perguntando se essa condição representa um perigo para o bebê. Por isso, a seguir, vamos te contar o que deve ser feito nesse caso.

O cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê é uma condição bastante comum, mas que despertou inúmeros mitos sobre as complicações que isso pode trazer para o parto e a vida do bebê.

Logicamente, todas as ações para controlar esse incidente estão nas mãos de médicos, enfermeiras e parteiras. Não há nada específico que a mãe possa fazer para evitar essa condição.

Tanto é assim que muitas mães só são informadas de que seus bebês estavam com o cordão umbilical enrolado no pescoço após o parto. Cerca de 40% dos casos são detectados no momento do nascimento.

Cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê

O cordão umbilical pode ficar enrolado no feto durante qualquer momento da gravidez e em qualquer parte do corpo do bebê. De fato, também é muito comum que se enrole em seus braços ou pernas.

Mas quais são as principais causas pelas quais isso acontece?

Causas principais

  • Se o cordão umbilical for extremamente longo: alguns podem chegar a medir até 55 centímetros de comprimento.
  • Como consequência dos movimentos do feto dentro do ventre materno.
  • Quando a mãe tem excesso de líquido amniótico na barriga. Nessa situação, o bebê tende a se mover mais, o que pode fazer com que a cordão se enrole acidentalmente.
Bebê no útero

Procedimentos no parto para desenrolar o cordão umbilical

A única maneira de desenrolar o cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê é durante o parto.  É importante esclarecer que, se isso ocorrer, não é uma causa direta para fazer uma cesárea. Existem pelo menos três técnicas para resolver essa questão.

O procedimento mais simples e mais comum, que é feito em 90% dos casos, é o médico esperar que a cabeça do bebê saia pelo canal vaginal e, imediatamente, pegar o cordão e deslizá-lo sobre a cabeça. Assim, ele vai conseguir a sua liberação.

Este procedimento é simples por dois motivos: o primeiro é que a maioria dos cordões fica bem solta, sem apertar o pescoço do bebê. O segundo é que eles têm uma consistência tão gelatinosa que deslizam facilmente.

O segundo tipo de procedimento se destina a 9% dos casos. O médico espera que a criança saia completamente e a mantém bem próximo da virilha da mãe. Ali mesmo, vira um pouco a criança, fazendo com que o cordão deslize sobre o seu corpo. Essa técnica é chamada de ‘a virada do gato’.

Último recurso

O último tipo de procedimento ocorre apenas em 1% dos casos e é o que mais assusta os pais. Ele contribuiu para manter os mitos sobre o perigo do cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê.

Se o médico detectar que o cordão está irremediavelmente apertado no pescoço e comprometendo os níveis de oxigênio do feto, então vai cortar o cordão dentro da vagina. Ele vai fazer isso inserindo dois ganchos e, em seguida, a tesoura para cortar com muito cuidado e liberar a criança.

Mitos ligados a esse assunto

Há muitos mitos sobre os possíveis perigos que o bebê enfrenta se o cordão umbilical estiver enrolado no pescoço ou nos membros.

Apenas em 1% dos casos as crianças apresentam algum tipo de pressão que pode vir a dificultar o processo de parto. No entanto, isso não compromete a sua vida de forma alguma. Também não leva à realização de uma cesárea.

Bebê com seu cordão umbilical cortado

Assim, conforme explicado nas seções anteriores, os três níveis de dificuldade para desenrolar o cordão umbilical nas crianças podem ser resolvidos de forma eficiente pelos especialistas.

Podem ocorrer porque o problema foi detectado mais cedo nos exames durante a gravidez ou porque o emaranhado aconteceu nos últimos movimentos giratórios do feto.

“O cordão umbilical pode ficar enrolado no feto durante qualquer momento da gravidez e em qualquer parte do corpo do bebê”

O fato de uma criança apresentar o cordão umbilical enrolado no seu corpo não representa um perigo maior para a sua saúde ou para a sua vida. Essa condição é absolutamente recorrente nas salas de parto. Portanto, os especialistas são plenamente capacitados para resolvê-la.

Por fim, uma última recomendação para os pais é não se deixar levar por informações perturbadoras. Em vez disso, eles devem verificar as informações mais atualizadas e precisas sobre o assunto.