Fertilidade e estresse: existe uma relação real entre eles?

4 de julho de 2019
Em geral, o estresse é percebido como algo prejudicial ao organismo. Mas existe, de fato, uma relação real entre estresse e fertilidade? A seguir, vamos falar mais sobre esse assunto.

Sabemos que o estresse crônico é prejudicial para a nossa saúde. Isso porque ativa muitos órgãos e glândulas do corpo e, como resultado, obtemos respostas indesejáveis, como, por exemplo, uma dor de cabeça ou o aumento da frequência cardíaca, entre outras. No entanto, existe uma relação real e direta entre fertilidade e estresse?

O estresse nos afeta tanto no aspecto emocional quanto no físico. O fato de estar constantemente em estado de alerta causa um verdadeiro desgaste para o organismo. Mas, de acordo com a forma como ele é administrado, a pessoa será mais ou menos afetada. Daí a importância de encontrar as ferramentas certas para isso.

A busca por uma gravidez

Quando uma mulher quer engravidar e não consegue, é normal que ela se preocupe e tenha a tendência de encher a mente com ideias e sentimentos aterradores. Essa situação, embora nem sempre se apresente da mesma forma em todos os casos, pode afetar a saúde da mulher e, por consequência, a sua fertilidade.

No que diz respeito ao organismo, tudo está relacionado. Portanto, a fertilidade pode ser afetada por uma série de fatores, tanto internos quanto externos.

No caso das mulheres, o aumento do nível de estresse pode modificar os padrões de sono e o apetite, dependendo de cada pessoa. Também pode causar uma mudança súbita na produção hormonal e, assim, causar uma ovulação irregular.

A busca por uma gravidez

O que os estudos dizem?

De acordo com um estudo realizado recentemente na Universidade de Ohio, as mulheres com um alto nível de alfa-amilase são menos propensas a engravidar. O fato de estar sob essa condição, nervosa ou alterada, produz uma mudança no ciclo de ovulação e, por isso, a fertilização é dificultada.

De acordo com o estudo, o estresse excessivo pode afetar a função do hipotálamo nas mulheres. Este é o órgão responsável pela regulação dos hormônios (e, portanto, das emoções).

A busca por uma gravidez afeta não só as mulheres, mas também os homens. Por isso, a produção de espermatozoides pode diminuir consideravelmente. Esse aspecto indica que, quando há estresse, o corpo pode reagir de várias maneiras, independentemente do sexo da pessoa. Mas, então, como isso pode ser evitado?

Fertilidade e estresse: aprender a controlar

Diante de uma situação de estresse, é necessário aprender a controlar as emoções da forma correta. Certamente, isso não pode ser conseguido da noite para o dia. Dessa forma, é necessário saber que esse aspecto deve ser trabalhado pouco a pouco. Não há fórmulas mágicas e haverá dias mais difíceis do que outros, mas é possível conseguir.

Quando as mulheres passam por tratamentos de fertilidade e ficam estressadas, isso pode dificultar que elas alcancem o objetivo. Por isso, é muito importante aprender a controlar as emoções e deixar as coisas fluírem.

Uma postura de tranquilidade, compreensão e confiança pode nos favorecer muito mais do que as grandes expectativas criadas a partir de um grande medo.

O estresse crônico nem sempre causa problemas de infertilidade, mas também não é descartado que ele possa influenciar. Portanto, a relação entre fertilidade e estresse depende de cada pessoa.

O que podemos fazer para reduzir o estresse

O que podemos fazer para reduzir o estresse?

Existem várias atividades que nos ajudam a nos distrair, sentir prazer, relaxar a mente e, em geral, nos sentirmos melhor. Por isso, recomenda-se recorrer a elas para manter um nível de estresse baixo, tanto quanto possível. A mais popular e mais recomendada nesses casos é o yoga, uma técnica ancestral que ajuda até mesmo a respirar melhor.

  • Praticar a respiração profunda todos os dias até que se torne um hábito.
  • Meditar. Visualizar um espaço agradável como, por exemplo, a praia, uma cabana na floresta ou algum outro espaço que transmita sossego e tranquilidade.
  • Alimentar-se e hidratar-se corretamente.
  • Desabafar sempre que necessário com uma pessoa de confiança ou então com um psicólogo.
  • Fazer exercício (através do yoga ou de qualquer outro esporte ou atividade que nos agrade).
  • Manter um bom relacionamento conjugal. É necessário ser próximo, carinhoso e gentil.

O mais importante é não tentar resolver tudo na hora, mas sim tentar libertar a nossa mente, pouco a pouco, e nos concentrarmos nos aspectos positivos de nossas vidas para, dessa forma, fortalecê-los.

Isso é algo que vai nos beneficiar tanto a curto quanto a longo prazo. Ao reduzir a importância da dupla “fertilidade e estresse”, vamos ajudar a nossa mente a relaxar e, por consequência, vamos estabilizar o nosso organismo.

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