Malformações do feto: tipos e prevenção

· 18 de dezembro de 2017

As malformações do feto são anomalias congênitas. Com esse nome, define-se os defeitos de nascimento que podem ser estruturais ou funcionais. Acontecem durante a vida intrauterina e são detectados durante a gravidez, no parto ou em qualquer outro momento da vida extrauterina.

Uma porcentagem mínima de malformações

Atualmente, a maioria das mulheres grávidas dão a luz a crianças saudáveis. Isso se deve aos grandes progressos da medicina e das políticas públicas dos países desenvolvidos. Graças a esses fatores, foi possível diminuir de forma considerável a incidência dessas anomalias.

As malformações congênitas são em muitos países causa de mortalidade infantil, doenças crônicas e deficiências. As deficiências crônicas trazem consigo um grande impacto às pessoas afetadas, às famílias, aos sistemas de saúde e à sociedade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as malformações do feto representam 1 em cada 33 recém-nascidos. Estima-se 3,2 milhões de deficiências anualmente.

A identificação dessas patologias com os métodos de diagnóstico utilizados durante a gravidez nos dias de hoje é fundamental. Com eles, pode-se implementar terapias cabíveis e eficazes para muitos dos problemas embrionários.

malformações no feto

É difícil apontar uma causa específica para 50% das malformações do feto. Mas é possível apontar fatores que podem facilitar a ocorrência desses casos: fatores socioeconômicos, ambientais e demográficos, fatores genéticos, infecções, estado nutricional da mãe, etc.

Tipos de malformações do feto

  • Malformaciones mais comuns: lábio leporino, fenda palatina, paralisia cerebral, pé torto, displasia do desenvolvimento do quadril, hipotireoidismo congênito, síndrome de alcoolismo fetal ou defeitos do tubo neural (espinha bífida, anencefalia).
  • Malformaciones cardíacas: Defeitos do septo atrial e ventricular, persistência do canal arterial, estenose aórtica ou pulmonar e coarctação da aorta. Além da transposição de grandes vasos, coração esquerdo hipoplástico e tetralogia de Fallot.
  • Malformaciones do trato gastrointestinal: atresia esofágica, hérnia do diafragma, estenose pilórica, doença de Hirschsprung, gastroquise, onfalocele, atresia anal ou atresia biliar.
  • Malformaciones congênitas genéticas: fibrose cística, síndrome de Down, síndrome do X frágil, distrofia muscular, fenilcetonúria, anemia falciforme ou doença de Tay-Sachs.
  • Infecções que causam malformações do feto: síndrome da rubéola congênita, citomegalovírus, toxoplasmose, vírus da herpes genital, eritema infeccioso, síndrome da varicela congênita ou da sífilis congênita.

Identificação

A identificação desses processos patológicos pode ser realizada nos seguintes períodos:

  • O primeiro é o período pré-conceptivo.
  • O segundo é o período conceptivo. Inclui práticas básicas de saúde reprodutiva, assim como exames genéticos e aconselhamento.
  • O terceiro é o período neonatal.

Atenção e tratamento

Um grande número de anomalias congênitas do tipo estrutural podem ser corrigidas através de intervenções cirúrgicas pediátricas.  Além disso, podem ser realizados tratamentos em crianças com alterações funcionais. Esse é o caso da talassemia e do hipotireoidismo congênito.

Prevenção de malformações do feto

As políticas preventivas de saúde pública que são oferecidas nos serviços de assistência médica são bastante eficientes. Elas conseguiram diminuir a incidência das malformações fetais. Algumas dessas medidas são:

  • Mudar a dieta das mulheres em idade fértil, garantindo que consumam os nutrientes, as vitaminas e os minerais necessários, especialmente o ácido fólico.
  • Garantir que as mulheres não consumam substâncias que podem ser prejudiciais ao feto, como drogas e álcool.
malformações no feto

  • Manter um controle pré-conceptivo e gestacional de doenças metabólicas, como a diabetes melitus. Esse controle pode ser realizado com aconselhamento e alimentação adequada.
  • Reduzir ou evitar a exposição ambiental a substâncias nocivas, como metais pesados e inseticidas durante a gestação.
  • Controlar a exposição a radiações e o consumo de remédios durante a gravidez. Por exemplo, exames de raio X. Baseando a possibilidade de realizar esses exames em uma análise minuciosa da relação custo-benefício para a saúde da mãe e do feto.
  • Otimizar programas de incentivo da saúde com melhoramento da abrangência das vacinas. Especialmente contra o vírus da rubéola, em meninas e mulheres. A rubéola pode ser evitada com a vacinação na infância. A vacina que protege contra essa doença é a vacina anti-rubéola. Ela pode ser aplicada antes da gravidez em mulheres que não tiveram essa doença na infância.

A ciência evoluiu a passos largos durante os últimos anos. Cada vez mais, as malformações do feto são menos comuns. No entanto, a prevenção de qualquer patologia é importante antes, durante e depois de qualquer gravidez.