O que é a cesárea humanizada

· 31 de dezembro de 2018
Cada parto é um momento único e irrepetível: mamãe e seu bebê finalmente têm a oportunidade de entrar em contato, pele com pele, de se reconhecer depois de tantos meses de espera.

Você vai realizar uma cesárea? Isso não é motivo para estragar o encanto do primeiro encontro. Conheça o que é a cesárea humanizada.

Se até há alguns anos atrás as mães, que eram submetidas a uma cirurgia para dar à luz, eram separadas de seus filhos, hoje as coisas mudaram bastante graças à cesárea humanizada, que respeita o direito dos dois lados de estarem juntos.

Toda mulher fica ansiosa para aproveitar a maternidade desde o momento do nascimento. Isto é exatamente o que se permite nos centros hospitalares onde se tem humanizado esse procedimento cirúrgico.

O objetivo é assegurar o bem-estar tanto da parturiente como do bebê, que poderá ser amamentado durante a primeira meia hora depois de seu nascimento.

Se você vai se submeter a uma cesariana e se não fica impressionada em assistir a operação, pode pedir que a cortina não seja um impedimento para ver o nascimento. Dessa forma, você poderá acompanhar esse momento inesquecível.

Verifique a possibilidade de estar menos sedada: muitas mães, cujos filhos são mostrados na sala de parto, depois não se lembram de nada por causa dos efeitos da anestesia.

Você deve ficar com um dos braços livre da guia venosa para que possa abraçar a seu filhinho (que eles o coloquem sobre o peito próximo ao seu coração). Assim, ele se sentirá protegido.

Este novo procedimento já é utilizado em muitos países há vários anos. Exemplo disso, é o programa de cesarianas humanizadas que desde 2016 é utilizada no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário Infanta Elena de Valdemoro, em Madri.

Atualmente, centenas de mulheres são submetidas a cesarianas para dar a luz a seus bebês. Infelizmente, mesmo nos dias de hoje, muitas mães são separadas de seus filhos após o nascimento.

É importante que a mamãe não fique sozinha na cesariana

cesárea humanizada

O ideal é que o pai presencie a chegada de seu filho a este mundo. No entanto, não sendo possível, deve ser permitido que uma pessoa da família acompanhe a mamãe para que não se sinta sozinha. Isso contribui para que seu nível de estresse diminua.

Foi comprovado que as mulheres submetidas a cesariana são mais propensas a sofrer de depressão pós-parto.

O contato pele a pele, antes de levar o recém-nascido para ser limpo e examinado, regula a temperatura e o ritmo cardíaco do bebê, que para de chorar ao escutar a voz da mamãe, quem também se sentirá feliz e tranquila.

Muitas vezes, pelas condições físicas da mãe, o médico determinará se a cesárea é iminente. Mas, como a cesárea humanizada é um procedimento programado, o parto pode ser melhor organizado.

Se, inesperadamente, o obstetra anuncia a cirurgia e não há tempo para preparar o procedimento para uma cesárea humanizada, ainda é possível que se possa conseguir com que o nascimento seja mais atencioso.

Um direito concedido por lei 

cesárea humanizada

Na Espanha, existe uma rede de mulheres e profissionais que disponibilizaram para as mães material audiovisual e artigos científicos atualizados.

Trata-se da Associação de Usuárias e Profissionais dos Serviços de Saúde Materno Infantil “O Parto é Nosso”. Seu objetivo é oferecer apoio psicológico e legal a mulheres que tenham passado por cesarianas e partos traumáticos.

Ao que você tem direito:

  • Conhecer toda a informação sobre a finalidade e a natureza de cada intervenção, seus riscos e suas consequências.
    • As intervenções devem ser aceitas pela parturiente. A ausência de consentimento informado é em si um dano moral indenizável. Trata-se do direito a decidir sobre a própria saúde e o próprio corpo.
  • O direito a escolher o tipo de atenção que as mulheres desejam pode ser visto em um documento conhecido como Plano de Parto. Este deve ser apresentado no hospital com antecedência para sua incorporação ao histórico médico.
  • Ainda que a presença de um acompanhante, durante a dilatação e o parto, não conste na carta de direitos dos pacientes, a Organização Mundial de Saúde (OMS) contempla essa possibilidade, tendo em vista o bem-estar psicológico da mãe (reconhecido durante a Conferência de Pequim).
  • Seus direitos e os de seu bebê, estão contemplados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Prepare-se para conhecer seu bebê rapidamente, sem dúvida será o momento mais especial de sua vida.