Seios pequenos… menos leite?

26 de julho de 2017

Quando se fala de amamentar, ter os seios grandes não é garantia de que estes irão produzir mais leite; para este trabalho, ter os seios pequenos é irrelevante.

O tamanho da mama depende da quantidade de tecido gorduroso que contém, e este tecido não tem nada a ver com a quantidade de leite que produzirá, pois a produção de leite materno está relacionada com processos hormonais, cerebrais, psicológicos e sistêmicos e não com o tamanho dos seios.

Os hormônios se ativam quando o bebê nasce e cada vez que você os amamenta, estes são os encarregados de estimular as glândulas mamárias que se encontram em seus seios para que a secreção de leite seja empurrada para dentro dos condutores por trás do mamilo e da aréola. Assim, quando o bebê suga a mama, o leite chega à sua boca.

As mulheres com seios pequenos são perfeitamente capazes de produzir um fornecimento completo e saudável de leite materno para o bebê, uma vez que, não há nada como o que se preocupar já que a produção é feita por processos hormonais que eventualmente levam à quantidade de leite materno necessária ao bebê.

A resposta da pergunta é clara. O tamanho dos seios não influencia em nada a lactação materna. É evidente que o tamanho das mamas é diferente em cada mulher, porém a quantidade de leite que se produz não depende do tamanho dos seios, uma vez que as células produtoras e os condutores de leite são os mesmos em todas as mulheres. 

O fato de ter seios pequenos não importa: quanto mais leite o seu bebê demande, mais leite se produzirá

seios pequenos não atrapalham a amamentar

 Os seios ficam grandes à medida que vão se enchendo de leite, inclusive durante a gestação, quando as glândulas mamárias se preparam para a lactação. E a quantidade de leite que produz depende de como você amamenta seu bebê. Quanto mais amamentar, mais leite produzirá.

Sendo assim, a quantidade de leite que recebe a criança, vai depender sobretudo de suas próprias necessidades e demandas. Em condições normais, irá produzir a quantidade de leite que solicitar o bebê. Se o bebê continuar mamando, mais leite será produzido, enquanto se ele mamar pouco, a produção de leite se reduzirá, reduzindo ao mesmo tempo o tamanho dos seios.

Frequentemente os seios aumentam de tamanho e crescem durante duas semanas depois que o bebê nasce. É normal notá-los inchados, isso acontece porque estão se adaptando com a sucção constante, no entanto, se não observar as mudanças, não tem problemas, os processos internos estão em curso.

Se notar que os seios não crescem nem mudam durante a gestação e permanecem macios ou suaves nos primeiros dias depois do parto, poderá ter uma condição médica conhecida como hipoplasia ou insuficiência de tecido glandular; o melhor a fazer nesses casos é procurar um especialista.

Alguns fatores que condicionam a produção de leite 

Fica claro que o tamanho dos seios não importa, mas o que pode influenciar é o formato dos mamilos. Quando eles estão invertidos, existem técnicas específicas para estimulá-los com um processo fácil e indolor.

Alguns fatores que podem resultar em uma baixa produção de leite em algumas mulheres são: o uso de cigarros, procedimentos cirúrgicos recentes nos seios, uso de medicamentos contraceptivos e também algumas condições médicas. Se sua produção de leite a preocupa, fale com o seu médico ou com uma conselheira de lactação.

Também existe a possibilidade de após a realização de um implante de seios, tenha sido utilizada uma técnica para introduzir e assim, causado danos aos condutores dos mamilos, se for assim, não precisa se preocupar, porque com a ajuda de um especialista você poderá amamentar seu bebê.

Ter os seios pequenos não é um problema nem para a mãe, nem para o bebê, pois o tamanho dos seios não determina a capacidade de amamentar em nenhuma mulher, nem a quantidade ou qualidade do leite que se produz, ao contrário, em uma mama pequena o bebê poderá sugar com maior facilidade, o que em teoria, estaria melhor alimentado.

Amamente sem complexos, pois as mamas grandes somente representam quantidade de tecido gorduroso não de leite materno produzido, e nem de tecido mamário.