Crianças não vacinadas podem não ser atendidas por pediatras

6 de setembro de 2018
A questão das vacinas é bastante controversa, embora a maioria esteja de acordo. Mas você sabia que crianças não vacinadas podem não ser atendidas por pediatras? Confira mais sobre esse assunto a seguir.

Para os especialistas, é muito importante evitar epidemias em crianças, por isso as vacinas são obrigatórias. No entanto, muitos pais se declararam “anti-vacina” afirmando que o remédio é pior que a doença.

De qualquer maneira, ações específicas foram consideradas por causa da importância desse procedimento preventivo. Por essa razão, a Academia Americana de Pediatria decidiu apoiar os pediatras que se recusam a atender crianças que não foram vacinadas. Os especialistas resolveram aderir a esse tipo de posição porque sem as vacinas as crianças estão expostas a muitos riscos.

Para a maioria das pessoas, as vacinas são muito importantes porque servem para prevenir de doenças graves ou potencialmente fatais. Um bom controle de vacinas leva a uma boa avaliação nas consultas pediátricas. Além disso, ter a certeza de que o filho está saudável é muito importante para os pais.

Levando isso em consideração é bom estar informado sobre as vantagens de tomar vacinas. Numa sociedade como a nossa, que vive em constante movimento, a prevenção é muito importante. Mesmo os pais que têm medo de vacinar seus filhos por receio dos possíveis efeitos colaterais, escolheram essa opção. No entanto, eles não têm nenhuma garantia de que a propagação de doenças graves não possa ocorrer.

Outro risco para as crianças não vacinadas

A cada ano, aumenta o número de pais que não vacinam seus filhos. Por essa razão, foi tomada uma série de medidas um tanto quanto polêmicas, mas oficialmente aceitas. Apesar de o risco de não vacinar as crianças seja responsabilidade dos pais, essa decisão expõe também outras crianças. Especialistas acreditam que os pais antivacinas poderiam ser responsáveis por epidemias infantis.

crianças não vacinadas

Além do risco de essas crianças serem infectadas por doenças que poderiam ser evitadas, elas também sofrem outra ameaça. Com o objetivo de educar os pais sobre as vacinas, os pediatras têm aprovação de não atendê-los em suas consultas. Algum tempo atrás, a Austrália tinha impedido essas famílias de receberem benefícios fiscais como medida de pressão.

Hoje em dia, a Academia Americana de Pediatria apoia a medida de não atender crianças não vacinada depois de seus pais já terem sidos orientados. Ou seja, é uma tentativa de conscientizar os pais relutantes. Se eles não assumirem essa responsabilidade, seus filhos serão omitidos do programa de saúde social.

Vale destacar que é muito perigoso um pediatra atender uma criança que não foi vacinada. É um grande risco tanto para o médico quanto para a criança que não está imunizada. Além disso, também coloca-se em risco outras crianças que frequentarão o mesmo consultório.

Alguns bebês não foram vacinados por várias razões que não estão relacionados com a recusa dos pais. Eles correm o risco de serem infectados com uma doença por falta de imunização mesmo que não tenha sido uma decisão deliberada. É importante que os pais esclareçam todas as dúvidas antes de tomar a iniciativa de não vacinar seus filhos.

Por que há tantas crianças não vacinadas?

crianças não vacinadas

Nos Estados Unidos, 75% dos pais acreditam que as vacinas não são importantes. Em 1998, o Dr. Andrew Wakefield publicou um artigo na revista The Lancet depreciando o uso de vacinas. Esse artigo falava sobre uma suposta exposição ao transtorno autista por causa da vacina tríplice viral. Depois de tal afirmação, não foi difícil ver por que muitos pais ficaram preocupados com a situação e por isso decidiram não vacinar mais seus filhos.

Ao longo dos anos, esse artigo foi desmentido por uma pesquisa que revelou a falsidade do anúncio de Andrew. Embora isso tenha levado ao fim da carreira desse médico, deixou consequências na opinião pública. Ainda há a tentativa de convencer os pais a mudarem de opinião através de aconselhamento especializado. A Associação Espanhola de Pediatria afirma que prefere conscientizar as pessoas, em vez de intimidar, e por isso criou o Comitê Consultor de Vacinas e o colocou à disposição da população.