Crianças vacinadas, crianças protegidas

10 de agosto de 2018
Estamos no século XXI, o momento que nos venderam como a modernidade. Agora a maioria das pessoas - em teoria - sabe que as vacinas são benéficas e que crianças vacinadas são crianças protegidas.

Isso, digamos, é o que pensa a maioria das pessoas. Que se nos vacinamos, seja quando crianças ou adultos, estamos nos protegendo de doenças, inclusive da morte. Um artigo da BBC de Londres diz que a imunização de crianças entre seis meses e dois anos de idade reduziria a gripe na população geral entre 11% e 35%, de acordo com o tipo de vírus.

Ainda acrescenta que se forem incluídas as crianças a partir de cinco anos de idade, reduziria a influenza tipo A em até 38%. Assim como a influenza tipo B em até 69%. No entanto, esse mesmo artigo mostra que, em certas partes dos Estados Unidos, tais como Manhattan, Nova York, e na Europa, existem comunidades cujos membros, apesar de serem de classes abastadas, têm deixado de vacinar seus filhos. E fazem isso porque acreditam em certos mitos.

Mitos das vacinas

Vamos ao princípio. O que é uma vacina? De acordo com a OMS, entende-se por vacina qualquer preparação destinada a gerar imunidade contra uma doença estimulando a produção de anticorpos.

Essa preparação pode se tratar, por exemplo, de uma suspensão de micro-organismos mortos ou atenuados. Ou ainda de produtos ou derivados de micro-organismos. O método mais comum para a administração de vacinas é a injeção. Apesar disso, há algumas que são administradas com um pulverizador nasal ou por via oral.

Embora, supostamente, no século XXI a maioria dos habitantes do planeta deveriam ser vacinados, muitos não vacinam seus filhos. E o motivo não é nem sequer falta de dinheiro, mas falta de informação. Há quem acredite que as melhores condições de higiene e saneamento farão as doenças desaparecer; de modo que as vacinas não são necessárias.

as vacinas

A OMS responde através de um artigo que isso é falso. A razão é esta: as doenças para as quais temos vacinas voltariam a aparecer se os programas de vacinação fossem interrompidos. Enquanto uma melhor higiene, a lavagem das mãos e a água potável contribuem para proteger as pessoas contra doenças infecciosas, muitas infecções podem se espalhar independentemente da higiene que mantemos.

Vacinação é proteção

Se as pessoas não estivessem sendo vacinadas, algumas doenças que se tornaram pouco comuns, tais como a poliomielite e o sarampo, reapareceriam rapidamente. Também tem se difundido em muitas comunidades que as vacinas carregam alguns efeitos secundários prejudiciais e de longo prazo que ainda não são conhecidos. Mais ainda, consideram que a vacinação pode ser mortal. Essa teoria é absolutamente falsa, reitera a organização de onde extraímos vários argumentos.

As vacinas são muito seguras, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. A maioria das reações são geralmente leves e temporárias, por exemplo um braço dolorido ou febre leve. Os transtornos de saúde graves, que são extremamente raros, são objetos de monitoramento e pesquisa. É mais provável sofrer um transtorno grave por uma doença que se pode prevenir através da vacinação do que por uma vacina.

No caso da poliomielite, a doença pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças que podem ser prevenidas através da vacinação podem ser, inclusive, mortais.

Embora apenas um único caso de doença grave ou morte por vacinas já seja muito, os benefícios da vacinação compensam amplamente o risco, uma vez que sem as vacinas ocorreriam muitas doenças e mortes.

“Estima-se que através da imunização sejam prevenidas 2,5 milhões de mortes de crianças a cada ano.”

-Organização Mundial da Saúde (OMS) –

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O autismo e as vacinas

Durante alguns anos, foi divulgada a falsa crença de que as vacinas causam autismo. De acordo com o que a OMS pode determinar, o estudo de 1998 que levantou preocupações acerca de um possível vínculo entre a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, de um lado, e o autismo, de outro, continha graves irregularidades, de modo que a publicação realizada foi retirada.

Infelizmente, a divulgação despertou temores que provocaram uma diminuição nas taxas de imunização e subsequentes surtos destas doenças. Entretanto, não existem evidências científicas de uma relação entre essa vacina e o autismo ou transtornos autistas.

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