Quais são as diferenças entre a primeira e a segunda gravidez?

10 Outubro, 2017

A primeira gravidez sempre provoca sensações contraditórias. Por um lado, é uma experiência nova que assusta, mas por outro, emociona. Tornar-se mãe é uma grande responsabilidade e, geralmente, somos acometidas por muitas dúvidas relacionadas ao parto e à gestação. Felizmente, a segunda gravidez geralmente é mais relaxada e com menos tensão.

Nos sentimos mais preparadas e informadas que na vez anterior, e isso nos tranquiliza. Sabemos dos riscos e das dores, mas também o tanto que vale a pena. O momento de dar a luz é algo pelo qual já passamos e que estamos dispostas a passar novamente.

Apesar disso existem certas coisas que é preciso saber a seu respeito. A segunda gravidez geralmente possui algumas diferenças em relação à primeira, e algumas delas podem ser importantes. 

Diferenças entre a primeira e a segunda gravidez

1. Dessa vez, sua barriga crescerá mais cedo

Na primeira gravidez a barriga começa a aparecer a partir do quinto ou sexto mês. Na segunda é diferente, porque os músculos do abdômen estão mais relaxados. Isso faz com que se adaptem mais rapidamente às mudanças e que comece a crescer mais, a partir do terceiro mês.

2. O seu útero não está maior

Apesar da crença geral, o útero não aumenta de tamanho depois da primeira gestação. Durante a segunda gravidez o crescimento do órgão é igual à da vez anterior.

mãe grávida com as mãos sobre a barriga da segunda gravidez

 

3. Pode ser que você não sofra os mesmos sintomas da primeira gravidez

Não existem motivos para você sofrer os mesmos transtornos da primeira gravidez. O mais provável é que as náuseas e a dor nas costas se repitam, mas outros sintomas mais fortes (como a gestosis) não precisam necessariamente voltar a acontecer.

4. Os movimentos do feto aparecem antes

Durante a segunda gravidez os movimentos do feto começam a ser sentidos a partir da 14ª semana. Na primeira gravidez isso acontece durante a 20ª ou 21ª semana.

5. O processo de dar à luz pode variar

Ainda que a primeira gravidez tenha sido mediante cesárea, a segunda pode ser de parto natural. A cicatriz não representa nenhum obstáculo e não influencia no processo de dar à luz. Também é necessário enfatizar que ainda que no primeiro parto a bolsa tenha se rompido de forma espontânea, não necessariamente isso se repetirá dessa vez.

6. A episiotomia nem sempre é necessária

Atualmente essa é uma prática que é realizada unicamente em casos estritamente necessários. Se foi praticado no primeiro parto, é possível que também seja realizado no segundo.

7. É aconselhável que você assista novamente ao curso de preparação para o parto

Ainda que você tenha assistido pela primeira vez, sempre é aconselhável voltar ao curso. Você poderá realizar exercícios físicos e de relaxamento, além de ter a oportunidade de conhecer outras mães.

8. A dilatação deve durar menos do que no primeiro parto

Esse processo deve durar menos no segundo parto. Se no primeiro durou, por exemplo, 24 horas, no segundo deveria durar, pelo menos, menos da metade.

Tomar a decisão de ter um bebê é decidir ter seu coração andando fora do seu corpo para sempre -Elizabeth Stone-

Como me preparo para a segunda gravidez?

Quando a decisão de aumentar a família é tomada, é preciso se preparar, tanto física como mentalmente. Vão acontecer muitas mudanças que não apenas afetarão a mãe, mas também o casal e o filho primogênito. É importante analisar a situação para poder tomar as decisões adequadas.

1. Comece a cuidar da sua saúde antes da gravidez

Muitas vezes cometemos o erro de começar a cuidar da nossa saúde assim que recebemos a notícia da gravidez. É importante começar a fazê-lo antes, já que o corpo precisa de tempo para se acostumar. É recomendável deixar de fumar, beber, começar a tomar ácido fólico, e cuidar da alimentação. 

casal de mãos dadas segurando os sapatinhos do futuro bebê

 

2. Visite o médico

É importante que para essa gravidez você visite o seu médico. É vital fazer uma consulta de pré-concepção, para saber se estamos em condições de enfrentar novamente o processo. Também pode ajudar a tirar dúvidas que antes não tínhamos.

3. Deve existir um tempo estipulado desde a primeira e a segunda gravidez

É fundamental que exista uma dinâmica mínima de 6 meses depois do parto entre a primeira e a segunda gravidez. O ideal é que seja de 2 a 5 anos, mas se ocorrer dentro dos parâmetros anteriores não será um problema. Cada família é diferente, e é preciso escolher o momento que for mais conveniente.

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