Feridas emocionais na infância

· 31 de agosto de 2018
Segundo estudos da Psicologia, existem feridas emocionais comuns da infância que influenciam em como se encara e se enfrenta a vida na idade adulta.

As feridas emocionais da infância persistem na idade adulta como se as pessoas tivessem acabado de passar pela situação em questão. Sempre que uma criança aprende a se comportar, reagir, sentir e pensar de uma forma específica é difícil mudar sua atitude quando se torna um adulto.

As sete feridas emocionais mais comuns

O medo da rejeição

Não importa se esse medo tem fundamento ou não, ele se baseia no medo da rejeição social, de perder a proteção da figura de apego, entre outros fatores.

A criança que tem medo da rejeição, e cresce com isso, torna-se uma pessoa de baixa autoestima, pouco amor-próprio e sacrifica suas próprias opiniões para adotar os critérios dos demais.

A ansiedade da separação

O medo de ser separada dos seus pais e o sentimento de estar sozinha e abandonada durante a infância transformam uma criança em um adulto medroso, tímido, sempre carente de afeto e, portanto, inseguro e submisso.

A humilhação

Quando a criança é humilhada tanto no círculo familiar quanto no social, quando seus parentes ou colegas minimizam suas qualidades e fazem piadas sobre elas, criticam e a reprovam, provavelmente se tornará um ser humano tímido, assim como intolerante e violento.

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A injustiça

Ser vítima de exigências injustas ou de repreensões incoerentes deixam uma criança insegura, desconfiada de tudo e de todos. Na idade adulta, pode se tornar alguém pessimista e negativo. Alguém que também vai criticar de maneira excessiva as pessoas ao redor.

A traição

Quando os adultos não cumprem as promessas que fazem e as expectativas da criança não se não se tornam realidade, ela pode acabar se tornando alguém desconfiado e pouco sociável.

A falta de afeto

Acreditamos que a falta de afeto é uma das feridas emocionais que são mais prejudiciais. Quem cresce desprovido de afeição está condicionado a ser infeliz.

Sabe-se que o afeto é tão necessário quanto a alimentação, a higiene ou o cuidado com a saúde. Isso porque o cérebro, assim como o resto do corpo, precisa ser estimulado e munido com tudo o que for necessário.

Quando as crianças sofrem carência de afeto, ficam mais vulneráveis a contrair doenças de todos os tipos. Elas também apresentam um atraso no desenvolvimento físico, distúrbios de comportamento, sofrem de estresse e têm dificuldade para se relacionar.

A falta de afeto na infância é uma das feridas emocionais que perdura até a idade adulta e formam pessoas frias, insensíveis, com baixa empatia e com dificuldade de sentir amor.

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O abandono emocional

O abandono emocional na infância é outra ferida emocional que inevitavelmente atinge a idade adulta como se fosse uma doença genética.

Os homens e as mulheres que foram crianças privadas da proximidade de seus pais crescem se sentindo vazios e desvalorizados.

O abandono emocional é uma coisa que ocorre quando os pais ficam distanciados fisicamente e espiritualmente. Seja porque não têm tempo para passar com os seus filhos ou porque não sentem afinidade com eles.

Essa ferida emocional é vista como um tipo de maus-tratos infantil. Assim como a carência afetiva, é muito difícil de curar uma vez que a pessoa tenha crescido com ela. Portanto, não é incomum que seja um fator que leva à depressão e à tristeza crônica.

Como não causar feridas emocionais no meu filho?

Para não causar feridas emocionais no seu filho podemos recomendar:

  • Dedique mais tempo à sua criação. Assim, dê atenção diretamente sempre que puder e não delegue sua formação a terceiros.
  • Converse sobre assuntos que interessam ao seu pequeno. Discuta pontos de vista e tente sanar todas suas dúvidas
  • Nunca o compare com os outros. Se você quer que o seu filho se comporte como os outros e tire uma nota melhor nas provas, por exemplo, o incentive a estudar e a pesquisar mais sobre o assunto.
  • Ajude-o a enfrentar seus medos e não os minimize.
  • Recompense, aprecie, destaque suas qualidades e comemore as suas conquistas. Dessa forma, você promoverá a autoestima da criança.
  • Converse com ela e se for necessário procure ajuda especializada para falar sobre assuntos mais sérios. Como, por exemplo, morte na família, divórcio dos pais, timidez. Ou, em caso de adoção, sobre a verdade de sua origem, entre outras formas de assistência.

Aqui foram apresentadas algumas dicas que podem ser aplicadas em qualquer situação ou núcleo familiar. No entanto, está nas mãos de cada família criar os filhos da melhor forma a fim de não causar feridas emocionais.