Dicas para reforçar as defesas do seu filho

· 16 de maio de 2017

A primeira dica para reforçar as defesas do seu filho é cuidar da alimentação dele. A segunda é se encarregar de dar todas as vacinas que ele precisa. Esses dois conselhos servem para você travar uma boa batalha contra as doenças e os vírus.

As defesas constituem, como tal, uma parte do corpo. São “uma constelação de células, anticorpos e complementos que formam uma espécie de armamento que protege o organismo dos microrganismos, das bactérias e dos vírus, que vivem aos montes no ambiente. Esse armamento é conhecido como o sistema imunológico”, assim define o pediatra alergista, Francisco Leal Quevedo.

O bom funcionamento do sistema imune fica em evidência quando a pele aparenta estar intacta, as vias respiratórias funcionam adequadamente e o nariz possui penugem, garante o médico por meio de uma nota de imprensa publicada pelo jornal El País da Espanha.

Gonzalo Franco, pediatra, afirma que uma criança adquire defesas com o leite materno. Em seguida, com a aplicação das vacinas, especialmente duas: a pneumocócica e a haemophilus influenza, que atualmente evitam a meningite e a pneumonia.

Uma boa alimentação também ajuda a fortalecer as defesas. Deve ser rica em nutrientes para manter um peso e um crescimento normal da criança. O zinco é um elemento que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Recentemente, descobriu-se que a vitamina D também ajuda.

A doutora Diana Salinas, nutricionista da Universidade Javeriana reitera esse ponto, dizendo que o sistema imunológico está intimamente relacionado a uma boa alimentação.

Portanto é essencial que os pais ofereçam aos seus filhos todos os grupos de alimentos, em proporções adequadas de acordo com a idade. É preciso consultar o pediatra e o nutricionista para saber se há a necessidade de incluir vitaminas e suplementos alimentares. Somente esses profissionais podem determinar essa necessidade, tendo como base os padrões de crescimento infantil estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dados da OMS revelam que crianças entre 2 e 5 anos devem consumir diariamente 5 porções de frutas e 2 de verduras. Para fortalecer as defesas das crianças; adicionalmente é importante promover bons hábitos de higiene, como o banho diário, a escovação dos dentes, e o ato de lavar as mãos.

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Defesas baixas

Uma crianças com defesas baixas costuma ficar doente com frequência. Entretanto, os pais devem ser orientados por um profissional da saúde, e cumprir com as consultas de rotina para avaliar o crescimento e o desenvolvimento das crianças, de acordo com o peso, tamanho e estatura delas.

“As crianças são mais suscetíveis a esse tipo de infecções respiratórias porque o sistema imunológico delas ainda não amadureceu”, acrescenta o doutor Eduardo López Granados, porta-voz da Junta Diretiva da Sociedade Espanhola de Imunologia.

Em contrapartida, as defesas delas são mais ágeis que as de um adulto. Assim, as respostas das crianças aos vírus e às infecções são imediatas e, geralmente, as infecções são mais leves.

“As crianças ficam expostas a muitas infecções, de modo que o sistema defensivo delas está permanentemente ativo. Isso proporciona uma reação rápida, mesmo que com mecanismos não tão eficazes nem tão fortes quanto as de um adulto”, acrescenta.

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Defesas em formação

O sistema imunológico não se forma e fica pronto definitivamente. Ele está constantemente em desenvolvimento. Quando uma criança é vacinada aos 3, 6 e 12 anos, o sistema imunológico dela está se desenvolvendo, afirmam a maioria dos médicos pediatras.

Quando uma criança nasce, ela apenas começa a entrar em contato com agentes patogênico externos, por isso se diz que o sistema imunológico dela não está “amadurecido”. Para desenvolver defesas é preciso que os leucócitos, componentes do sistema imunológico, produzam anticorpos.

Ao longo do crescimento da criança, de acordo com as experiências de vida dela, ela vai entrando em contato com diversos agentes patogênicos. Seja de maneira natural ou artificial (vacinas). Assim, o sistema imunológico dela vai se desenvolvendo e os leucócitos passam a reconhecer cada vez mais esses agentes.  Com dois anos de idade, esse sistema já tem muito mais experiência que com 1 mês de vida. Mais claramente ainda continua com menos experiência que uma criança de 10 anos de idade, por exemplo.

O leite materno tem um papel importante no sistema imunológico das crianças em todas as idades. Apesar de ser verdade que o papel dele é especialmente importante, quanto mais nova for a criança, devido ao fato de que o sistema imunológico ainda desconhece muitos agentes patogênicos, ele continua tendo importância ao longo da vida.