Descubra tudo sobre a mastite: causas, sintomas e tratamento

26 Outubro, 2017

Quando estamos dando de mamar pode acontecer que, de repente, sentirmos um nódulo em um dos canais do leite. Mais tarde começamos a sentir certo mal-estar, parecido com o da gripe.

Se isso acontecer podemos estar diante de um caso de mastite. Na verdade, essa é uma pequena inflamação que acontece com muitas mulheres. Acredita-se que uma em cada vinte mulheres pode apresentar essa infecção durante o aleitamento materno. Mas do que se trata essa infecção?

A seguir vamos ver o que é a mastite.

O que é a mastite?

Trata-se de uma infecção mamária que geralmente atinge  as mulheres durante a amamentação.

Assim como mencionamos anteriormente, essa infecção acontece porque um dos canais do leite fica obstruído, impedindo o fluxo normal do líquido. Por sua vez, isso desencadeia uma série de desconfortos que são o que finalmente evidencia, que se trata de um processo infeccioso. 

Basicamente, pode-se dizer que quando o líquido não flui corretamente pelo seio no momento da amamentação, ou se o seio não esvazia por completo, ocorre a mastite.

Os microrganismos se acumulam no canal e o infectam, o que atinge diretamente o tecido do ducto lactífero, provocando assim a inflamação que pode ser vista a olho nu.

Causas mais comuns

Além da obstrução do ducto (estase láctea), outra das causas da mastite são as rachaduras no mamilo. Essas pequenas feridas – que muitas vezes são inevitáveis ao amamentar o bebê – são o lugar ideal para que as bactérias invadam o tecido mamário.

O que acontece é que essas bactérias se alojam nos mamilos, nas pequenas rachaduras da pele, e pioram a infecção. Para evitar isso, as mães devem aprender a evitar essas lesões e esvaziar os seios corretamente.

No entanto, essa informação nos leva à seguinte pergunta: As mulheres que não amamentam podem sofrer essa incômoda infecção? A resposta é SIM.

mãe apalpando o seio no consultório médico

O que acontece quando as mães não amamentam?

As mães que não amamentam seus bebês têm complicações maiores nos seus seios, porque a quantidade de líquido armazenado costuma ser excessiva. Quando a acumulação de leite é duradoura pode causar a infecção.

Por isso é muito importante que as mulheres que estão no período do aleitamento esvaziem seus seios de forma correta e contínua, evitando a acumulação desnecessária. Ambos os grupos, tanto as que amamentam diretamente seus filhos, quanto as que não o fazem.

Como já se mencionou, até mesmo as mães que amamentam regularmente seus filhos devem ter um controle sobre o fluxo de leite e o cuidado com os seios. Além disso, as mulheres que apresentam baixos níveis de defesa do corpo são muito mais propensas a sofrer essa infecção.

Sintomas comuns da mastite

  1. Inflamação. Trata-se de um inchaço incômodo e nítido em um dos seios.
  2. Mal estar geral. Sensação de fadiga, estado de desânimo, e/ou febre. A intensidade desses sintomas vai depender do estado do organismo e da evolução da infecção.

Nos casos mais graves de mastite é possível sentir calafrios, tremores, e muito cansaço.

Como podemos observar, essa é a sintomatologia comum de qualquer processo infeccioso leve presente no corpo humano. Frente a um sistema imunológico forte a infecção vai durar apenas alguns dias, mas se não for tratada pode se prolongar por semanas.

mãe segurando o dedo do bebê enquanto o amamenta

Tratamento 

O tratamento para a mastite é muito simples quando o caso é de leve a moderado.

  • Aplicar compressas de água quente. Isso pode aliviar consideravelmente a dor nos seios atingidos pela inflamação. Essa ação pode ser realizada nas primeiras horas, e nos primeiros dias do processo infeccioso.
  • Se no decorrer dos primeiros dias o mal estar aumentar o ideal é consultar um médico, para que ele receite os antibióticos e os analgésicos adequados. A automedicação não é uma opção quando amamentamos.

Devemos amamentar quando estamos com mastite?

A resposta é sim. De fato, uma coisa que pode ajudar a eliminar a mastite é esvaziar os seios. Ao garantir que o fluido do alimento para o bebê tenha saída, também garantimos que os canais dos seios não vão ficar obstruídos e não provocarão complicações.

Se a mordida e a sucção do bebê provocarem muita dor podemos usar aparelhos que nos ajudem a extrair o leite dos seios. Trata-se de aparelhos desenvolvidos para retirar o líquido dos seios e armazená-lo em uma mamadeira ou outro recipiente. Assim que o seio estiver completamente vazio, podemos usar a mamadeira para alimentar o bebê sem maiores problemas.

A mastite afeta a mãe, não o bebê. Portanto não devemos nos preocupar com a possibilidade de que o bebê “se contagie” com a mastite.

Outros dados interessantes

  • A mastite é muito mais frequente em mulheres com menos de 30 anos, com gravidez precoce.
  • Também ocorre em mulheres que dão à luz com mais de 50 – e até mesmo 60 – anos de idade. Estes são considerados casos extraordinários.
  • Segundo os especialistas, esse processo infeccioso também ocorre com maior facilidade durante as primeiras 12 semanas da amamentação. Esse tipo da infecção é chamada de mastite pós-parto.

É preciso ter cuidado quando a infecção evolui e são formados abcessos médios ou grandes. Se for esse seu caso, você deve se consultar com um médico, que vai indicar a realização de alguns exames para descartar a possibilidade de um câncer de mama, ou a presença de um tumor.

Felizmente a mastite tem cura. Com um bom controle e um acompanhamento adequado, tudo vai voltar à normalidade.