Este maravilhoso curta vai ensinar aos seus filhos o valor da inclusão e da amizade

· 4 de setembro de 2018
“Cordas” é um maravilhoso curta-metragem que vai ensinar aos nossos filhos o verdadeiro valor da amizade, do respeito e da inclusão.

Nenhuma criança é diferente se a abordamos desde o coração. As “crianças especiais” não procuram a cura de suas limitações. O que elas mais precisam é da nossa aceitação.

Se você nunca assistiu esse curta-metragem, nós o recomendamos. Além disso, sugerimos que você assista junto com seus filhos porque seus olhares são mais intuitivos. Certamente, eles vão reagir de uma forma mais sensível a essa realidade que vemos nas escolas todos os dias.

“Cordas” é uma animação de curta-metragem espanhola escrita e dirigida por Pedro Solis Garcia. Já ganhou inúmeros prêmios e foi reconhecida no mundo inteiro. Vale a pena de assistir e acima de tudo, sentir. O que podemos aprender nesses 10 minutos de duração do curta deixará uma marca permanente em nossas mentes adultas e na de nossos filhos.

 

Um curta-metragem sobre a inclusão e a amizade

Se seus filhos já estão em idade escolar, é muito possível que no dia a dia se relacionem com alguma criança com necessidades especiais. O sistema educacional encoraja a integração desses alunos na escola regular em conjunto com aulas de educação especial para reforçar os aprendizados básicos e, assim, individualizar o ensino. Dessa forma, os pequenos podem alcançar os objetivos de cada ciclo.

 

Mas é importante dizer que nem sempre é fácil. O “diferente” pode gerar expectativas e, depois, indiferença ou, ainda pior, rejeição. 

O mundo das crianças é ainda mais complexo, uma vez que nem todas as crianças estão preparadas ou foram educadas para aceitar o diferente na aparência e na limitação física. Por trás da aparência física, sempre há uma criança como qualquer outra escondida. Uma mente e um coração carente de afeto, aceitação, alegrias, brincadeiras e cumplicidades.

Neste curta-metragem, vamos descobrir uma menina inesquecível, a Maria, e um menino com paralisia cerebral que enfrenta o seu primeiro dia de aula.

O que acontece a seguir é uma maravilhosa história que se passa em quase 10 minutos. Mas que, na verdade, abrange inclusive a maturidade da própria Maria. Essa menina de rosto alegre e olhos tão curiosos.

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Inclusão e integração

Em nosso dia a dia, estamos muito costumados a ouvir a palavra “integração”. Utilizamos essa palavra pensando que com isso favorecemos a igualdade de direitos e oportunidades de qualquer grupo desfavorecido, por qualquer motivo.

Contudo, é preciso ir além. Temos que nos acostumar a falar de “inclusão”porque é o melhor caminho para as nossas crianças compreenderem o que é crescer em igualdade, respeitando todas as pessoas que fazem parte de nossos ambientes cotidianos: colégios, trabalho, etc

Vamos conferir algumas características básicas do que é a inclusão:

  • A sociedade é quem deve se adaptar para atender a todas as pessoas com deficiência, e não ao contrario. Não se deve forçar a criança com necessidades especiais a se encaixar em um meio que não é possível para ela acessar.
  • Em uma sociedade inclusiva, todos, começando pelas próprias crianças, somos sensíveis a qualquer necessidade alheia. Nós devemos nos esforçar não somente para ajudar, mas para conseguir que essa pessoa se sinta bem conosco. Isso é o que a nossa protagonista, a Maria, faz.
  • Permite-se e promove-se a participação das pessoas excluídas, pelo motivo que for, para fazer parte do nosso cotidiano. Para isso, transforma-se os sistemas para dotá-los de qualidade.
  • Em uma sociedade inclusiva, todos somos diferentes e todos somos pessoas. As necessidades são atendidas e se normalizam.
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A história de Maria e seu amigo

Estamos em um orfanato. É aqui onde a história das nossas duas personagens centrais se desenvolve. Uma delas é Maria e a outra, o menino com paralisia cerebral chega pela primeira vez na escola.

No começo, Maria não tem consciência das limitações do novo colega. No entanto, na hora do recreio, a realidade pessoal do seu amigo se torna evidente. Contudo, Maria, longe de encarar a condição do amigo como um problema, encontra um jeito maravilhoso de lhe dar vida, de lhe tirar sorrisos e de fazê-lo sonhar.

Acredite ou não, essa pequena vai virar pirata, jogar bola, voar em uma pipa e até dançará com seu amigo. De que maneira? Através de cordas e o laço de afeto. Essas cordas que se ancoram diretamente no coração e transformam o impossível em algo possível.

Te convidamos a assistir a esse curta-metragem junto com seus filhos. Assim que terminarem de assistir, pergunte a eles o que sentiram e se fariam o mesmo que essa menina de olhar sincero, curioso e cheio de afeto fez.

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