A detecção precoce da surdez infantil

· 6 de janeiro de 2018

Quando um bebê nasce, ele é submetido a inúmeros exames, um deles mede a capacidade auditiva. Esse exame deve ser feito antes que o bebê receba alta da maternidade ou, no máximo, durante o primeiro mês de vida.

Ouvir é fundamental para o desenvolvimento da linguagem, já que no começo ela se baseia na imitação dos sons até chegar à estrutura que chamamos comunicação.

Sem dúvidas, uma criança que não ouve bem terá dificuldade para falar e se comunicar. Isso vai afetar seu desenvolvimento emocional, social e escolar, segundo um artigo redigido pela Associação Espanhola de Pediatria (AEP).

A surdez infantil pode ser superada

Segundo dados da AEP, todos os anos na Espanha nascem aproximadamente 1.200 crianças com perda auditiva e 1.500 famílias são afetadas pela capacidade auditiva de alguns dos seus filhos.

Além disso, os pediatras responsáveis pela redação do texto afirmam que 80% dos casos de surdez infantil estão presentes no momento do nascimento e 95% das crianças surdas nascem em famílias sem antecedentes desse tipo de problema, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística e da Comissão para a detecção precoce de perda auditiva em recém-nascidos (CODEPEH) do ano 2000.

No entanto, com os programas de detecção precoce é possível diagnosticar com antecedência a surdez infantil. Isso permite iniciar o tratamento e o estímulo mais cedo, o que facilita o acesso da criança à linguagem oral e desenvolve suas capacidades de comunicação de forma adequada.

Exames para detectar a surdez

É importante ficar atenta aos exames

Artigos especializados em pediatria afirmam que existe um período crítico que vai desde o nascimento até o quarto ano de vida, em que o processo de aquisição da linguagem é produzido.

Por isso é tão importante realizar a triagem auditiva universal no recém-nascido; a idade média do diagnóstico é de 2 meses de vida.

Também é vital que você saiba que o teste que é feito na maternidade não permite ter um diagnóstico definitivo. E que apenas uma pequena parcela das crianças que não passam na triagem inicial realmente sofre de surdez.

Como detectar a surdez infantil de maneira correta

Se os resultados da triagem não forem normais, o melhor é consultar um especialista em audição que vai submeter a criança a outros exames como: a otoemissão acústica (OEA) e os potenciais evocados auditivos. Ambos são simples de serem feitos e não provocam nenhum mal.

O exame das otoemissões consiste em instalar no canal auditivo uma pequena sonda que emite sons e registra a resposta produzida numa parte do ouvido chamada cóclea.

Para realizar o exame dos potenciais auditivos, são colocados fones de ouvido que emitem sons e registram os sinais que chegam ao cérebro mediante sensores colocados no couro cabeludo.

“O maior legado de um pai para os seus filhos é um pouco do seu tempo todos os dias”

– Leon Battista Alberti, arquiteto

Alguns fatores de risco

Fatores de risco relacionados à surdez infantil

Algumas crianças são mais propensas a sofrer de problemas auditivos. Isso se deve a antecedentes hereditários ou outros problemas de saúde que afetaram sua audição, também pode ser devido a infecções ou medicações durante a gravidez.

Existem outras causas que podem provocar surdez como o fato de a criança ter nascido com pouco peso, prematura ou que tenha passado por problemas no parto.

Se você ache que seu filho pode ter problemas de audição, o melhor é consultar um especialista em otorrinolaringologia. Além disso, é imprescindível que você preste atenção na audição do seu filho durante toda a infância.

E também que o pediatra avalie qualquer perda de audição leve ou temporária durante a infância, para identificar e tratar sua causa. Isso vai ajudar a criança a evitar complicações durante seu crescimento.

Os pediatras também afirmam que a maioria das crianças ouve sem dificuldades quando nasce. Mas às vezes durante o crescimento pode apresentar perdas auditivas, que os pais normalmente identificam quando percebem a falta de resposta a alguns sons ou pelo atraso que mostram ao aprender a falar.

É fundamental que você saiba que a maioria dos problemas auditivos têm solução, sobretudo se forem tratados precocemente, o que evita problemas no desenvolvimento da linguagem e melhora da qualidade de vida da criança e da família em geral.