O que é o Exame de Alfa-Fetoproteína do Soro Materno?

Essa técnica costuma ser usada para determinar o risco de o bebê sofrer de algumas das doenças congênitas mais comuns, como alguns defeitos do tubo neural. Confira mais detalhes a seguir.
O que é o Exame de Alfa-Fetoproteína do Soro Materno?

Última atualização: 02 Agosto, 2021

O Exame de Alfa-Fetoproteína do Soro Materno (AFPSM) é realizado na mulher grávida. Seu objetivo é saber se a mãe precisa de um teste diagnóstico. Especificamente, esse exame nos permite descobrir o nível de alfa-fetoproteína encontrado no sangue da gestante.

É um teste de detecção tripla, que deve ser comparado com outros dados da mãe. Muitas vezes, esse tipo de teste ajuda a mãe a reduzir a ansiedade própria de sua condição. Nesse sentido, é muito importante para a mãe tanto física quanto mentalmente.

O exame de alfa-fetoproteína em si não diagnosticará a existência de algum problema, mas pode indicar que outros exames são necessários. Os resultados analisados no sangue devem ser estudados cuidadosamente. Ou seja, é necessária uma comparação com fatores que indicam a propensão para alguma anormalidade.

Quando o Exame de Alfa-Fetoproteína é realizado?

O Exame de Alfa-Fetoproteína é realizado entre 14 e 22 semanas de gestação. A mãe vai a um laboratório e faz uma coleta de sangue. O resultado sai em pelo menos duas semanas. O exame é considerado mais preciso quando realizado entre as semanas 16 e 18.

Entende-se que os níveis de Alfa-Fetoproteína são diferentes dependendo do estágio da gravidez. Por esse motivo, é muito importante que a idade gestacional seja precisa. Também é relevante considerar a idade da mãe, sua origem étnica e outros resultados de exames de sangue.

Depois de levar essas informações em consideração, os especialistas analisam as chances de que a gravidez dessa mulher tenha alguma anomalia. Esse exame pode ser realizado por todas as mulheres grávidas.

Fatores de risco que ativam a necessidade do exame AFPSM

Como já dissemos, qualquer gestante pode fazer esse exame. No entanto, alguns fatores de risco levam algumas mulheres a buscá-lo com mais urgência. Entre os principais fatores que os médicos consideram, temos os seguintes:

  • Mulheres com mais de 35 anos.
  • Histórico de defeitos de nascença.
  • Mulheres grávidas que consumiram drogas ou medicamentos antes e durante a gravidez.
  • Mulheres diabéticas.
  • Gravidezes múltiplas.

Como esse exame funciona?

 

Médica explicando resultado do exame exame de Alfa-Fetoproteína do Soro Materno

O AFPSM, busca encontrar os níveis da proteína conhecida como Alfa-Fetoproteína, AFP. A AFP é encontrada no líquido amniótico e no soro materno, onde começa a ser produzida desde os primeiros momentos da gestação. Ela é produzida inicialmente no saco vitelino fetal, posteriormente no sistema gastrointestinal e, depois, no hepático.

A verdadeira função dessa proteína é desconhecida. Porém, a medição de seus níveis é necessária. Ao comparar os resultados com os fatores mencionados acima, pode-se considerar que existe o risco de transtornos genéticos.

Nesse sentido, foi estabelecido que níveis elevados de AFP podem estar relacionados a defeitos no tubo neural do feto. Essa medição também sugere o risco de outros transtornos potenciais como a espinha bífida ou a anencefalia. Outros defeitos relacionados a elevados níveis de alfa-fetoproteína se localizam no abdômen ou esôfago.

Por outro lado, quando os níveis de AFP estão baixos e ao mesmo tempo há anormalidade nos níveis de estriol e hCG, o diagnóstico pode variar. Com esses resultados, pode-se falar de casos de síndrome de Edwards, síndrome de Down ou outras anomalias cromossômicas.

Os resultados

O Exame de Alfa-Fetoproteína do Soro Materno não é um teste que fornece um diagnóstico. Nesse sentido, ele apenas pode detectar se há uma chance de que essa mulher esteja grávida de um feto com transtornos. Sabe-se que a cada mil gestações, apenas 25 a 50 dão resultados anormais.

 

No entanto, um máximo de 1 a 33 se mostram corretos ao final do processo. Ou seja, os casos em que a anormalidade estimada realmente existe são muito poucos. Apesar disso, pelo menos 90% da projeção em defeitos do tubo neural é acertada.

Por outro lado, acredita-se que na maioria dos casos a anormalidade detectada no exame de AFPSM se deva à imprecisão da idade gestacional. Outro fator que impede os resultados normais é uma gravidez múltipla.

No entanto, quando os resultados parecem anormais, outros testes de diagnóstico específicos são indicados. O exame de AFPSM também pode ser refeito ou um ultrassom de alta definição pode ser solicitado. Se o resultado for confirmado, o próximo procedimento poderá ser a amniocentese.

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