O descolamento da placenta durante a gravidez

· 4 de março de 2019
O descolamento da placenta durante a gravidez é considerado uma das complicações mais delicadas. Saiba mais sobre esse problema abaixo.

O descolamento da placenta é uma condição séria, que ocorre quando esta se separa da parede do útero antes do final do ciclo gravídico. A placenta é responsável por suprir o bebê com oxigênio e nutrientes da comida através do cordão umbilical. Se o descolamento for considerável, pode envolver um risco terrível para a vida do bebê.

Essa condição delicada é geralmente sofrida por uma porcentagem muito baixa da população total de mulheres grávidas, fala-se em apenas de 5%. Acontece também o fato de que muitas mulheres que apresentam essa condição sofrem apenas os efeitos de um descolamento parcial, no qual apenas uma pequena parte da placenta se separa da parede do útero.

Para você saber mais sobre esse grave problema, detalhamos abaixo cada aspecto relacionado ao descolamento da placenta durante a gravidez.

O descolamento da placenta durante a gravidez

Primeiro, é necessário explicar o que é a placenta e quais são suas funções. A placenta é um saco ou uma bolsa que se liga ao útero. Além das funções citadas acima, é responsável pela produção de um grupo de hormônios que estão ligados à gravidez, como progesterona, estrogênio e gonadotrofina coriônica.

A placenta se liga ao útero através de múltiplos vasos sanguíneos. Quando se desprende, produz uma hemorragia ou sangramento e, evidentemente, dor devido à ruptura desses vasos.

No entanto, nem todo deslocamento da placenta, ou abruptio placentae, como é chamada em termos médicos, têm o mesmo grau de separação. Na obstetrícia, três tipos de graus são conhecidos.

Graus de descolamento da placenta

Existem três graus para determinar o tipo de deslocamento placentário que a mãe sofreu. Eles estão descritos abaixo:

Grau 1 ou descolamento leve

Os sintomas do primeiro grau de descolamento da placenta são sangramento baixo e pouca ou nenhuma contração. Esse grau de descolamento não representa um perigo real para o feto. Mas recomenda-se que a mãe siga um tratamento indicado pelo especialista e descanse.

mulher com a mão na barriga de grávida

Grau 2 ou descolamento moderado

Quando uma mulher grávida tem um descolamento de segundo grau, os sintomas se intensificam, há fortes sangramentos e contrações. 

Esses sintomas, além disso, começam a afetar a saúde do bebê, pois apresenta alterações no ritmo cardíaco. É importante esclarecer que, se isso ocorrer entre as 24 e 34 semanas de gestação, a paciente deverá ser internada.

Grau 3 ou descolamento profundo

Nesses casos, fala-se do total descolamento da placenta. Por isso, a mãe deve ser submetida a uma cesárea de emergência imediatamente.

Devido à abundância de sangramento, é costume realizar uma transfusão de sangue na mulher grávida. Além disso, pode ser critério do médico também realizar uma histerectomia.

Fatores que podem causar o descolamento da placenta

O descolamento placentário não é uma patologia muito comum e os fatores que afetam seu desenvolvimento também não são muito claros. Evidentemente, um traumatismo pode causar o rompimento placentário. Mas entre as causas que podem afetá-lo, também temos:

  • Tabagismo.
  • Gravidez múltipla.
  • Histórico de descolamento em gestações anteriores.
  • Diabetes.
  • Mulheres grávidas com mais de quarenta anos.
  • Infecções no útero.
  • Se a mulher possui mais líquido amniótico do que a média.
  • O consumo de drogas como cocaína.
  • Hipertensão arterial.

A placenta se liga ao útero através de múltiplos vasos sanguíneos. Quando ela se descola, produz hemorragia ou sangramento e, claro, dor.

Consequências no organismo da mãe devido ao deslocamento

Os efeitos no organismo da mãe são problemas de coagulação, além de fraqueza devido à abundante perda de sangue, o que levará a transfusões e insuficiência renal ou cardíaca. Em casos graves, uma histerectomia deverá ser realizada.

feto no útero

Consequências no feto devido ao descolamento

No corpo do feto, os efeitos do descolamento são apresentados como falta de oxigênio, palpitações aumentadas, nascimento prematuro e crescimento abaixo do normal devido a não ter recebido corretamente os nutrientes dos alimentos.

Como dados finais, você deve saber que, na maioria dos casos, essa condição pode ocorrer de forma aleatória. No entanto, é possível reduzir os riscos ao procurar ter uma gravidez saudável e realizando os exames adequados com seu obstetra.

  • Souza, E., & Camano, L. (2006). Descolamento prematuro da placenta. Revista Da Associação Médica Brasileira. https://doi.org/10.1590/S0104-42302006000300008