Ecografias na gravidez: quais informações elas fornecem?

29 de maio de 2019
Durante a gravidez, é preciso fazer uma série de ecografias. Mas quais informações cada uma delas nos fornece?

As ecografias na gravidez são os exames médicos que permitem controlar a evolução e o crescimento do feto. A ecografia em si é um exame de imagem que permite visualizar as estruturas internas do corpo através de ultrassons.


As ecografias obstétricas fornecem informações sobre os órgãos sexuais femininos (útero, trompas e ovários), as estruturas vizinhas (bexiga) e, naturalmente, no caso de gravidez, sobre o feto e o seu entorno (saco gestacional, líquido amniótico, cordão umbilical, etc.).

Esse tipo de exame não é invasivo, não dói e não representa risco para a mãe nem para o bebê. Durante a gravidez, geralmente são realizadas três ecografias de controle. Cada uma delas é realizada em um trimestre de gestação e fornece informações diferentes.

Ecografia do primeiro trimestre

Geralmente é realizada em torno das 12 semanas de gestação (11 a 13 semanas) e proporciona informações essenciais sobre a gestação:

  • Número de embriões. Isso indica se a gravidez é única ou múltipla.
  • Presença de batimento cardíaco fetal. Geralmente, é possível ouvir os batimentos a partir da 6ª semana de gravidez.
  • Idade gestacional e tamanho do embrião. Permite verificar se as semanas de gestação correspondem àquelas calculadas com base na data da última menstruação.
  • Morfologia do embrião. Verifica se ele apresenta as características adequadas para o momento da gestação.
  • Medida da translucência nucal para verificar as anomalias cromossômicas (faz parte da triagem pré-natal não invasiva).
  • Controle do útero e dos ovários.

Essa ecografia é uma das mais emocionante para a mãe, já que confirma de fato a gravidez ao visualizar o embrião.

Ecografias na gravidez: as informações que eles oferecem

A ecografia do segundo trimestre

É realizada em torno de 20 semanas de gestação (18 a 21 semanas). É também conhecida como ultrassonografia morfológica, uma vez que o seu objetivo principal é avaliar o desenvolvimento adequado dos órgãos e sistemas do feto. Permite detectar anomalias estruturais fetais e marcadores de anormalidades cromossômicas.

  • Confirma o número de fetos e a sua vitalidade.
  • Analisa a placenta: localização, características, número de vasos do cordão umbilical, etc.
  • Avalia a quantidade de líquido amniótico presente.
  • Verifica o crescimento fetal de acordo com diferentes parâmetros: medidas da cabeça, abdômen e fêmur.
  • Estuda a anatomia do feto com mais detalhes. Portanto, essa ecografia é a mais longa de todas.
  • Revela o sexo do bebê.
  • Verifica o útero e os ovários.

Nessa ecografia é possível descobrir o sexo do bebê, embora existam muitos pais que preferem não saber até o momento do parto.

A ecografia do terceiro trimestre

É feita entre 32 e 36 semanas de gravidez.

  • Avalia a vitalidade do bebê e a sua posição dentro do útero.
  • Controla o crescimento do feto com os mesmos parâmetros do exame feito no segundo trimestre. Essas medidas são muito importantes nos casos de crescimento intrauterino retardado (CIR) ou macrossomia fetal.
  • Localiza a placenta.
  • Calcula o volume de líquido amniótico: quantidade normal, polidrâmnio ou oligoidrâmnio.
  • Se necessário, estuda o fluxo sanguíneo feto-placentário (ecodoppler).

Essas são as ecografias mínimas recomendadas para acompanhar a gravidez. Porém, se qualquer alteração for detectada no crescimento do feto, na quantidade de líquido amniótico ou nas características da placenta, pode ser necessário realizar outras ecografias.

Juntamente com exames de sangue, as ecografias na gravidez permitem controlar a evolução adequada da gestação e detectar qualquer anomalia que possa surgir. Portanto, é muito importante seguir as recomendações dos profissionais de saúde que a acompanham durante a sua gravidez e consultar qualquer dúvida que tiver.

Ecografias na gravidez: as informações que elas fornecem?

Outras ecografias na gravidez

  • Exame doppler fetal. Avalia o fluxo sanguíneo entre a placenta e o bebê, que é responsável pela sua nutrição e oxigenação. Caso haja qualquer alteração, são necessários controles mais profundos do crescimento do feto.
  • Exame doppler das artérias uterinas. Esse teste analisa a resistência das artérias do útero com respeito ao fluxo de sangue. Esse valor pode ser alterado nos casos de CIUR ou hipertensão materna na gravidez (pré-eclâmpsia).
  • Neurossonografia. Nesse exame, são verificados o cérebro e a medula espinhal do feto. Por isso, é indicado somente em casos muito específicos.
  • Medição do comprimento do colo do útero. Essa ecografia permite estimar o comprimento do colo do útero. É indicado em mulheres com históricos de parto prematuro (antes das 37 semanas de gravidez).
  • Ecografias 4D e 5D. Essas ecografias estão cada vez mais populares. Elas permitem fazer uma imagem do bebê quase como uma fotografia. Essas ecografias podem ser indicadas pelo médico, mas geralmente são feitas para ver o bebê com muito mais clareza e precisão.
  • Castán Mateo, S., Tobajas, JJ. (2013). Obstetricia para matronas: guía práctica. Madrid: Médica Panamericana.
  • Espinilla Sanz, B., Tomé Blanco, E., Sadornil Vicario, M., Albillos Alonso, L. (2016). Manual de obstetricia para matronas. 2nd ed. Valladolid: DIFÁCIL.