O desenvolvimento do feto: as suas fases e os fatores influenciadores

· 6 de fevereiro de 2018
O desenvolvimento do feto começa desde a oitava semana de gravidez, quando começa a se formar o seu corpo. É um período de mudanças tanto para o bebê quanto para a mãe.

O embrião se torna feto na oitava semana dentro do ventre materno. Nessa fase do desenvolvimento, o feto já mede aproximadamente um centímetro e meio e seu peso não chega a um grama. Apesar de ele ter quase o tamanho de um feijão, já realiza movimentos. É lógico que eles ainda são imperceptíveis para a mãe. Durante esse período do desenvolvimento do feto, começam a se formar os traços faciais e as extremidades. Os lábios, as pálpebras, o nariz e as orelhas se encontram no início da formação, da mesma maneira que os dedinhos das mãos e dos pés.

Quanto à estrutura ósseo-muscular, pode-se ver através da pele os ossos que começam a se formar, embora ainda sejam cartilagens. Simultaneamente, o coração e o fígado funcionam e continuam se desenvolvendo.

Depois disso, e já com o formato definitivo de feto, ele vai se desenvolver semana a semana até alcançar o momento de conhecer o mundo que o espera.

Quais mudanças a mãe atravessa durante o desenvolvimento do feto?

Alguns sintomas que a grávida pode apresentar nessa fase são:

  • Incômodos ou fisgadas na região da barriga, isso porque o feto aumenta seu tamanho.
  • Ganho de peso, pelo mesmo motivo.
  • Aumento do tamanho dos seios. Isso acontece por causa da ampliação dos dutos secretores do leite materno.
  • Náuseas e vômitos.
  • Nariz mais sensível. Isso pode gerar vômitos, ao sentir aversão a determinados alimentos ou odores desagradáveis.
  • Cansaço. O corpo está trabalhando vigorosamente para gestar outra pessoa em seu interior. Isso pode causar muita fatiga, além de piora no descanso por causa de algum dos sintomas mencionados anteriormente ou por causa dos nervos.

Fatores que podem alterar o desenvolvimento do feto

O principal, ou, pelo menos, um dos mais importantes, é a alimentação da mãe. Vários alimentos podem gerar mudanças no comportamento do feto. Geralmente, dizem que os doces induzem a um maior movimento do feto.

Por isso é fundamental que a mulher siga uma dieta saudável e equilibrada ao longo de toda a gravidez. E isso não significa “comer por dois”, pelo contrário, quer dizer ingerir as proteínas, vitaminas e outros nutrientes que ambos vão precisar ao longo da fase de gestação. Além disso, é importante evitar hábitos pouco saudáveis como fumar ou ingerir bebidas alcoólicas.

Por um lado, se você sofre de alguma doença alimentar, como colesterol, diarreia ou diabetes, você deverá atender a determinados cuidados específicos. Consulte-se com um médico diante da primeira complicação que se apresentar, evitando problemas maiores no futuro.

Por outro, um estudo publicado no periódico científico American Journal of Obstetrics and Gynecology confirma o que muitos já afirmaram até o momento: o exercício físico durante a gestação é seguro e pode beneficiar tanto a mãe quanto o bebê.

“A atividade aeróbica de intensidade moderada é a mais recomendada durante a gravidez. Essa inclui nadar e caminhar a passos leves. Além disso, os especialistas também costumam recomendar atividades de lazer como a jardinagem”

De qualquer forma, sempre é melhor se consultar com um especialista para escolher o tipo de exercícios para fazer.

Além disso, é muito importante que você faça ultrassonografias periódicas para se certificar de que tudo anda bem. Com as ultrassonografias podemos ver o bebê, escutar seu coração e verificar seu crescimento. São muito importantes para o controle e o monitoramento da gravidez.

A quais sinais devemos prestar atenção durante o desenvolvimento do feto

De acordo com a rede de hospitais e médicos Sutter Health, é importante que a mãe faça uma consulta com seu médico de confiança diante do aparecimento de qualquer dos seguintes sintomas:

  • Visão turva, pontos ou rajadas de luz, com ou sem dor de cabeça.
  • Uma área dolorida quente e avermelhada na panturrilha ou atrás do joelho.
  • Dor ou queimação na hora de urinar ou urina com frequência incomum.
  • Febre de 38º Celsius ou mais alta por mais de vinte e quatro horas.
  • Uma súbita dor forte e contínua ou cólicas na parte inferior do abdômen.
  • Sangramento ou vagina manchada.
  • Lesão no seu estômago.
  • Um súbito inchaço grave das mãos, dos pés ou do rosto.
  • Chagas ou bolhas na região vaginal (possivelmente herpes).
  • Sintomas de infecção vaginal, coceira, ardência e aumento anormal da evacuação.
  • Ter se envolvido em um acidente de carro.
  • Fluxo contínuo de pequena quantidade de líquido proveniente da vagina, ou água continuamente jorrando da vagina.
  • Náuseas, diarreia ou vômitos por mais de vinte e quatro horas.

Em último caso, é relevante o fato de que o avanço da tecnologia permitiu a possibilidade de detecção de muitas complicações que o feto pode apresentar ao longo da gravidez, como diabetes ou espinha bífida. Outro ponto a favor do acompanhamento pré-natal.