Disglossia: o que é e como se trata?

· 15 de janeiro de 2018

A disglossia é um transtorno que afeta a articulação dos fonemas que se apresenta com maior frequência nos meninos do que nas meninas.

A disglossia, também conhecida como dislalia orgânica, é um transtorno das articulações ou malformação dos órgãos periféricos da fala, como a boca, a língua, os dentes e os lábios. Devido a isso, surgem problemas muito significativos na pronúncia das palavras.

Mesmo que uma criança com disglossia receba uma estimulação adequada e uma boa educação, ela não consegue ter uma pronúncia correta. No entanto, com a ajuda dos pais e de profissionais, a criança consegue superar, pelo menos parcialmente, essa dificuldade.

A seguir, vamos descrever esse problema mais detalhadamente, a fim de apresentar tudo o que estiver relacionado com a disglossia. Além disso, vamos rever quais são os tipos de disglossia, qual a causa e, por fim, o tratamento que a criança que tem esse problema pode realizar.

 “A disglossia, também conhecida como dislalia orgânica, é um transtorno das articulações ou malformação dos órgãos periféricos da fala, como a boca, a língua, os dentes e os lábios”

Quais tipos de disglossia existem?

Como essa malformação pode acontecer em qualquer órgão da fala, há vários tipos de disglossia. Entre eles, temos:

  1. Labial. Um problema na mobilidade, na força ou na consistência dos lábios.  Entre as causas mais comuns, podemos enumerar o lábio leporino, o freio do lábio superior, a paralisia facial e a macrostomia.
  2. Mandibular. É a alteração no formato dos maxilares. As causas podem ser a ressecção da mandíbula ou a disglossia dental, entre outras.
  3. Dental. É um distúrbio nos elementos dentários. As causas dessa anomalia são hereditariedade, desequilíbrios hormonais, alimentação, tratamentos ortodônticos e próteses.
  4. Lingual. Esse é um distúrbio na língua que afeta os movimentos. Entre suas causas estão o frênulo lingual curto, a glossectomia, a macroglossia, as malformações congênitas, a microglossia ou a paralisia.
  5. Palatal. É uma malformação do palato ósseo e do véu do palato. Sua origem pode estar em uma fenda palatina, fissura submucosa do palato, palato ojival, perfurações e palato curto.
  6. Nasal. Ocorre devido à passagem errada do ar para os pulmões ou dificuldade para respirar.

 “Mesmo que uma criança com disglossia receba uma estimulação adequada e uma boa educação, ela não consegue ter uma pronúncia correta”

criança com disglossia

Quais são as causas?

Entre os fatores que podem desencadear a disglossia, estão:

  • Fator genético. A disglossia pode ser herdada.
  • Consumo de medicamentos sem prescrição médica durante a gravidez.
  • Consumo de álcool ou tabaco durante a gravidez.

Além das características físicas, quais outros sinais revelam a disglossia?

Além das características físicas, que são visivelmente perceptíveis, também há outros sinais que não são fáceis de perceber. Estes são:

  • Transtorno psicológico decorrente dos problemas da fala, como quando a pessoa sente relutância para falar, tanto com a família quanto em público.
  • Problemas cognitivos, como, por exemplo, fracasso escolar.
  • Dificuldades para ler e escrever.
  • Falta de fluidez verbal. As crianças com disglossia podem ser frequentemente submetidas a intervenções cirúrgicas frequentes.
  • Prolongamento ou repetição de palavras ou sons.
  • Tremores e nervosismo.
  • Aumento da frequência cardíaca.
  • Alteração na respiração.

Tratamentos para a disglossia

Entre os tipos de tratamentos que podem ser aplicados (dependendo do tipo de patologia), estão os seguintes:

  • Intervenções cirúrgicas.
  • Próteses.
  • Intervenções fonoaudiológicas.
  • Tratamentos médicos: pediatra e audiologista.
  • Psicólogo.
a disglossia

Recomendações para ajudar uma criança com disglossia

São muitas as ações que podem ser realizadas para ajudar uma criança com disglossia. Saiba quais são as principais:

  • Ajudar a criança a não se limitar à sua malformação. Ou seja, não deixar que esta a defina.
  • Criar um ambiente acolhedor, no qual se aprenda a valorizar o que se faz ativamente.
  • Mostrar que você está feliz com ela e demonstrar esse sentimento.

 “Não se deve excluir as crianças com disglossia das atividades familiares nem discriminá-las porque têm essa dificuldade”

  • Permitir que se relacione com outras crianças e ensinar a socializar.
  • Não identificá-la pelo aspecto físico.
  • Pesquisar o quanto puder sobre o transtorno da criança, pois assim você poderá ajudar da melhor forma possível.

Para concluir, esse problema pode afetar qualquer criança. Assim, não se deve excluir as crianças com disglossia das atividades familiares nem discriminá-las porque têm essa dificuldade. O ideal é contribuir com seu processo de aprendizagem e acompanhar a criança nesse percurso. Não é fácil, principalmente para as crianças. Mas pode ser feito!