Ensine seu filho a desenvolver sua inteligência emocional

2 de julho de 2018
Educar nossos filhos vai mais além de ensiná-los aspectos básicos da vida, como a importância de estudar, do amor, a compreensão, o valor da vida, o respeito, entre outros. Por que vai mais além? Porque devemos ensinar nosso filho a desenvolver sua inteligência emocional.

É necessário que, desde cedo, ensinemos nossos filhos a definir suas habilidades para perceber, assimilar, compreender e controlar suas próprias emoções. Dessa maneira, estaremos contribuindo para que a cada dia seu crescimento emocional e intelectual seja mais adequado.

Nós, pais, temos a responsabilidade de fazê-los aprender a canalizar suas emoções, já que, quando pequenos, eles não entendem o porquê de se sentirem esquisitos ou se comportam de maneira diferente com as pessoas ao seu redor.

Cientificamente, a saúde emocional e a educação emocional são parte fundamental da formação de todas as pessoas. Desse fator depende sua visão de vida e sua personalidade frente à sociedade.

Sabemos da importância do conhecimento, da compreensão e do controle das emoções na vida de nossos filhos. São ferramentas que os permitem se adaptar, se comunicar e se desenvolver em sociedade.

A inteligência emocional do nosso filho

desenvolver sua inteligência emocional

Não devemos nos esquecer de que a emoção é fiel companheira da estimulação, o motor da concretização de objetivos. Por essa razão, é necessário começar com um plano para ensinar seu filho a desenvolver sua inteligência emocional. Então, aproveite para seguir as seguintes dicas:

  • Reconhecer suas próprias emoções. Para poder ensiná-lo, é necessário conhecer suas próprias emoções, assim como também aprender a identificar as emoções que todos estamos passando em casa.
  • Comunicação oportuna. Tente analisar com ele: qual é a razão de se sentir incomodado? Tem motivos para chorar, ficar com raiva ou se sentir inferior? A comunicação é transcendental. Quando percebemos um ato de rebeldia, o mais importante é nos comunicarmos com muita paciência e amor para fazê-lo entender que talvez não existam motivos para um comportamento negativo.
  • Compreensão e amor. Se, como pais, tivermos a mesma atitude da criança, estaremos falhando. A ideia não é castigá-la, mas demonstrar compreensão e muito amor. Essa será a melhor ferramenta para ajudá-la a controlar suas emoções e para que ela aprenda a pensar antes sobre as consequências dos seus atos.
  • Resignificar. É necessário ensinar as crianças a “resignificar”. Ou seja, ensinar a pensar e analisar as emoções para que aprendam por si mesmas a identificar como se “sentem”, assim como também aprender a detectar as emoções das pessoas que as rodeiam.

Ensine seu filho a desenvolver sua inteligência emocional

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Ajudar as crianças a expressar suas emoções é a única forma para poder ter uma boa comunicação com pais, professores e outros familiares.

Explicar sobre a comunicação com outras pessoas, a empatia que ela deve sentir pelos seus semelhantes que forem amigos e ter gestos amorosos e respeito por todos irá torná-la uma criança extraordinária. A melhor maneira de ensiná-la é começando pelos valores.

Dependendo da idade do nosso filho, devemos orientá-lo. Se forem muito novos, são necessários métodos de explicação para cuidar de sua inteligência emocional de forma mais sensível. Se eles estiverem em uma idade em que compreendem muitas coisas, a explicação pode se basear em “exemplos”.

Lembremos que eles observam tudo, especialmente o comportamento do pai e da mãe. Por isso, é bom agir mais e falar menos. Nós somos a principal fonte de aprendizagem das crianças.

Assim como todo aprendizado, é um processo

Nesse processo, é necessário analisar em qual momento nossos filhos amadurecem emocionalmente, para poder determinar se a gestão de suas emoções está de acordo com a sua idade. Por exemplo, ele fazia birra fora de casa e já não faz mais porque compreendeu que isso não adiantava para conseguir o que queria? Então, podemos entender que de fato ele amadureceu emocionalmente.

Contudo, se por exemplo a criança tem cinco anos e ainda faz birra em público, em casa ou na escola, e às vezes por coisas que não tem sentido, ela ainda não canalizou suas emoções e precisa de mais esforço e orientação nessa situação.

Em casos mais difíceis de problemas de gestão da inteligência emocional, é muito importante procurarmos ajuda de um especialista, para que ele oriente não somente nosso pequeno como toda a família, com o objetivo de alcançar resultados satisfatórios em curto prazo. Dessa forma, teremos mais harmonia à nossa volta e nosso filho se integrará muito melhor na sociedade.

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