8 dicas para superar as sequelas do bullying

06 Fevereiro, 2021
As sequelas do bullying geralmente deixam as vítimas em intenso sofrimento emocional. Vamos dar algumas dicas para amenizar essas sequelas, embora isso nunca possa substituir a ajuda de um profissional de saúde mental.

Infelizmente, existem muitas crianças e adolescentes que sofrem bullying nas escolas, tanto físico quanto psicológico. Esse assédio produz nas vítimas um sofrimento emocional significativo, que deve ser tratado. Nas linhas a seguir, veremos algumas dicas para melhorar ou superar as sequelas do bullying.

É importante que essas situações sejam relatadas. Depois de sair dessa situação, é fundamental procurar ajuda profissional para tratar as sequelas psicológicas que esse assédio tiver causado na vítima. Aqui, vamos dar algumas dicas para tentar ajudar, mas isso nunca vai substituir a ajuda de um profissional.

As sequelas do bullying: definição e análise do fenômeno

Quando falamos em bullying, estamos nos referindo ao assédio ou aos maus-tratos físicos ou psicológicos exercidos por um ou mais agressores contra uma vítima. Infelizmente, essa é uma situação que está ocorrendo com cada vez com mais frequência entre crianças e adolescentes e que é traumática para eles.

dicas para superar as sequelas do bullying

A vítima sofre não só durante o bullying, mas também depois, por causa das sequelas psicológicas que o bullying geralmente deixa. Estas podem se manifestar por meio de ansiedade, pesadelos, insegurança, depressão, transtorno de estresse pós-traumático, somatizações, etc.

O importante para acabar com o bullying é, além de tratar a vítima por causa dos danos emocionais sofridos, também tratar os agressores para que não voltem a cometer esse ato. Muitas vezes, os agressores são pessoas inseguras que procuram se sentir superiores através da humilhação daqueles que consideram inferiores.

Dicas para superar as sequelas do bullying

Seria conveniente trabalhar com ambas as partes (vítima e agressor). A seguir, vamos nos concentrar na vítima e dar algumas dicas para superar as sequelas do bullying.

Pedir ajuda psicológica

Primeiramente, é preciso pedir ajuda profissional caso a criança ou o adolescente precise. Às vezes, essas situações são muito traumáticas para eles e se faz necessária a ajuda de um especialista em saúde mental para superar os medos, a ansiedade e as sequelas emocionais desse bullying, de forma geral.

Pode ser muito difícil tentar resolver tudo sozinho sem ajuda, uma vez que não temos as ferramentas adequadas para isso. Podemos solicitar a ajuda profissional necessária ao nosso caso, seja ajuda médica, psiquiátrica, psicológica, etc.

Entender que não é culpa da vítima

As crianças e os adolescentes vítimas de bullying geralmente sentem culpa, mas isso não é saudável nem realista. A culpa do bullying nunca é da vítima, mesmo que ela pense dessa forma.

Por isso, devemos ajudar os nossos filhos a terem consciência de que a culpa é sempre de quem agride e que esses pensamentos de culpa só vão prejudicá-los.

Aceitar a experiência

Para superar as sequelas do bullying, é importante aceitar a situação que foi vivida. Com isso, não queremos dizer que vamos nos esquecer do que aconteceu, mas sim que é preciso aceitar o que houve e que a situação já passou e não precisa se repetir.

Um profissional de saúde mental pode nos ajudar a chegar a essa aceitação, pois ele vai fornecer as estratégias adequadas para controlar as emoções e para que a dor evolua.

Afastar-se dos pensamentos negativos deixados pelas sequelas do bullying 

Após essa situação de assédio, as vítimas podem apresentar pensamentos negativos (de insegurança, autodestrutivos, medos, etc.) de forma recorrente. Se esses pensamentos incapacitarem e produzirem um desconforto significativo para as crianças e os adolescentes, é importante que eles sejam trabalhados com a ajuda de um profissional, pois é ele quem pode fornecer recursos para bloquear esse tipo de pensamento.

Expressar o que sente

É muito importante expressar todas as emoções sentidas, sejam elas positivas ou negativas. Essa é uma forma de compreender o que foi vivenciado e os seus efeitos. Ao analisar os sentimentos e as emoções, é possível seguir em frente e se sentir cada vez melhor.

Afastar-se do ressentimento

Quando alguém nos faz mal, é frequente termos sentimentos de vingança e raiva contra essa pessoa, mas esse sentimento apenas intensifica o sofrimento vivenciado. Portanto, é importante se afastar do ressentimento e aceitar a situação. Isso vai permitir que a criança ou o adolescente progrida no seu processo de recuperação.

Empoderar-se

Deve ficar claro para as vítimas que elas são pessoas verdadeiras, especiais e com valor, que merecem tudo de bom que a vida pode oferecer e que, ainda que tenham vivido uma situação tão traumática, elas devem confiar em si mesmas e que, com esforço e autoconfiança, elas podem alcançar tudo o que se propuserem a fazer.

dicas para superar as sequelas do bullying

Transformar a dor

A dor é uma emoção que produz sofrimento, mas que também tem um lado positivo, pois tem a capacidade de nos fazer lutar e nos esforçar para mudar as coisas que nos causam essa dor. Podemos transformar essa dor em arte (pintura, poesia, escultura, etc.). O importante é se concentrar em algo que nos faça sentir bem, não na dor.

Sobre as sequelas do bullying

As dicas para superar as sequelas do bullying que apresentamos podem ser muito úteis para enfrentar a situação traumática pela qual a criança ou a adolescente passou, embora nunca possam substituir a orientação proporcionada por um profissional.

É importante observar o nosso filho e ficar atento aos sinais que podem ser dados pelo seu comportamento e, assim, decidir qual caminho escolher. Acima de tudo, é necessário darmos apoio, amor, carinho e companhia. Isso vai ajudar na sua recuperação.

  • Irurtia, M.J., Avilés, J.M., Arias, V. y Arias, B. (2009). El tratamiento de las víctimas en la resolución de los casos de bullying. AMAzônica, 2(1): pp. 76 – 99.
  • Saiz, E. T. (2019). Las víctimas del “bullying”: el antes y el después del impacto agresivo. Indivisa: Boletín de estudios e investigación, (19), 113-133.
  • Díaz, A. D. C. R., & Moreu, Y. K. M. (2012). Bullying: un fenómeno por transformar. Duazary: Revista internacional de Ciencias de la Salud, 9(1), 98-104.