O teste do pezinho nos bebês

6 de agosto de 2017

Após o esperado nascimento do nosso bebê realizam-se uma série de exames. Estes fazem parte da rotina dos especialistas quando damos à luz em  um centro assistencial. Entre os exames que tem caráter preventivo e que tem como objetivo descartar algumas doenças no momento do nascimento, encontra-se o teste do pezinho.

Este teste chamado também de triagem neonatal é realizado entre as 24 e 72 horas de nascido. Tem como objetivo descartar doenças metabólicas que podem afetar o desenvolvimento de órgãos vitais.

Como é realizado o teste do pezinho?

Para realizar o teste do pezinho o médico efetua uma punção no calcanhar que vai permitir coletar uma amostra de sangue com uma lanceta. Após a picada, se faz um pouco de pressão na área para obter mais irrigação de sangue e assim poder coletar com maior facilidade a amostra.

Posteriormente, este sangue é  enviado ao laboratório que se encarregará de determinar se o recém-nascido tem alguma doença. Temos que ter em conta que se trata de um exame que é realizado de maneira superficial.

Com o teste do pezinho podem-se detectar mais de 19 doenças congênitas no recém-nascido.

Uma das vantagens que tem, é que na maioria das vezes os médicos o realizam no momento que permanecem na clínica (antes de que a mãe e o pequeno tenham a alta médica). De modo que as vezes, nem sequer os pais estão presentes nesse momento, simplesmente é um teste de rotina.

Além disso, o bebê não precisa de nenhuma preparação especial, sentirá um pouco de dor, que passará rapidamente. No caso que se forme um hematoma na área, uma solução eficaz é colocar compressas frias.

A importância do teste do pezinho

Embora não seja possível prevenir as doenças congênitas e metabólicas, o seu diagnóstico precoce fará a diferença na vida do pequeno, assim como para a família. Ao permitir que sejam tratadas, causando o menor tipo de risco possível na medida que vai se desenvolvendo.

Este teste permite descartar doenças metabólicas e também  que os especialistas possam a realizar diagnósticos oportunos que podem mudar a vida de um bebê.

O teste também conhecido como rastreio natal é de caráter preventivo e tem como finalidade detectar doenças como:

● Fenilcetonúria que é uma alteração genética que provoca problemas a nível neurológico.

● Hipotireoidismo, doença das glândulas tireoides, gerando uma produção insuficiente do hormônio tireóideo.

● Fibrose cística, mau funcionamento das glândulas endócrinas e que traz como consequência problemas pulmonares e do pâncreas.

●Transtornos metabólicos.

●Transtornos genéticos.

 

Além disso, algumas das consequências que podem ter por não receber o tratamento oportuno, após o teste do pezinho, são:

● Alterações no desenvolvimento cerebral dos bebês.

● Problemas em órgãos como o coração, fígado e rins, entre outros.

● Problemas para sua alimentação correta.

● Atraso mental.

●E em muitos casos até a morte do pequeno.

Qualidade de vida para o nosso bebê

Por essa razão, não devemos deixar passar qualquer exame que possa ajudar-nos a evitar consequências maiores. Temos que lembrar que a prevenção é o nosso maior aliado durante o crescimento do bebê.

Nos casos onde os resultados são positivos, deve-se solicitar ao especialista para repetir o teste. Isto para verificar que não se trata de um falso positivo.

Outros dos exames que são realizados rotineiramente durante os primeiros dias de nascido do bebê são: exames de sangue, audiometria e avaliações de cardiopatia congênita, entre outros.

O mais importante que os pais devem ter presente é que, submeter o recém-nascido à realização destes exames não é sinônimo de que esteja doente, ou que os médicos suspeitem da presença de alguma coisa errada. Senão, que faz parte de um protocolo estabelecido para descartar qualquer doença a tempo.

Quando se apresentam este tipo de situações, as mães costumam angustiar-se muito, mas é necessário manter a calma e procurar a assessoria dos médicos, aos quais corresponde indicar o tratamento. O objetivo é que o bebê possa se desenvolver de forma saudável, e que tanto a mãe como o pai se sintam seguros disso ao voltar com o bebê para casa.