Desintegração familiar: modalidades e efeitos sobre as crianças

· 28 de janeiro de 2018

Os graves efeitos que a desintegração de uma família pode causar nos mais indefesos do núcleo familiar, isto é, as crianças são muitas vezes pouco conhecidos e subestimados. Mostraremos neste artigo as principais modalidades e consequências da desintegração familiar.

Na atualidade, a desintegração familiar é um problema que está realmente em evidência e ao qual não se presta a atenção necessária. É algo que vem acontecendo desde o começo da nossa história, mas que vem aumentando a passos largos, ano após ano. Apesar disso, na verdade, poucas pessoas têm conhecimento dos graves efeitos que a desintegração familiar pode causar nos mais indefesos do núcleo: as crianças.

No entanto, o conceito ainda não é conhecido em detalhe pela sociedade porque, mesmo que se tenha uma ideia geral, ainda é necessário se aprofundar no assunto. A desintegração familiar é quando se estabelece não apenas que os pais estão divorciados. Mas que, vivendo sob o mesmo teto, o conflito está constantemente presente, não se tem os mesmos objetivos e não são respeitadas as necessidades básicas de qualquer família (alimentação, carinho, afeto e educação).

Modalidades da desintegração familiar

Na sociedade atual, o conceito de desintegração pode ter várias particularidades e, com elas, dar lugar a diferentes versões. A seguir, vamos mostrar certas situações que podem acontecer no meio familiar.

desintegração familiar

Este, normalmente, é um sentimento passageiro que pode ser solucionado com demonstrações de amor e dedicação por parte dos progenitores. Dessa maneira, a criança vai poder continuar com sua vida normal sem que sua saúde mental seja muito afetada.

É lógico que, seja qual for o motivo, a criança vai sofrer em um primeiro momento, pois está com medo e se sente insegura em relação ao fato de que seus pais possam se separar definitivamente e que sua família nunca volte a ficar unida novamente.

  • Uma separação amistosa com custódia compartilhada. Esse é um caso não representa muita gravidade na maioria dos casos porque o negócio é formalizado com a aceitação de ambas as partes. Provocado por um desgaste da relação ou porque já não é mais como antes. Aparece aqui também o contexto de custódia compartilhada, fator pelo qual os traumas da criança se minimizam. Nesses casos, é possível inclusive que a criança não se sinta afetada porque a atenção dos pais em relação ao filho continua a mesma.
  • Separação pouco agradável e problemas em relação à custódia. No momento em que um dos membros fizer mal ao outro, em relação a mentiras ou infidelidade, e houver um julgamento para decidir a custódia, terá início uma situação indesejável e prejudicial para a criança.
  • Divórcio com violência familiar. Essa, sem dúvidas, é a situação mais grave. A criança passou por uma situação muito dramática com violência familiar envolvida. A violência pode ter sido sofrida pela mãe, pelo pai ou até mesmo pelos filhos. Viver esse horror durante parte da vida, acompanhado por gritos, insultos ou humilhações afeta gravemente a criança. Tanto que ela vai precisar de ajuda psicológica para superar o acontecimento e conseguir continuar com sua vida.

Quando isso acontece, é essencial evitar os insultos, a alienação parental e a manipulação dos filhos para tentar fazer com que se posicionem. Por mais mal que nosso companheiro tenha nos causado, não devemos colocar as crianças contra ele e muito menos utilizá-las no processo de divórcio.

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Efeitos da desintegração familiar sobre as crianças

O ideal seria optar pela proteção das crianças acima de tudo e tentar fazer com que essa situação as afete o menos possível. É preciso procurar fazer com que a relação com ambos os pais seja normal e com que a rotina não seja alterada, fatores essenciais.

De outra maneira, é provável que o problema de desintegração familiar afete de tal maneira as crianças que lhes cause danos quase irreversíveis, que vão se refletir nos seus comportamentos, como regressão infantil, problemas de sono, perda de apetite, estresse ou ansiedade, fracasso escolar ou reprodução de ações violentas.

“Em qualquer processo de separação, é essencial que as crianças fiquem bem”

Esses comportamentos, se não tratados a tempo, podem permanecer até a adolescência. Período no qual, o mais comum é o aparecimento do sentimento de ódio em relação aos pais, especialmente pela parte que as crianças considerarem mais culpada (mesmo que a culpa não exista realmente).

A desintegração familiar é um problema real. Nem sempre as coisas acabam bem em relação às questões envolvidas em um relacionamento. Mas o que é preciso tentar, acima de tudo, é não deixar afetar (ou reduzir ao máximo) o desenvolvimento das crianças, já que é uma situação que pode deixar marcas para a vida toda.